Finanças cobram menos IRS antes das eleições
O rendimento disponível dos trabalhadores e dos pensionistas de menores posses vai aumentar, já no final deste mês, mais do que seria de esperar face ao desagravamento fiscal aprovado no Orçamento do Estado (OE) para 2005. Só que, em meados de 2006, sentirão que os seus reembolsos de IRS emagreceram mais do que esperavam. O Ministério das Finanças nega esta versão e alega que apenas fez repercutir "exactamente metade do efeito" previsto.
A conclusão agora contestada pelo Governo é retirada pela firma de consultoria PriceWaterhouseCoopers sobre a aplicação das tabelas de retenção na fonte de IRS, divulgada na página da Internet da Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) - www.dgci.min-financas.pt. A maioria dos escalões de rendimento foi actualizada a uma taxa de 8,0 por cento e isso traduzir-se-á num desagravamento maior do que o aprovado no OE. Mas não para todos. Se os contribuintes de baixos rendimentos sentirão o bónus, os contribuintes de IRS com rendimentos mais elevados poderão sofrer, em 2005, um agravamento mais pronunciado do que seria de esperar.
No OE para 2005 consagrou-se um desagravamento fiscal mercê das descidas das taxas mais baixas de 12 para 10,5 por cento. Esse desagravamento abrange um largo espectro de contribuintes, já que a tributação de qualquer rendimento é fruto da aplicação das diferentes taxas para cada um dos escalões de rendimento até se atingir ao rendimento em questão.
Mas, para que o custo orçamental desse desagravamento não recaísse todo sobre o OE para 2005, o ministro das Finanças chegou a admitir que, através das tabelas de retenção na fonte, os contribuintes iriam sentir, em 2005, metade desse efeito e que o restante ficaria para 2006. Aos deputados afirmou mesmo: "Insistir-se à saciedade no sentido de dizer que os 'impostos vão diminuir' [em 2005] é mentira. É mentira! É objectivamente mentira! É falso!".
Para 2005, as tabelas foram aprovadas e distribuídas na primeira quinzena deste mês, quando aparecem em Fevereiro ou princípios de Março. A acontecer o mesmo em 2005, os seus efeitos apenas se sentiriam depois das eleições legislativas de 20 de Fevereiro próximo.
Para as Finanças, a actualização em oito por cento dos escalões "corresponde exactamente a metade do efeito que se estimou ser o necessário para repercutir na totalidade as alterações as taxas". Na nota ontem divulgada, ilustra-se essa ideia com um caso de um casal com dois dependentes, com um rendimento mensal de 1500 euros. Nesse caso, a taxa de retenção baixa de 16,5 por cento para 15,5 por cento. Mas a nota não retira todas as ilações desse exemplo, já que o imposto pago se reduz 4,1 por cento.
Os casos estimados pela Price vão, aliás, no mesmo sentido. Caso os contribuintes beneficiem de um aumento salarial de dois por cento, os efeitos são visíveis e contrariam a tese oficial. Por exemplo, um trabalhador solteiro com um rendimento mensal de mil euros em 2004, verá o imposto cobrado ao longo do ano passar de 1750 euros para 1642 euros, ou seja, menos 6,2 por cento. Mas, no final das contas em 2006, o IRS a pagar apenas se reduzirá 4,9 por cento e o contribuinte terá de cobrir essa diferença nesse ano. O mesmo solteiro que aufira agora um rendimento mensal de 4878 euros verá o seu IRS cobrado em 2005 passar de 3215 euros para 3284 euros, ou seja, mais dois por cento, quando, na realidade, deveria pagar menos 0,03 por cento.
O mesmo acontece no caso de casais. Se tiverem dois filhos e aufiram um rendimento conjunto de dois mil euros mensais, então o IRS cobrado ao longo de 2005 passará de 2916 euros para 3220 euros, o que representa uma diminuição de 6,9 por cento. Mas o efeito efectivo da redução das taxas deveria ser apenas de menos 5,4 por cento. Já para um rendimento de 9756 euros, o casal passará a contribuir com mais dois por cento de IRS quando o desagravamento fiscal do OE deveria levá-lo a beneficiar de uma ligeira descida - menos 0,04 por cento.
Esta é a demagogia eleitoral dos “iluminados” que prometem só a verdade e sempre a verdade para o povo!!!
PS – os bold são da nossa responsabilidade
Até o mais atrasado mental já tinha percebido que a coisa ia mal na ponta ocidental da Europa (a carraspana “viral” com que ando há dias tá-me a inspirar para as rimas, tá visto... ).
De que tamanho era a tanga que a todos afligia (não a todos pois algumas beldades ficam muito charmosas de tanga) ninguém sabe ao certo. Certo é que a situação piorou imenso quando a tanga começou a dançar ao som do discurso propagandístico do nosso saudoso ex-primeiro Zé Manel.
O clima de desconfiança criado, mais os estremecimentos de um possível futuro negro, aliados a uma realidade pouco animadora, fez que o consumo descesse a níveis pouco habituais no passado recente.
O comércio tem sido um dos sectores onde a crise mais se tem feito sentir. A situação deve-se essencialmente à falta de numerário nos bolsos dos portugueses. O pouco que ainda resta foi guardado nalgum bolso oculto do fato para só aparecer à luz do dia em caso de emergência.
Mas tudo isto são águas passadas. Não sei se fruto de algum fenómeno celestial, o certo é que as vacas gordas vêm aí.
As taxas de IRS vão baixar, não esquecendo as habituais actualizações dos escalões. As pensões vão aumentar entre os 2.5% e os 9% num movimento que abrangerá 1.5 milhões de pensionistas. Os funcionários públicos, como não poderia deixar de ser, serão aumentados. Apesar de todas estas benesses, o governo compromete-se a manter o défice abaixo dos 3% do PIB.
Com tanta coisa prometida a implicar despesa, e sabendo das vendas de património nos últimos anos para manter artificialmente o défice abaixo dos 3% do PIB, onde irá o Pedro arranjar tanta massa para todos estes compromissos? Que se saiba as receitas não cresceram por aí além. Estará a pensar em vender a Madeira, Jardim incluído, (mais um bónus extra: o Offshore madeirense) a algum grupo estrangeiro, quiçá espanhóis, ou será que o Pedro ganhou o Jackpot do Euro-Milhões e fechou-se em copas e não disse nada cá à malta?
Para além disso tudo o Pedro é um mouro de trabalho (coitado que nem deve ter tempo para tomar um copito descansado numa das muitas tascas nocturnas à beira rio). Então não é que em menos de três meses (desde a sua tomada de posse) já aprovou um ror de legislação que faria inveja ao seu antecessor e que ele muito humildemente enumerou (aqui abstenho-me de o fazer, senão o post ficava do tamanho de uma enciclopédia).
As capacidades por ele evidenciadas são tais que o aumento na cobrança de IVA e IRC faz-se sentir desde o inicio do ano, ainda ele não era chefe do governo, mas, por um fenómeno de antecipação do futuro que a parapsicologia facilmente explica, já a força do seu poder magnético, qual nuvem ameaçadora, pairava sobre os prevaricadores, influenciando-os a que regularizassem a situação ou teriam de haver-se com o Pedro.
O Pedro é um gajo que sabe o que quer, para ele e para todos nós. Compreende-se assim que só em convergência ele mais o rebanho (há quem lhe chame manada e outras coisas feias) conseguirão atingir o “el dourado”, os fartos pastos, onde todos comerão à vontade e onde viverão felizes para o resto da vida. Por isso ele não pode permitir que uma ovelha negra, venha ela de Belém ou de qualquer outro quadrante, possa tresmalhar o rebanho.
Este Pedro foi a melhor coisa que nos saiu na rifa, e ainda melhor por não termos jogado em nada, nem às rifas das eleições.
É por estas - e por outras que eu não disse, senão o post só saia a público para a próxima semana - que só me apetece apregoar aos quatro ventos:
Eu quando for grande quero ser grande….
…..grande como o Pedro!!!
….tinha comprado umas acções da Média Capital e neste momento já estava a ter uns lucros muito apreciáveis. Só hoje (2ª feira) valorizaram 3.78 %!!!
E porquê?
Tudo por culpa da “boiada” que invadiu uma quinta nos arredores de Lisboa, e que passou a ter honras televisivas. Mas há mais culpados na história…..todos aqueles que não tiraram o nariz da frente da TV e que foram os grandes responsáveis pelo aumento do “share” desse canal televisivo.
Como dizia o meu avô «Viver não custa, o que é preciso é saber viver».
Esta máxima transposta para os dias de hoje poderá significar algo como: «Para ganhar muito não é preciso produzir muito, inclusive muitas vezes não é preciso produzir mesmo nada»
Esta é mais uma das virtudes da sociedade de consumo…..
......pois só mesmo um país rico se pode dar ao luxo de despedir administradores, desta maneira.
Por cada administrador que Vitor Martins substituir na CGD, esta instituição estatal terá de desembolsar cerca de um milhão de Euros.
De repente, o maior banco nacional salta para as primeiras páginas: são reformas chorudas, indemnizações principescas e mais tudo aquilo que ainda não se sabe.
Antigamente, as administrações de nomeação estatal variavam ao sabor da cor governativa dominante, mas com alguma contenção. Agora não, variam em função das imediatas amizades mais oportunas. Estão a ver o que poderá acontecer se mudarmos de ministros trimestralmente, por exemplo? – terá de se ser criada uma nova secretaria (logo mais despesa) para gerir o “entra e sai” de administradores, mais aqueles que se mantêm (se continuarem a portar-se “bem”).
Neste caso em concreto, nem um potentado financeiro, como é a CGD, consegue aguentar o arrombo. A corroborar que, nos últimos tempos, a gestão não tem primado pela competência, verifica-se que a CGD tem vindo a diminuir os lucros, enquanto muitos outros bancos viram crescer os seus proveitos. E não venham dizer que isso se deve à crise, pois a crise é igual para todos. Na dúvida, perguntem ao povo.
Mas o Estado tem as costas largas e paga tudo e....... o povo também.
Vertu é o símbolo da ostentação do momento.
Por cerca de 25 mil Euros adquire-se um Vertu com capa em platina, cheio de glamour, óptimo para ser exibido.
Não faz mais que um modelo topo de gama equivalente, mas dá status que se farta...pelos menos lá pelo “jet set” asiático.
Este é um lado da vida.
No outro lado, temos a vida daqueles muitos milhões de seres que vegetam no dia a dia com o sabor de dois Euros diários, porque os senhores da terra não lhes permitem ter mais.
Todos os seres são livres, dizem os entendidos, mas na prática, enquanto uns são livres, outros apenas podem contemplar essa liberdade.
A propósito de um relatório da organização “Save The Children”, divulgado ontem, quarta-feira, que revela que Portugal é o quarto país da União Europeia com mais mães adolescentes e o oitavo entre os países mais industrializados, fiquei a pensar – eu, que não sou sociólogo nem li nenhum documento que analise os porquês desta situação - que tão elevado número de gravidez adolescente só pode resultar de uma grande imaturidade com a consequente imprudência sexual.
E digo imaturidade e não ignorância pois, nestes tempos de informação fácil, em que abundam os sites, as revistas e os livros sobre métodos e práticas anti-conceptivas, não me parece que seja por desconhecimento que a generalidade das jovens adolescentes engravide.
Serão vários os aspectos que concorrem para esta situação.
Um deles é a ausência de formação sexual nas escolas. E formação, no meu entender, não se pode limitar a meras informações – isso, creio que os nossos jovens, melhor ou pior, sabem – mas incluir conscientização para as diversas e importantes questões que se prendem com o sexo, em vários planos, inclusive o afectivo e a responsabilização pessoal a nível de comportamentos.
Nunca, até hoje, se avançou na formação dos nossos jovens e dos nossos professores. Uma questão de que nunca se fala é da necessidade de formação dos professores na disciplina e/ou na temática de sexualidade. Ouvi, há alguns anos, em reuniões de Conselho Pedagógico em que estive presente na qualidade de representante da Associação de Pais, professores recusarem-se, pura e simplesmente, a falar sobre sexualidade com os alunos. Outros, conscientemente, alegavam falta de preparação para falar sobre o assunto. Contando ainda com a indiferença de alguns que se limitavam a encolher os ombros, eram poucos os professores entusiastas pelo assunto.
Também a nível dos Centros de Saúde ou outros organismos de saúde pública não existem praticamente quaisquer iniciativas ou acções de esclarecimento das camadas jovens sobre sexualidade. Aliás, tanto quanto sei, na maior parte dos centros de saúde as consultas de planeamento familiar limitam-se a uns conselhozinhos singelos, que não aquecem nem arrefecem, aos poucos jovens que lá vão e à oferta de uma caixinha de pílulas. (Se não for como eu digo, alguém que me corrija s.f.f.)
Outro aspecto que creio relevante para a existência de tanta mãe adolescente é a falta de comunicação entre os jovens e a família. Para muitos pais este assunto ainda é tabu ou então existe pouco à vontade para discutir o tema. E para tornar tudo ainda mais difícil, não são poucos os filhos adolescentes, mesmo aqueles que sabem que os pais são pessoas abertas nestas questões, que, a partir de certa idade, se recusam a falar sobre questões sexuais com os pais – talvez com medo que eles interfiram na sua vida afectivo-sexual - , ocultando-lhes eventuais problemas ou dúvidas, só o fazendo quando uma gravidez indesejada acontece.
E chegadas as coisas a este ponto, à gravidez da adolescente, toda a gente sabe quais são as saídas: ou ter o filho, com todas as nefastas consequências para a jovem mãe que assim vê a sua juventude e o seu crescimento truncados, os estudos e o futuro profissional ameaçados, e para a criança que vai nascer, quase sempre fruto de um relacionamento imaturo, muitas vezes de um pai que, irresponsavelmente, “não quer saber” e “dá o fora”.
Destaco, a propósito, que o relatório da organização “Save The Children” refere que, com base num estudo realizado em 13 países da UE, as mulheres que são mães durante a adolescência têm o dobro das probabilidades de vir a viver em pobreza.
A outra solução, neste nosso Portugal das maravilhas, é o aborto... clandestino e penalizável, com todos os custos e pesos que tal clandestinidade e penalização acarretam.
Dizem as estatísticas que, em Portugal, existe cerca de um milhão de pessoas que nunca foram à escola. Ou seja, são incapazes de ler este texto ou de escrever algo tão simples como o seu próprio nome. Esta triste realidade coloca Portugal na cauda da Europa.
“Ao longo dos séculos XIX e XX nunca houve uma política educativa entendida enquanto tal. Nunca se deu prioridade à educação dos adultos e isso tem muito a ver com a nossa ruralização e com o regime autoritário em que vivemos durante muito tempo”, explica Licínio Lima, sociólogo da educação.
Tenho dificuldade em compreender como é possível, nos dias que correm, num país da UE, existirem tantas pessoas que não saibam ler e escrever. Estas duas operações deveriam ser tão básicas como respirar ou comer. Para mim, é quase como ter nascido cego e jamais poder apreciar as maravilhas (às vezes também os horrores) que nos rodeiam.
Mas, afinal, quem é o culpado deste estado de analfabetismo?
O réu é o Estado. A ausência de uma real política educativa que ataque fundo tão calamitoso estado de analfabetismo do povo português serve essencialmente os interesses e as preocupações da classe dominante.
É que quanto maior for o acesso à instrução e ao conhecimento da população em geral, menor será o "controle" sobre as necessidades e as aspirações de mentes socialmente desenvolvidas. Aos interesses instituídos convém que uma parte das pessoas permaneça no obscurantismo e assim sejam mais fácil e docilmente orientadas naquilo que mais convém aos interesses dominantes.
E assim, a instrução, a educação e o conhecimento das populações – com o correlato desenvolvimento pessoal e individual de cada cidadão - caminham ao sabor dos interesses materiais dos "senhores do mundo".
Basta olhar para o estrato social onde está a fatia grossa do analfabetismo para compreender que este anda de braço dado com gentes de parcos recursos e, muito frequentemente, de zonas rurais do interior.
As razões objectivas deste problema estão diante dos nossos olhos, nós, por vezes, é que nos recusamos a ver o óbvio.
«O rei do mercado mundial de transferências de jogadores é um português: chama-se Jorge Mendes e tem 38 anos. Este agente de futebolistas, natural de Lisboa, intermediou no último "defeso", através da sua empresa sediada no Porto (Gestifute), negócios superiores a 122 milhões de euros (ver quadros) só nas 16 principais mudanças de jogadores em que participou, a última das quais foi a vinda de Luís Fabiano dos brasileiros do S. Paulo para o FC Porto. Tendo apenas em conta as transferências de Portugal para o estrangeiro, Jorge Mendes bateu todos os recordes internos, ao participar em transações de passes de jogadores que orçaram um total de quase cem milhões de euros (96,35), o que é tanto mais significativo se tivermos em conta que Portugal, por exemplo num sector como o das peles e couros, conseguiu em 2003 apenas 68,8 milhões de euros em exportações. Ou que um sector importantíssimo como o Vinho do Porto exportou, no ano passado, 411 milhões de euros. A Gestifute protagonizou, de resto, três das dez maiores transferências de jogadores do ano a nível mundial (Paulo Ferreira, Deco e Ricardo Carvalho), algo também sem paralelo no nosso país....»
in Público
O país gastou há alguns anos uma “pipa de massa” com os estudos dirigidos por um tal Michael Porter. Cabia-lhe definir os sectores para onde Portugal deveria dirigir as suas energias e investimentos de forma a operar uma enérgica revitalização da nossa economia. Os sectores foram definidos, alguns investimentos e energias foram canalizados para essas actividades, mas os resultados visíveis tardam em aparecer.
No entanto, a solução morava cá em casa. Faltavam uns “olhinhos” que iluminassem e definissem o rumo correcto do potencial escondido.
O sector chave da nossa economia é o futebol.
O brasileiro Scolari conseguiu unir Portugal em torno de um projecto como não se via na últimas décadas.
O Futebol Clube do Porto conseguiu êxitos desportivos e financeiros nas duas últimas temporadas futebolísticas como jamais se verificara no nosso país.
Agora, um empresário de futebol consegue fluxos financeiros com a exportação de jogadores que causam inveja a conceituados sectores da nossa economia.
Penso que a classe política e a sua base de sustentação - todos nós – deveriam humildemente penitenciar-se e passar os destinos do país para quem, na prática, mostrou como se gere e “se faz dinheiro”, coisa de que o país, há muito, anda bastante carenciado.
É certo que o Santana ainda está verde no lugar de primeiro-ministro, a sua experiência ainda não chega aos dois meses, mas já nos habituou a dizer num dia e a desdizer-se no dia seguinte. Assim podia muito naturalmente fazer uma remodelação governamental.
Chamava o Scolari para unir Portugal e tirar o país da tanga (confesso que ainda hoje não percebo porque é que o Zé Manel depois de nos meter de tanga, deu de “frosques”; ele não acusava o antecessor de ter fugido?). Talvez ficasse bem ao brasileiro a Administração Interna mais a Educação.
Chamava-se o Pinto da Costa para as Finanças – O Bagão voltava aos corpos sociais do Benfica (onde o tacho deve continuar garantido) e, talvez assim, o povo maltratado conseguisse esquecer as machadadas que o senhor deu no Trabalho e na Segurança Social.
A Jorge Mendes entregava-se o Ministério da Economia – o Miguel Cadilhe e a sua API aproveitavam para aprender como se capta dinheiro “lá fora”.
Com estes três a comandar as operações, mais uns treinadores por eles contratados, os resultados não se fariam esperar. Mas é preciso mais qualquer coisa.
Assim, enquanto houver habilidade a dominar a bola – penso que o futebol deveria ser disciplina obrigatória desde a primária (ajudava certamente a esquecer os desaires dos nossos estudantes na matemática e na física), enquanto houver Roman’s Abramovich dispostos a pagar muitos milhões por jogadores e treinadores portugueses, enquanto houver patrocínios de multinacionais a jogadores lusos e enquanto houver muitos milhões de espectadores dispostos a sustentar o nosso futebol (ainda que haja pouco dinheiro para as necessidades básicas) o nosso país está a salvo da bancarrota.
O que nos vai salvar não é nenhum milagre comercial, industrial ou de serviços.
O futebol é a nossa salvação!
PS – os bolds são da nossa responsabilidade.
Os abortos governamentais levaram a melhor sobre os potenciais abortos que viessem a ser realizados pela organização “Women On Waves”, pelo menos por agora.
Em nome de uma pretensa legalidade, bastante discutível, foi negado um direito fundamental – o direito de livre circulação. A argumentação de ambos os lados vai agora passar por questões jurídicas nacionais e internacionais.
No entanto, o âmago da questão é outro e muito mais importante:
A passar das marcas vai a sem-vergonha e hipocrisia moral de governantes que proíbem a livre circulação, em nome de um pretenso caso de saúde pública, mas que têm levado a cabo uma política que, cada vez mais, restringe o acesso aos reais cuidados de saúde a que toda a população nacional deveria ter direito, segundo a Constituição, política essa traduzida, na prática, pela crescente imposição do principio: quem quer saúde, pague-a. (Pague as radiografias, as análises, os tac`s, os especialistas que não existem nas “caixas”, os dentistas e caríssimos tratamentos dentários, os remédios cada vez menos comparticipados, pague tudo ou fique por aí, desdentado, com dores e mazelas, a morrer devagarinho por falta de dinheiro...).
Voltando à hipocrisia dos políticos e governantes retrógrados que por cá temos, que se saiba não existe qualquer restrição à circulação das mais endinharadas que queiram deslocar-se a Badajoz para, em clinicas particulares, serem sujeitas às práticas que no “Barco do Aborto” são classificadas como ilegais pelas autoridades portuguesas.
Não se compreende, nem revela raciocínio inteligente, que aqueles que rotulam de crime a opção pelo aborto, em nome do direito à vida, não tenham a mesma atitude noutros casos, a guerra por exemplo, e inclusive protagonizem acções de apoio aos beligerantes. É provavelmente em nome de certos “valores morais”, em que os fins justificam os meios!!!
Outro aspecto grave nesta questão é a falta de liberdade: A liberdade de cada um decidir, em última instância, aquilo que julgar melhor para si.
Não se compreende que quem diz combater todas as formas de totalitarismo venha agora impor a sua vontade a terceiros, em nome da sua particular e retrógrada filosofia de vida, baseada em conceitos morais de forte influência religiosa, ditando regras sobre quando e onde começa e acaba a vida humana, sem fundamentação científica, e, por último, arvorando-se em juiz de toda a população.
Num país que se debate com graves problemas económicos era bom que não se desperdiçassem recursos. Os esforços consumidos com os casos em volta deste tema eram certamente muito melhor empregues na luta contra a sida e outras doenças sexualmente transmissíveis. Estas, como muitas outras que infelizmente continuam a contaminar largas camadas da população, são os verdadeiros casos de saúde pública.
Mas tal como um doido nunca se assume, um aborto também nunca se assumirá.....
Nos últimos quatro anos foram adquiridos pela informática da administração fiscal, aplicações informáticas e serviços externos no valor de perto de 140 milhões de Euros. Estes investimentos realizados não se têm traduzido, até ao momento, em resultados visíveis no combate à fraude e evasão fiscais.
Não se sabe o que o fisco adquiriu, a quem, a que preço, como, e se os produtos já estão em funcionamento – o fisco não informa. A única novidade recente foi a informação de que uns quantos milhares de contribuintes não tinham entregue o anexo “J”, uma singularidade para muitos deles.
A única coisa que se sabe é que a evasão fiscal é o pão nosso de cada dia e que a fiscalização continua extremamente deficiente - ou então os resultados andam no segredo dos deuses. Na dúvida, veja-se a taxa efectiva de IRC paga pelas empresas nacionais, nos últimos anos. Segundo vários estudos, o peso da chamada "economia paralela", aquela que não é contribuinte fiscal, atinge um peso escandalosamente alto, quando medido em percentagem do PIB nacional - a situação mantém-se há muito, sem que sejam visíveis quaisquer medidas energéticas para acabar com a situação. Na verdade, sabe-se mais uma coisa: as receitas do Estado continuam a ser inferiores às despesas. E na prática, o grande combate levado a cabo nos últimos anos, incidiu sobre as despesas, quando a receita deveria ter tido um tratamento no mínimo igual.
Talvez a abordagem à fuga fiscal não tenha sido levado a cabo da forma mais eficaz. Talvez se tenha procurado um sistema capaz de detectar quase tudo, e portanto lento e pesado, quando um mais simples e dirigido a pequenos objectivos, certamente seria mais rápido e eficiente. Por outras palavras, se um sector previamente seleccionado fosse “atacado” em força pelo fisco, e com resultados visíveis, serviria de estimulo a toda a máquina fiscal e de aviso a todos aqueles que tradicionalmente fogem ao fisco. A pouco e pouco a malha estender-se-ia a todos os sectores da economia. Não me parece complicado identificar empresas que, nos últimos quatro ou cinco exercícios apresentaram prejuízos sucessivos, e que continuam a laborar. O mesmo se passa em relação a determinadas classes profissionais que, apresentam receitas liquidas que nem dão para matar a fome. Estes são dois pequenos exemplos para ilustrar o raciocínio. Aliás, se a administração fiscal consegue convergir, há anos, o valor dos imóveis aos preços de mercado – aqui a grande questão era que os mesmos não sofriam uma avaliação periódica, para não falar dos milhares que não estavam cadastrados informaticamente – não se percebe porque não faz o mesmo aos diversos sectores económicos.
E este é um sector vital da governação, pelo equilíbrio que pode exercer nas contas do Estado, dado que as despesas têm um limite inultrapassável.
A justiça fiscal, além de um dever constitucional, é um valor essencial na moral de um Estado e dos seus cidadãos.
De outra forma, e usando a gíria popular, este Portugal “não passa de uma república das bananas, onde cada um rouba conforme pode”.
Ora o Estado é constituído por todos nós, que delegamos nuns quantos, a tarefa de conduzir os assuntos nacionais. Logo quando estão a roubar o Estado, estão a roubar-me a mim. E eu estou farto de ser roubado.....
«...."Muitas pessoas estão a matar a galinha dos ovos de ouro porque praticam preços para níveis de oferta que não temos. Uma refeição, no Verão, é paga a preço de ouro e isso não pode acontecer. Alguns acusam o Sudoeste de afastar pessoas, mas a curto prazo será a manutenção de situações semelhantes que as afastará e isso tem que ser repensado", diz o Presidente da Câmara de Odemira.
....praticam-se preços exorbitantes por refeições e, ao nível das dormidas, vale tudo. O consumidor paga muito por pouco. E é a própria população que o reconhece. "Existe gente por aí a alugar quartos nesta altura do festival, sem o mínimo de condições, a preços que eu sei lá", diz Arminda Varia, enquanto nos serve um café. "Toda a gente quer fazer negócio nesta altura a qualquer preço"....»
in Festival Sudoeste Solidifica-se no Litoral Alentejano
Porque é que queremos ganhar num dia, o seria justo arrecadar em vários dias?
Será que vale tudo nesta terra?
Ou será que passámos a seguir o exemplo de alguma classe política?
Podemos ser os últimos em todas as tabelas da UE mas, a pedir dinheiro, estamos no top e ninguém nos bate!
«...Porque, de duas uma: ou é mesmo indispensável que os deputados viajem em executiva para preservarem a sua imagem e estatuto, o que não se discute, ou esta distinção é irrelevante e, em consequência, todas as suas viagens devem ser feitas em classe turística. O que não é sério nem admissível é o Estado disponibilizar-se para pagar viagens de turismo a acompanhantes dos deputados....»
in O Regresso das "Viagens-fantasma"
Depois admiram-se por Portugal ser classificado como uma “República das Bananas”.
Há muito que se clama em Portugal por maiores investimentos na Justiça.
Desde juizes, a escrivães, passando pelos advogados ou simplesmente pelos queixosos, todos clamam por melhores condições para a justiça neste país.
O governo, talvez devido aos apregoados cortes orçamentais, não foi fazendo os investimentos necessários à rápida conclusão dos milhares de processos pendentes.
Ontem abriu os cordões à bolsa e tirou de lá 100 milhões para investir......na Bolsa.
Quem afirmou que a Justiça está de tanga....é mentiroso!
Antes da nomeação da comissão de inquérito que irá avaliar as responsabilidades no recente incidente de Leixões era para ter sido nomeada uma outra comissão. Esta comissão iria identificar os pretensos réus e suas responsabilidades nos fogos que começavam a devastar Portugal este Verão. Era uma comissão de acompanhamento da situação e integrava-se no plano de prevenção e combate aos fogos para o ano corrente. Sem dúvida que tal nomeação era uma medida coerente perante a fogueira que se ateou em Portugal no ano transacto. Mas a dita comissão não chegou a nascer pois foi abortada aos primeiros sinais.
Qualquer iletrado identifica facilmente o grande responsável deste ineficaz plano de prevenção e combate aos fogos – o Estado. As palavras proferidas, o ano passado, pelo ministro responsável pelo sector de que seriam tiradas as devidas ilações perante a catástrofe verificada, foram ecos que o ventou levou. E já lá diz o ditado que quem com o fogo brinca, queima-se. O trágico, nesta brincadeira, é que quem brinca com o fogo não é quem se queima.
Perante a tragédia que, este ano, mais uma vez se abateu sobre o país, nem a solidariedade política aos colegas de partido permitiram isentar a maioria governamental de críticas ao que ficou por fazer na prevenção e nos meios preparados para o ataque às labaredas. Pouco se fez, não só a nível central como também a nível local, mas gastou-se muitos milhões, não se sabe é onde.
Os bombeiros debatem-se, cada vez mais, com problemas de meios técnicos, devido ao uso intensivo do material, pois nem têm recebido material que permita unicamente substituir o défice do que, em cada ano, vai ficando danificado e irreparável.
O desespero perante situações dramáticas tomou conta das populações, dos autarcas locais, dos bombeiros, da prevenção civil, etc. e as críticas começar a fazer-se sentir. E casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão.
O dinheiro que não foi gasto na prevenção vai ser mais tarde gasto (multiplicado por n vezes), no combate às chamas e na reparação de alguns bens pessoais. Isto já sem falar no desastre ecológico, pois os danos à natureza são irreparáveis.
Se a política de terra queimada parece ser o objectivo de interesses obscuros que se movimentam na nossa sociedade, alguns dos nossos governantes parecem ser um dos aliados destes objectivos, tal a atitude irresponsável que assumem perante a gravidade dos acontecimentos e nas acções que desenvolvem para a solução dos mesmos.
Como se pôde constatar nos órgãos de informação, as populações puseram facilmente o dedo na ferida ao ressaltarem, por exemplo, a falta de aviões e meios materiais suficientes para o combate aos fogos - necessidades prementes - gastando-se milhões em submarinos nos quais poucos vêem alguma utilidade. Aqui coloca-se uma questão pertinente: quantos aviões se poderiam comprar com as verbas gastas nos últimos anos no seu aluguer? Que interesses se movem nesta política de aluguer?
Como no ano anterior já se tinha batido o suficiente nos bombeiros, ainda que com sucesso negativo, as hipóteses de fabricar este ano novos réus era diminuta. Como nenhum governo é suficiente masoquista para “arrear” nele próprio nem suficiente ingénuo para acreditar no “quanto mais me bates mais gosto de ti” não foi criada qualquer comissão de inquérito para levantamento de responsabilidades – ninguém acreditou ser possível encontrar qualquer “tótó” com costas suficientemente largas para carregar o pesadelo.
Portanto, não foi por má fé ou falta de empenho político que não foi constituída a comissão não sei quantos mil pós “25 de Abril” para averiguar factos , simplesmente um raciocínio elementar permitiu aos nossos brilhantes estadistas concluir que, fora da área governamental, seria difícil encontrar alguém onde bater.
Esta maioria no poder trata convenientemente dos nossos interesses, do nosso futuro e da nossa saúde futura, podeis estar certos; a coisa às vezes não nos parece transparente, por nossa culpa, não conseguimos ler o que eles não dizem, apenas retemos o que eles prometem.
Mas os portugueses continuam crentes.......à espera que numa manhã de nevoeiro.....alguém nos salve do fogo final.
O jogadores seleccionados para representar Portugal no Euro 2004 foram hoje distinguidos pelo Presidente da República com a Ordem do Infante D. Henrique.
No seu discurso, o Presidente enalteceu o sentido de "auto-exigência", "consciência de dever" e "patriotismo" dos jogadores, deixando ainda algumas palavras de homenagem aos portugueses. "Portugal celebrou, dentro e fora do campo, a grande festa do futebol, numa organização elogiada em todo o mundo e classificada, pela própria UEFA como a melhor de sempre. Portugal ganhou este desafio tão exigente", sublinhou.
Mas Sampaio aproveitou ainda para deixar um apelo ao país para o futuro: "É preciso saber aproveitar este impulso e essa energia para outros projectos, outras tarefas, outras ambições".
Tem toda a razão Sr. Presidente!
Nos últimos anos fizemos dois grandes projectos que foram coroados de êxito: a Expo98 e o Euro2004. Já provamos que, quando arregaçamos as mangas, somos capazes de grandes projectos e árduas tarefas.
O problema parece estar nas médias e pequenas tarefas. Coisas que não são “grandes” parece que continuam a não merecer o nosso grande empenhamento.
Esquecemos que milhares de pequenas tarefas podem originar um grande projecto. Ou seja, raciocinamos sempre de cima para baixo e não de baixo para cima. Talvez porque partindo de baixo a planificação e a organização pareçam mais difíceis. Talvez porque a grandeza das “pequenas coisas” não nos seduza. Talvez seja apenas uma questão de mentalidade.
No entanto, é imperioso que todas as tarefas, todas as actividades e todos os projectos em que nos envolvemos, no dia a dia, sejam levados a cabo, com a qualidade de planificação, de organização e de desempenho que caracterizaram estes dois eventos acima mencionados.
Há que mudar em alguns aspectos a mentalidade com que encaramos a vida e o nosso bem estar, presente e futuro.
Aproveitemos a dica do Dr. Jorge Sampaio e usemos esta “energia” para melhorar o nosso Portugal, tanto a nível político, como económico e social.
Esperemos que o nosso Presidente use essa tal energia da melhor forma para a “grande tarefa” que herdou recentemente e que a decisão que tomar seja aquela que melhor sirva os interesses do povo português.
Depois de toda, ou quase toda a população ter apoiado arrebatada e entusiasticamente a equipa nacional de futebol, é da mais elementar justiça que a outra equipa, a que nos governa, saiba corresponder às justas aspirações daqueles que, de uma forma abnegada, não regatearam o tremendo apoio àqueles que tinham uma grande tarefa em mãos.
O tempo o dirá se somos dignos uns dos outros, os governantes e governados.
Nesta época de manifes, abaixo-assinados, cartas, entrevistas e outras fórmulas de comunicar com o Presidente Jorge Sampaio O Jumento não podia deixar de lhe escrever, pedindo que decida o que decidir demore mais uns dias.
É que por estes dias Portugal é um verdadeiro laboratório da miséria humana, onde assistimos a uma vaga espontânea de santanistas. Se o Presidente se demorar mais alguns dias dá tempo para que Santana Lopes ainda consega convencer, entre outros, o cavalo do D. José. Já estou a ver o autarca lisboeta a avisar o cavalo da estátua do Terreiro do Paço que se não se converter ao santanismo não lhe tira os painéis que desde há algum tempo o impede de ver o Tejo.
Mas também teríamos a oportunidade de conhecer mais alguns empresários "interessados" na continuidade do "programa" de Durão Barroso. Para não falar dos nossos independentes jornalistas que de um dia para o outros parecem assessores de imprensa da Câmara Municipal de Lisboa.
E o desespero de alguns autarcas do PSD que anseiam por mais umas massas para segurar as suas clientelas ou um desesperado Jorge Jardim que precisa de continuar a mamar o 'contenente'?
Aguente mais uns dias Senhor Presidente, que não quero perder este espectáculo!
in Jumento
«....De qualquer forma do texto analisado ficou de fora uma das vertentes mais interessantes e mais revolucionárias da blogosfera: A Liberdade de Expressão.
Já houve quem se referisse ao facto de a blogosfera ser um espaço mais opinativo que informativo em termos menos laudatórios. Associando esta característica a alguma ‘verdura’ desta forma de expressão.
Já alguém disse que os blogues estabeleceram novas regras de sociabilidade. A verdade desta afirmação consubstancia-se na nossa presença, com um fim comum, aqui no Alandroal. E isso é a realidade mais visível em sociedades democráticas e livres. Os Blogues são um escape, uma evasão mas também uma forma de intervenção numa realidade que nos cerca e que, com maior ou menor amplitude, influenciamos. Permitem-nos o encontro de outras ideias e, acima de tudo, permitem-nos a expressão e publicitação dos nossos anseios, dos nossos conhecimentos, interesses e ideias.
Mas mais importante, e tantas vezes esquecido: os Blogues, nas sociedades que impõem limites à liberdade de expressão, são um dos meios de expressar oposição ao status quo e de denunciar as injustiças de que são vitimas as populações ou parte da população desses países....»
Já me tinha questionado, há uns tempos, se o Zé Manel não nos andaria a enganar completamente nesta questão da Comissão Europeia. Sim, porque noutras questões nunca tive grandes dúvidas que ele mente com quantos dentes tem na boca.
Enquanto o Zé Manel apregoava aos sete ventos o seu apoio à eleição do António Vitorino para a Comissão Europeia - após uma profunda reflexão, dizia ele, com aquele ar entre o compungido e o angélico que costuma pôr -, não andaria a manobrar, em aguas turvas, o seu próprio destino político e pessoal?
O pretenso apoio a António Vitorino soava demasiado a falso. Na verdade, aquele sorriso do Zé Manel, muito cínico na minha opinião, não me convence, nem a mim nem a muitos portugueses. Menos ainda me convence nas coisas que diz. E se dúvidas alguma vez tive, estes dois anos de governação provaram-no à saciedade.
O Zé Manel é um ambicioso político e um dos maiores demagogos que conheço. Para ele, afirmar uma coisa quando tem em mente outra, dizer o que convém no momento, o que melhor vá soar a quem ouve, o que lhe permita sair mais airosamente de qualquer situação – ainda que longe da verdade e dos factos – está-lhe no sangue. Ou, vá lá, talvez seja uma aprendizagem da juventude, dos tempos de dirigente estudantil maoista, que lhe tem rendido bons frutos e o ajudou a singrar na política.
Mas, voltando à vaca fria, hoje ao ler o Expresso deparo-me com esta análise:
Uma história fantástica
«E se Durão planeou tudo há três meses?»
QUANDO, há pouco mais de um mês, Durão Barroso decidiu remodelar o Governo, convidando Arlindo Cunha para a pasta do Ambiente, ninguém estranhou. Amílcar Theias mostrou sempre uma inaceitável adaptação ao cargo e há muito que a sua saída do Governo estava anunciada.
Mas olhando agora para esses factos - e conhecendo outros - pode contar-se outra história. Arlindo Cunha é reconhecido entre os seus pares europeus como um bom técnico e político na área agrícola. E o seu nome vinha sendo falado em Bruxelas como um provável candidato ao cargo de comissário europeu com a pasta da agricultura na futura Comissão Europeia. Mas sendo esta uma pasta de enorme peso no executivo europeu, não fazia qualquer sentido que fosse ocupada por um português - e que a presidência da CE também.
Se esta história batesse certa, então o que se concluiria é que Durão Barroso começou a planear a sua saída para Bruxelas há dois ou três meses. E enquanto defendia publicamente a candidatura de António Vitorino ao cargo, ia recebendo os discretos incentivos dos seus pares do PPE para ocupar a função. Terá sido por perceber isso que Manuela Ferreira Leite lhe apresentou a demissão quinta-feira da semana passada - sem que, mesmo nessa altura, Durão a tivesse informado da ida para Bruxelas.
Mas esta história é tão fantástica que não dá para acreditar, não é? Nem em política...
Nicolau Santos
Tudo leva a acreditar que a “história fantástica” se tornou realidade.
Eu acredito que sim.....
"Eu, daqui, do Pico dos Barcelos, digo aos portugueses de fora de Lisboa: cuidado que estamos todos a ser enganados por uns bandos que há em Lisboa", disse Alberto João Jardim, presidente do PSD-Madeira, no tradicional comício da freguesia de Santo António, alusivo ao Dia da Região e das Comunidades Madeirenses, celebrado, desde 1980, no dia 1 de Julho.
"O grande confronto em Portugal - prosseguiu - não é entre a esquerda e a direita, o grande confronto em Portugal é entre uma Lisboa odiosa que oprime o resto do país, que oprime o resto dos portugueses, e o resto de Portugal, que tem que se libertar para meter aquela gente na ordem".
Responsabilizou ainda o Governo cessante de Durão Barroso de ter deixado nas mãos da esquerda o controlo dos órgãos de comunicação social públicos: "Eles deixaram aquilo na mão de gente de esquerda que faz censura".
"Suceda o que suceder, já lá vai o tempo que os colonialistas de Lisboa puderam oprimir o povo madeirense, puderam roubar os nossos dinheiros durante cinco séculos", afirmou ainda.
"Eles, agora, continuam a oprimir as outras províncias do Continente, fora de Lisboa, mas, a nós, aqui, eles não fazem mais farinha e se tentarem fazer, atiramo-los ao mar", finalizou.
Quem é que anda a ser enganado? Os do Continente ou os da Madeira?
Ambos diria eu.
O grande confronto é entre a inteligência e a cretinice. Nos últimos tempos a segunda hipótese tem dominado.
A direita não faz censura!?! Deve ser alguma herança dos tempos do Salazar! Isto no Continente, porque na Madeira vigora uma democracia de amplas liberdades (desde que se concorde sempre com o Alberto)!
Os dinheiros em falta de que o Jardim se queixa, devem ser certamente, aqueles do buraco no Orçamente Madeirense. Para onde terá ido estas “massas”? Ou será que o Tribunal de Contas também é controlado pela esquerda?
São raros os Conselhos de Ministros que aprovam mais de uma dezena de documentos. Durante o dia de ontem, porém, os ministros reuniram e selaram o encontro com a aprovação de trinta e sete novos diplomas.
Entre eles, encontram-se a transferência de poderes fiscais para a Região Autónoma da Madeira, concedendo ao Governo regional liderado pelo social-democrata Alberto João Jardim amplos poderes para a gestão fiscal nas ilhas.
Antes que se acabe o “tacho” há que cumprir as promessas.....aos “amigos”.
As promessas ao eleitorado.....ficam para a próxima campanha.
Chegou, viu, leu (?), comentou (?) e partiu.
Quem era ele?
Não sei.
O que tinha ele de especial?
Nada de transcendente, era apenas a visita 100.000 (nas contas do Paulo).
Um abraço especial para ele.
Outro abraço para os restantes.
Obrigado blogosfera!
Um singelo post aqui colocado a 11 de Outubro de 2003 começou, nos últimos dias, a ser visitado e comentado com grande destaque.
Em plena época do Euro2004, a qualidade deste jovem futebolista tem granjeado grandes elogios dos amantes do futebol e não só. Mas parece que as qualidades de Ronaldo extravasam em muito os seus dotes futebolísticos, face aos comentários que tenho recebido no post. Muitas jovens do sexo feminino renderam-se incondicionalmente à figura de Ronaldo, algumas, ao que parece, numa assolapada paixão....
Ai....Cristiano Ronaldo eu fosse!!!
Economia informal emprega um em cada três portugueses
«Em média, um em cada três portugueses trabalha na economia paralela, ou seja, em empresas que não cumprem as suas obrigações fiscais, de Segurança Social ou as regras de regulação estabelecidas no mercado, segundo um relatório da McKinsey citado esta terça-feira na imprensa.
O relatório «Portugal 2010» divulgado esta semana pela consultora conclui que a informalidade tem tendência para aumentar ainda mais. Os sectores da construção, retalho e alimentação são aqueles onde o fenómeno é mais expressivo.
Uma vez que a população empregada ronda os 5 milhões, o terço diagnosticado totaliza 1,5 milhões exercerem actividade em empresas que não cumprem as suas obrigações.»
A educação e a fiscalidade são as questões mais prementes, na minha opinião, já aqui várias vezes expressa, da sociedade portuguesa.
E a questão fiscal também passa pela “educação” dos contribuintes.
Um dos factores negativos é, actualmente, a ideia instalada na grande maioria da população de que as maiores fontes de rendimentos fogem às suas obrigações fiscais. Independentemente da completa veracidade desta “ideia” ou não – normalmente mete-se no mesmo saco a fuga ilegal e o planeamento fiscal que são coisas completamente diferentes – a verdade é que, de tempos a tempos, aparecem noticias de primeira página a denunciar vários delitos fiscais onde, inclusive, elementos da classe política são apontados como infractores. Muito provavelmente a actual tributação fiscal não é justa para o leque de rendimentos da população portuguesa. Se esta lei não serve arranje-se outra. Imperioso é que rapidamente se arranje um processo transparente de tributação sobre os rendimentos. Urgente é que termine um clima de suspeição sobre tudo e sobre todos. Se há sectores com forte fuga fiscal a máquina fiscal que actue.
Imperioso é que cada um esteja consciente de estar a contribuir para o país segundo os seus rendimentos e, muito importante, estar seguro que toda a comunidade está a ter a mesma atitude.
A continuar assim não vamos a lado nenhum, simplesmente enterramo-nos ainda mais, em cada dia que passa.
Nota – os bolds são nossos.
Número de milionários cresce mais em Portugal do que na Europa.
O número de milionários portugueses cresceu quatro por cento no ano passado, um número que representa quase o dobro da União Europeia (2,4 por cento) e quase metade da cifra a nível mundial (7,5 por cento), segundo um estudo da Capgemini e da Merril Lynch.
A crise internacional registada em 2003 não evitou que milhões de pessoas alcançassem activos financeiros de valor superior a um milhão de dólares (794 mil Euros).
O "World Wealth Report 2004" revela que há 7,7 milhões de pessoas no mundo com uma riqueza avaliada em 28.800 mil milhões de dólares (22.867 mil milhões de Euros).
Quem é que disse que o país estava de tanga?
O país não está de tanga, o povo é que está de tanga por ser conduzido por políticas de tanga.
A conta desta tanga há muitos a “safarem-se” como este estudo mostra.
Esta é a realidade nua e crua, o resto são promessas de justiça social......
Nunca vi coisa igual. Jamais sonhei ver estas imagens. Estou perfeitamente estupefacto.
É com muito espanto e mesmo muita admiração que reparo nesta vaga de bandeiras nacionais que, neste últimos dias, inundou Lisboa e arredores e, por aquilo que oiço, um pouco por todo o país.
São milhares as varandas, janelas, muros, estendais de casas particulares que ostentam bandeiras de Portugal dos mais diversos tamanhos. São carros, camionetas, motos e bicicletas que fazem vibrar ao vento as cores nacionais das ditas bandeiras. Em cada dia que passa, o rectângulo verde e vermelho floresce em mais um lugar como uma sementeira que se realiza todas as noites e que desabrocha no dia seguinte. Também muitas empresas e organismos vários acompanham esta onda. Parece que, de repente, toda a gente acordou com uma irreprimível necessidade de exibir o seu orgulho nacional.
Nós, portugueses, que não somos - parece-me - dados a manifestações de patriotismo exacerbado, talvez por uma questão de introversão de sentimentos, pelo menos quando comparados com gentes de outras nações, por exemplo, como os nossos vizinhos espanhóis que, por tudo e por nada, fazem valer o seu orgulho nacionalista. Nós, que nos ofuscamos diante do que é estrangeiro e vem de fora.
As ditas bandeiras vendem-se por tudo quanto é sítio. Em quantidades astronómicas. São os vendedores ambulantes, as lojas das “bugigangas”, as lojas da especialidade, os supermercados, o comércio tradicional.
Para além das bandeiras, são as conversas de toda a gente, de todos os quadrantes da sociedade, sobre o Euro 2004 e tudo o que, mais directa ou menos indirectamente, á volta dele gira. E em todas as conversa, o tom dominante é um sentimento de orgulho patriótico, de esperança e de confiança que parece ter inundado o espírito dos portugueses, de tal forma que já aparece uma ou outra voz a pedir contenção, não vá este clima de perfeita euforia colectiva acabar numa depressão profunda.
Este fenómeno desportivo, que vamos começar a viver ainda mais intensamente a partir de sábado, será um dos grandes acontecimentos nacionais das últimas décadas, que projectará fortemente o nome do país além fronteiras. O retorno dos dividendos desportivos e económicos será apreciável. Bem aproveitado, este Euro2004 poderá render bons lucros ao país, nomeadamente no sector do turismo, mesmo após o seu término, tal como aconteceu com a Expo98.
Mas atenção, o Euro2004 não vai resolver os graves problemas com que o país se debate.
Mais, este clima de optimismo e patriotismo que está a incendiar a população lusa deveria continuar a verificar-se após o fim deste Campeonato Europeu e projectar-se noutros campos, sob pena de não ter passado de um sopro efémero. Independentemente da nossa classificação. Não podemos ficar à espera que onze homens – mais uns quantos que compõem todo o grupo de trabalho – salvem, em meia dúzia de dias, tudo aquilo que todos nós não fomos capazes de resolver nas últimas décadas.
Assim saibamos aproveitar este clima eufórico que se apoderou de nós, usemo-lo da melhor forma durante este torneio e continuemos a usá-lo de forma coerente nas próximas décadas.
Se tudo isto resultar positivamente poderemos dizer que o Euro2004 foi um bom investimento no nosso futuro.
Faleceu esta manhã o Professor Sousa Franco (1942-2004), vítima de ataque cardíaco em plena campanha eleitoral.
As nossas sentidas condolências à família e ao PS.
O texto que se segue é um comentário ao “Estado a que chegou o planeta Terra” inserido no âmbito do Dia do Ambiente.
«Não é meu intuito contradizer o Raul, mas creio que, as gerações vindouras, para além de amaldiçoarem a hora em que nasceram, amaldiçoarão as gerações que os antecederam, incluindo os progenitores directos, por nada terem feito, de maneira a contrariar o processo acelerado de degradação ambiental que resulta da actual actividade humana.
E nós, temos e teremos a veleidade de usar os nossos filhos como escudo da má consciência, que nos afasta do cerne das questões, porque como é «normal», ou pelo menos assim o consideramos, temos de zelar pelos interesses mesquinhos, que nos dão alguma relevância sócio-profissinal, e eventualmente nos proporcionam, algumas benesses económicas e materiais, as quais usamos para cobrir de prendas e bugigangas várias, tais como roupas de marca, e «didácticos» jogos de computador (que iniciam os nossos filhos no universo competitivo dos desportos -- futebol, automobilismo, etc...-- e também aguçam o apetite pela violência, inspirada nas lutas que lhes vão povoar a imaginação e ajudar a construir o seu arquétipo cultural e humano. Maravilhoso!).
Um século, não é assim tanto tempo como isso, mesmo à escala humana, mas ao ritmo que a degradação ambiental avança, as consequências do aumento da temperatura serão catastróficas, com repercussões extremamente negativas na produção agrícola, na submersão permanente de cidades costeiras, etc... também neste caso, a realidade superará o potencial ficcional da imaginação.
A honestidade intelectual, quando a há, nada pode, se não recebe apoio estratégico e logístico da consciência moral, onde julgamos nós que o ser humano vai beber a coragem, que o leva a lutar contra as maiores adversidades, quando está consciente do que está em jogo? Só existem duas formas de coragem: a primeira e mais comum, é incitada, não pelo sentido da realidade, mas por uma dependência mórbida, de algum processo de alienação individual, ou colectiva. A segunda, mais rara, e em certas circunstâncias, muito rara, depende da consciência que é consciência de ser, porque não é a integridade física que está em causa, mas a identidade de um ser humano que já compreendeu, que há momentos, cruciais, no decurso de uma vida, em que não é possível agradar a gregos e troianos, ou se é corajoso, ou se recolhe, na frágil concha da cobardia.
O que está em causa é o comportamento ambíguo, que caracteriza a forma de viver do cidadão comum, cuja mentalidade, não mudou o suficiente, os perigos espreitam, mas não conseguem desalojar com os velhos e presunçosos conceitos onde a sua conduta se alicerça.»
Rodrigo Ribeiro
(os bold são nossos)
As questões levantadas pelo Rodrigo, particularmente o tal comportamento ambíguo que caracteriza o cidadão, não são exclusivas quando está em causa a degradação ambiental.
Temos a coragem de nos empenhar fortemente na defesa de valores quando a nossa vida, e a nossa “vidinha”, não estão seriamente comprometidas (ainda que aparentemente)? Não seguimos frequentemente o lema “com o mal dos outros posso eu bem”?
Por uma questão de mentalidade e de educação, não será que a maioria das pessoas se acomoda no seu canto, toma uma atitude passiva e tenta safar-se o mais airosamente possível da situação?
Mesmo com alguma contestação pelo meio, todos parecem aguardar pelo “messias” que conduzirá as “massas” contra o mal que o próprio homem gerou.
Esta atitude, algo passiva, faz parte de alguma “herança genética”?
Porque somos frequentemente inertes a estas questões, como as do ambiente, que poderão condicionar o futuro bem próximo? Porquê?
Comodismo?
Conformismo?
Medo?
Indiferença?
Falta de consciência social?
O que nos faz ter estas atitudes, perante previsíveis tragédias que irão afectar os nossos filhos?
Esta foto é para sorrir!!!
Agora pense nas noticias que temos vindo a ouvir nos últimos dias (meses).
Os acidentes de trabalho estão a tornar-se cada vez mais frequentes.
Onde está o culpado? É só o empregador? E a fiscalização? E a segurança no trabalho, depende de quem?
A quem pedir responsabilidades?
Na hora de apurar responsabilidades todos “sacodem o capote”.
Vamos chorar?
Ou vamos dizer: Basta!
A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (Antral) considerou hoje que os taxistas do aeroporto devem poder cobrar um suplemento tendo em conta que prestam um serviço com maiores requisitos de qualidade.
Florêncio de Almeida, o presidente desta associação, disse ainda que "Estes taxistas são obrigados a prestar um serviço de maior qualidade, que não é compensado se estiverem à espera de clientes uma hora e depois fizerem um transporte de três euros".
O que é que os taxistas definem por qualidade?
Onde está a maior qualidade do serviço?
Qual a diferença entre um serviço que começa no aeroporto ou noutro local qualquer?
Noutras praças não há filas de espera de clientes?
Alguém os obriga a ir para o aeroporto?
Porque é que não se pega o boi pelos cornos? Explicando melhor, porque não se discute a verdadeira questão?
Não é verdade que no aeroporto há dinheiro “mais fácil”?
«A subida dos preços do petróleo beneficia o povo muçulmano», é a mensagem de um comunicado da “al Qaeda” divulgado esta sexta-feira na Internet.
Esta é uma visão simplista, de gente simplista!?!
Será que eles julgam que a economia mundial não vai repercutir o preço do petróleo em todos os produtos que consumimos diariamente (não esquecer que muito do que os árabes consomem vem do exterior).
Será que eles não sabem que as recessões afectam mais duramente as economias fracas e os países menos desenvolvidos?
Acreditam eles, verdadeiramente, que as mais valias ganhas com este aumento do crude vão beneficiar as populações árabes mais desfavorecidas?
Não sabem estes iluminados quem é que mais ganha com a alta do petróleo?
Os fabulosos lucros do petróleo têm contribuído fortemente para o desenvolvimentos dos países árabes? Tem sido usado para o desenvolvimento da sua agricultura, industria, comercio e serviços? O desenvolvimento dos países árabes é proporcional às receitas do petróleo? O povo árabe vive com níveis decentes de conforto? Têm a maioria da população bons níveis de escolaridade? Como tem sido aproveitado o dinheiro do petróleo?
É bom que tenham isso em conta, pois dentro de poucas décadas o ouro negro vai acabar. E depois? Vão viver de quê? Comem pedras?
Quais os verdadeiros interesses da “al Qaeda?
Defender os interesses do povo árabe?
Ou defender os interesses ocultos de uma minoria incógnita?
Acabei de ler no Público algo que me surpreendeu.
Alguns extractos da notícia:
«O crescente número de mulheres a entrar nas faculdades de Medicina está a causar apreensão entre alguns sectores da classe médica e das próprias instituições de ensino. Há mesmo quem defenda a criação de quotas para homens, numa tentativa de travar a presença maioritária das universitárias nestes cursos.»
«António Sousa Pereira, médico e presidente do conselho directivo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), no Porto, é taxativo: se o modelo de ingresso nos cursos de Medicina não for alterado, "terão de ser criadas quotas para os homens nestas faculdades".»
«Germano de Sousa, o bastonário da Ordem dos Médicos, diz mesmo que, se a situação não se alterar, prevê "muitos problemas" para os próximos anos. O facto de haver áreas da Medicina pouco escolhidas pelas mulheres (como a Urologia e a Ortopedia) não quer dizer que elas não sejam maioritárias em quase todos os colégios de especialidades médicas.»
«O bastonário considera que, para além de homens e mulheres terem formas diferentes de trabalhar, "a maternidade afasta as mulheres do serviço e tira-lhes alguma da capacidade de doação à profissão" .»
«A médica Isabel do Carmo começa por sublinhar que “nunca ninguém se lembrou de quotas quando a situação era inversa”. E recorda a experiência vivida durante a guerra colonial, uma altura em que os homens deixaram algum “espaço” para as mulheres se afirmarem na medicina e em que elas se “mostraram capazes em todas as especialidades e foram tendo filhos”.
O que continua a preocupar Isabel do Carmo é que, havendo hoje tantas médicas, apenas cheguem homens a directores de serviço. O número de mulheres à frente dos serviços dos grandes hospitais, a nível nacional, “é mínimo”, lamenta.»
«A “conversa” das quotas “não faz nenhum sentido”, desvaloriza Carlos Arroz, do Sindicato Independente dos Médicos, sublinhando que não vê qualquer risco ou problema nesta invasão da medicina pelo sexo feminino. Quanto à questão do eventual embaraço sentido pelos homens quando consultam uma urologista, Carlos Arroz contrapõe: “E as mulheres que vão a um ginecologista?” O sindicalista também não vê grandes inconvenientes nas licenças por maternidade, até porque existem “programas de reciclagem e readaptação contínua”. “Que se discuta o ‘numerus clausus’ e a forma de entrada nos cursos de Medicina, tudo bem; agora esta questão não me parece lógica nem pertinente”, defende igualmente Merlinde Madureira, do Sindicato dos Médicos do Norte, para quem este fenómeno traduz apenas “um equilíbrio natural”.»
Nota: os bold são da minha responsabilidade.
Deste breve resumo sobre questões que atormentam a classe médica masculina apraz-me concluir (partindo do princípio que este é o sentimento generalizado por parte da classe médica masculina):
- Os médicos (homens) são machistas
- Estão aflitos porque sentem em perigo as suas regalias dentro da classe
- A classe médica quer continuar a ser gerida num perspectiva masculina
- A fim de não perder regalias, os Senhores Doutores Homens começaram a usar justificações demagógicas
- Onde está a liberdade e a igualdade de direitos e oportunidades consagrados na Constituição e tão apregoados neste nosso Portugal que se pretende moderno e positivo?
Alguma coisa vai mal nestes diagnósticos médicos!
É imperioso realizar alguns exames complementares!
Com dados falseados jamais se chegará a um diagnóstico correcto!
E diagnóstico incorrecto é muitas vezes fatal!
O índice de leitura e compra de livros dos portugueses desceu dois pontos percentuais, revela um estudo sobre os hábitos de leitura e compra de livros encomendado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) em Março.
Por outro lado a afluência à Feira do Livro de Lisboa tem sido diminuta, o que levou ao seu prolongamento até 10 de Junho. As vendas de livros (off record), parece que estão significativamente abaixo de anos anteriores.
Independentemente dos hábitos de leitura dos portugueses que são baixos em relação à média comunitária, há um factor que está a condicionar fortemente o sector cultural e o livreiro em particular, o poder de compra da população. Em tempos de crise os bens não essenciais são os primeiros a ser riscados do livrinho de compras.
O conceito de “essencial” poderá ser discutível, alguns produtos poderão ou não entrar no cabaz de produtos essenciais, conforme o tipo de família. Uma coisa é certa, penso eu, para a família tipicamente portuguesa (quero dizer, a maioria da população portuguesa), o livro não é um bem essencial.
Estarei errado?
Cada trabalhador independente apenas entregou ao Estado 49 Euros de IRS por mês ao longo do ano passado, um valor que contrasta significativamente com os 140 Euros por mês entregues a título de imposto por cada trabalhador dependente, em termos médios.
Será esta uma das farsas a que se referia José Mourinho recentemente?
Ministra dá prémio máximo aos cobradores de impostos
A Manuela Ferreira Leite vai conceder aos funcionários do fisco um prémio de produtividade, mesmo reconhecendo que estes tiveram baixos níveis de produtividade em 2003.
É um mau princípio, premiar quem não desempenhou satisfatoriamente as sua funções. A fundamentação da decisão assenta, contudo, na necessidade de motivar esta classe para os desafios da cobrança coerciva de impostos em 2004.
Apesar de muito discutível, poder-se-ia aceitar a decisão.
Levanta-se porém uma questão muito importante.
O resto do funcionalismo público!
O resto dos funcionários públicos, ainda que com baixos índices de produtividade, não precisam de ser motivados? O que está previsto para estes trabalhadores?
As contestações, manifestações e greves de sectores do funcionalismo publico não dizem nada ao governo?
Os profissionais das forças de segurança não precisam de ser motivados?
Os trabalhadores da justiça não precisam de ser motivados?
Os profissionais da saúde não precisam de ser motivados?
Onde está o funcionário público que dispensa motivação (excepção ao novo director geral da DGCI)?
Ou a motivação, para além dos trabalhadores do fisco por razões obvias, só abrange as cúpulas da administração pública, com especial destaque para as requisições feitas no sector privado?
O festival Rock in Rio Lisboa e o Campeonato Europeu de Futebol vão ser aproveitados por alguns proprietários de estabelecimentos de restauração da cidade para aumentar os preços, em valores entre os dez e os 15 por cento. É a forma, como justificam alguns comerciantes, de contornar a crise no sector.
"É natural que se aumentem os preços em alturas como estas, no estrangeiro faz-se exactamente o mesmo sempre que há um evento internacional", afirma Mário, proprietário de um restaurante na zona de Alfama. Afinal, como sublinha, são apenas as leis do mercado - "se aumenta a procura, os preços sobem".
"Se eles estão habituados a pagar muito mais no país deles, por mais que nós subamos os nossos preços, eles ainda vão achar tudo muito barato", defende ainda. Quanto aos clientes nacionais, "esses são sempre os que se tramam mais, mas o que é que se há-de fazer?", questiona Luís Manuel, também ele dono de um restaurante no Bairro Alto. "Cada um que se safe conforme pode, se vamos estar a pensar nos coitadinhos dos clientes portugueses qualquer dia não nos resta mais do que fechar as portas", confessa, sem rodeios.
O Rock in Rio está aquém das expectativas.
As contas desta restauração também sairão furadas?
E quando acabar “a festança”, quando os Euros estrangeiros e os Dólares acabarem, descem os preços ou fecham a porta?
Anda por aí muita gente que, teimosamente, parece continuar a viver nos tempos das vacas gordas de 98.
No primeiro trimestre, a economia portuguesa produziu menos que em 2003, menos que em 2002, e corre o risco de ter produzido menos que no primeiro trimestre de 2001, se a queda homóloga chegar aos 0,4%. Desde que há estatísticas que o PIB não caía durante tantos trimestres consecutivos. A recessão dura há sete trimestres, contra quatro na crise de 93 e cinco na de 1983.
Uma recessão longa demais.
Estes dados não são promessas, são realidades!
O Congeminas é um chavalo bué da fixe.
Enquanto curtia a cena enjericada pelo mano resolvi dar-lhe a palmada à dita.
Como não entro numa nice com a melga do rato não consegui carregar a cena e passei-me dos carretos. Portanto é melhor a maralha passar pelo estaminé do Congeminas e curtir a cena.
Começa hoje o Rock in Rio de Lisboa.
Dentro de dias começa o Euro 2004.
As férias estão à porta.
«É muita “fruta” para uma cambada de “tesos”». Foi este o lamento que ouvi hoje a alguém que, por acaso, até vive um bom bocado acima do salário mínimo. «É que não são 53 Euros, mas sim 106 Euros – a mulher não ia ficar em casa, não é?».
E continuando: «além dos vinte e um contos ainda temos de contabilizar transportes, comida e algum extrazinho.»
Lamentos similares podem ser escutados um pouco por todo o lado.
«A festa não é propriamente barata, para tempos de crise», continuava o sujeito «eu até gostava de assistir a alguns espectáculos, mas não há condições»
Será que o governo não poderia ter criado algum subsídio para os adeptos da música?
Os portugueses já estão habituados aos subsídios......
E como o futebol teve subsídios....
Bahhh!!! Deixemo-nos de tretas.
Pensamento positivo!!!
O ministério da Saúde está a estudar a redefinição da fixação dos valores das taxas moderadoras. A alteração assenta em critérios de proporcionalidade e em função do rendimento dos utentes, a fim de proteger os grupos mais carenciados e desfavorecidos.
Luís Filipe Pereira pretende vir a introduzir a diferenciação positiva em 2005, o que implicará a introdução de um novo cartão de utente com informação sobre os seus rendimentos. Este projecto é complementar de outro, que projecta que o preço dos medicamentos possa variar consoante os rendimentos do utente.
Esta ideia é defendida pela indústria farmacêutica, que propõe que o preço dos medicamentos seja diferenciado em função dos rendimentos auferidos pelo utente do SNS.
A questão de fundo neste esquema, que hipoteticamente até poderia reflectir alguma justeza social, continua por resolver: a declaração de IRS não reflecte os rendimentos reais dos seus titulares, numa percentagem bastante elevada do universo dos contribuintes.
Enquanto a questão da transparência fiscal não for resolvida, todos os sistemas de taxas que tenham em conta os rendimentos pessoais ficam prejudicados, por essa falta de transparência.
Assim resolver as questões de fiscalidade, como mais este caso vem evidenciar, são uma das prioridades deste país.
«A carga fiscal portuguesa caiu 4,5% entre 2000 e 2004, segundo o índice da revista Forbes publicado esta semana. O índice mede a pressão fiscal, desde a taxa de IRC até ao IRS, passando pelo IVA e contribuições sociais ao longo dos últimos quatros anos. Portugal surge na 20ª posição num ranking de 50 países, Na União Europeia, a Alemanha está no topo dos reformadores fiscais com a carga de impostos a cair mais de 30%, ao contrário do Reino Unido que é o único país que aumentou em média os impostos entre 2000 e 2004.
A revista Forbes destaca, no entanto, o “paradoxo francês” que apesar da França ser um dos campeões da carga fiscal continua, o país continua a atrair um elevado investimento estrangeiro. Em 2003, segundo a Forbes, o investimento estrangeiro em França criou mais 20% de empregos que nos anos anteriores. As excelentes infra-estruturas físicas e humanas explicam a preferência dos investidores, refere a Forbes.»
Penso que esta notícia devia merecer uma reflexão profunda por parte de todos aqueles que têm responsabilidades na condução dos destinos do país, com especial destaque para a economia, a fiscalidade e a educação.
Não há razão alguma para ficarmos admirados com a nossa posição – a cauda da Europa.
Somos o povo com menos formação superior e com menos pessoas na área cultural.
Porque razão ficamos espantados com as nossas classificações?
Aguardávamos algum milagre?
Aqui há dias coloquei no blog uma anedota sobre judeus e o velhíssimo e conhecido estereótipo de os judeus serem um povo virado para os negócios e o lucro.
Asseguro-vos que nada, rigorosamente nada, tenho contra o povo judeu, pelo contrário.
(até porque não confundo povos com políticas e, neste caso específico, não confundo o povo judeu com políticas agressivas, que condeno, como as do Likud /Ariel Sharon. Como, de resto, não confundo o Bush e a política externa americana, imperialista e militarista, que igualmente condeno, com os americanos em geral e o país USA).
Bem, adiante:
Quanto á tal anedota sobre sangue judeu, embora admita sem esforço que seja, por muitas pessoas, considerada de gosto duvidoso, quando a editei foi só porque, na descontracção do momento, lhe achei alguma piada e não me pareceu ofensiva por aí além. Talvez porque estou “mal” habituado. Explico: tenho amigos e conhecidos alentejanos, todos gente que ama o seu Alentejo, mas que são os primeiros a rirem-se com as muitas anedotas que por aí se contam sobre os alentejanos. Tenho amigas loiras e bastante inteligentes a quem já escutei anedotas sobre a burrice das loiras. Habituei-me, nas diversas vezes que passei por Benidorm, a ver aquelas centenas de ingleses que inundam os bares onde se contam piadas, em inglês, sobre os ingleses e as suas idiossincrasias, a rirem divertidíssimos de si mesmos.
Voltando novamente à anedota sobre sangue judeu: o amigo JPT deixou lá um comentário em que previa eventuais reacções de desagrado. Confesso que, quando li o comentário, me interroguei seriamente se a tal anedota não poderia ser ofensiva. E como a minha intenção estava muito longe de o ser, inclusive equacionei a hipótese de a retirar.
Acabou por ficar. Prevaleceu a minha convicção, não sei se certa ou errada, de que os judeus, pelo menos cá por Portugal, não são alvo de contestação e que os termos negociante ou, até mesmo, especulador, não têm um significado racista e talvez nem grandemente pejorativo, ao contrário de outros muitas vezes ainda utilizados, neste nosso país de brandos costumes, contra os negros e ciganos... Mas, claro, isto levava-nos a uma discussão mais ampla: saber se os portugueses, que tanto apregoam não serem racistas, não o são de facto...
Contrariamente às previsões do JPT, o sangue judeu não deu polémica. Talvez por benevolência pela minha pessoa ou simplesmente por fraca leitura do post.
Mas ficou – pelo menos em mim – um conjunto de dúvidas e interrogações, de que aqui deixo algumas: Será que, ainda sob a forma de inocentes anedotas, a utilização e recurso a estereótipos não são maneiras insidiosas de perpetuação desses mesmos estereótipos? E, ao fazê-lo, não estaremos a ser muito injustos para com os povos, grupos, pessoas vítimas desses mesmos estereótipos? E não serão maneiras encapotadas de darmos vazão aos nossos mais profundos e agressivos impulsos? Os estereótipos com que brindamos tantos seres não serão primos, mais directos ou mais afastados consoante o caso, de um certo racismo que sentimos e não queremos admitir?
E você o que acha?
Teoria da Conspiração??? Talvez não...
Segue o discurso do Durão antes das eleições:
No nosso partido político cumprimos o que prometemos!
Só os tolos podem acreditar que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque se há algo certo para nós é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar os nossos ideais.
Demonstraremos que é uma grande estupidez achar que
o futebol continuará a influenciar o governo como noutros tempos.
Asseguramos sem sombra de dúvida que
a justiça social será o principal objectivo das nossas acções.
Apesar disso, ainda existem idiotas que fantasiam que
se possa continuar a governar com as artimanhas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos o impossível para que
se acabem os privilégios e as negociatas.
Não permitiremos de modo nenhum que
continuem as listas de espera nos hospitais e
que as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos objectivos mesmo que
os recursos económicos se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a 'nova política'.
Forzza Portugal!!!"
Agora volte agora a ler o mesmo texto, mas de baixo para cima (abstraindo-se da pontuação).
Portugal tem meios de segurança inéditos, pelo que os portugueses podem estar tranquilos durante o Rock in Rio Lisboa e o Euro 2004, disse Durão Barroso.
«Daquilo que posso, com responsabilidade, dizer-vos é que estamos hoje com meios como nunca tivemos, estamos com um empenhamento dos responsáveis como nunca existiu e com um esforço de coordenação e cooperação que esperamos que venham a tornar-se rotina», acrescentou o primeiro-ministro.
Que tal exportar esta segurança inédita?
Afinal não estamos de tanga, temos meios que nunca tivemos!
Este empenhamento como nunca existiu terá vindo com o pensamento positivo?
Ou simplesmente temos um 1º Ministro inédito?
.....e, em caso de catástrofe, enviar reclamações para a Rua Soeiro Pereira Gomes (PCP) pela manipulação desta segurança inédita ou para o Largo do Rato (PS) por restantes e/ou outras causas.
O número de quadros superiores da Administração Pública disparou no último ano. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), solicitados pelo Jornal de Negócios, existiam aproximadamente 6.100 quadros superiores da Função Pública no primeiro trimestre deste ano, o que compara com os cerca de 3.400 existentes no mesmo período do ano anterior.
Em causa está um aumento de 79%, o mais expressivo entre todas as profissões, públicas ou privadas, para as quais o INE colige informação estatística.
Afinal onde estamos a poupar?
«....”Percorro uma média de mil quilómetros por dia e, por isso, abasteço sempre em Badajoz. Normalmente, atesto o depósito duas vezes por dia. Só por cada depósito gasto, em Espanha, uma média de 55 Euros. Se atestasse em Portugal, gastaria cerca de 80 Euros por depósito.” Fazendo as contas, trata-se de uma diferença de 25 Euros por depósito e de uma poupança de 50 Euros por dia, o que se traduz numa poupança mensal superior a mil Euros....»
«...João Anjos dá um exemplo muito concreto. “Ainda ontem, no posto da Cipor em plena Nacional 4, no sentido Estremoz-Espanha, vendemos apenas 890 litros de combustível. Isto é uma margem de receita muito reduzida para quem sustenta nove empregados”...»
«...A maioria dos clientes põe apenas 5 ou 10 Euros porque aproveitam o fim-de-semana para fazer compras em Badajoz e é lá que atestam os depósitos...»
Exemplos de notícias como esta multiplicam-se em cada dia que passa.
Os espanhóis estão a comprar o petróleo muito mais barato do que nós?
Vejamos ainda, segundo a notícia, o preço dos combustíveis a 12 de Maio de 2004:
Portugal
Galp - Elvas:
Gasóleo - 0.077
S/ Chumbo 95 - 1.049
Repsol - Estremoz:
Gasóleo - 0.779
S/ Chumbo 95 - 1.059
Espanha
Galp - Badajoz:
Gasóleo - 0.736
S/ Chumbo 95 - 0.880
Repsol - Badajoz:
Gasóleo - 0.730
S/ Chumbo 95 - 0.800
E agora: de quem é a culpa?
É a oposição que anda a manipular os preços do crude?
Reparem que o diferencial no preço da gasolina sem chumbo 95, atinge os 0.259 Euros ou seja 51.92 escudos pela moeda antiga.
«Como é que se ultrapassa a depressão? Com um novo ciclo de prosperidade. Se houver mais dinheiro as pessoas começam logo a sentir-se melhor, nem precisam deste tipo de conferências.» Vasco Pulido Valente
«Todos os dias, ao acordar, abre a janela e pensa que Portugal é muito melhor do que tu achavas no dia anterior.» Marcelo Rebelo Sousa
«A estupefacção é tanta que quase não acredito», foi o desabafo do nosso amigo Congeminações. Já lá diz o ditado que “quem não se sente não é filho de boa gente”.
E, na realidade, não se pode ficar indiferente a esta questão.
Por maior que seja a qualidade e a competência do senhor, a retribuição que o novo Director Geral das Contribuições e Impostos irá usufruir (60.000 Euros), levanta questões de legitimidade e moralidade:
O vencimento não está enquadrado no leque salarial da administração pública.
Faz convergir vencimentos privados para o funcionalismo público.
É escandaloso perante o valor de 365.6 Euros do salário mínimo nacional.
Milhões de reformados ficam ainda mais indignados perante a miséria de pensões que auferem.
E que dizer dos milhares de funcionários públicos que, nos últimos dois anos, têm vindo a perder significativamente poder de compra?
Será que a grande maioria dos portugueses concorda com este vencimento que todos vamos pagar?
Será que o fim justifica os meios?
A ministra de Estado e das Finanças, principal responsável pelo combate à evasão fiscal, esqueceu-se de declarar ao fisco cerca de 15 mil Euros em mais-valias, na declaração de rendimentos de 2002, tendo corrigido a falha no ano passado.
O advogado Dias Ferreira, irmão da ministra, afirmou ao '24horas' que se tratou de «um esquecimento de todos», ou seja, dele próprio, da ministra e dos outros dois irmãos.
«Devemos ter recebido a verba do imóvel nos primeiros meses de 2001. A declaração do IRS referente só foi entregue em 2002 e a rectificação foi feita em 2003. Como não é uma verba que recebemos todos os dias caiu no esquecimento dos quatro», contou Dias Ferreira ao jornal.
Quatro irmãos, quatro esquecidos.
Está dado o mote para os futuros (e presentes) infractores, esquecimento de tudo o que não é trivial.
Agora só falta sair uma portaria para definir o que é mais-valias correntes e mais-valias esporádicas.
Faz o que eu digo, não faças o que eu faço, parece ser o lema deste governo.
Belo exemplo para quem quer moralizar o combate à fuga fiscal.
O ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, acredita em milagres, ao contrário do chefe da segurança do “Euro2004”.
Estará o ministro à espera de mais um “milagre de Fátima”?
A julgar pelo que aconteceu ontem, bem pode correr....
O J. Gonçalves «está seguro, que não é seguro».
Eu concordo.
A água devia ser um direito... pois, devia!!!
Observe-se o direito à água nos países subdesenvolvidos e nas regiões mais carentes do precioso líquido.
Interesses privados sobrepõem-se aos interesses nacionais, com a cumplicidade dos nossos governantes.
E a seguir o que será privatizado?
O ar?
A despesa com o subsídio de desemprego cresceu 24,1% entre Janeiro e Março, face a igual período do ano anterior. Ou seja o Estado gastou mais 81,3 milhões de Euros (16,3 milhões de contos) que no mesmo período do ano anterior.
Ora se o desemprego subiu, é natural que as contribuições dos trabalhadores para a segurança social tenham descido – sempre foram uns quantos milhares que cessaram as suas actividades. Se, por um lado, a despesa do Estado cresceu, por outro a receita desceu, o que agravou ainda mais as contas do Estado.
Para tentar equilibrar as contas, o Estado alterou as regras na atribuição do subsídio de desemprego, na mira de reduzir despesa. É certo que havia e há situações abusivas e desleais a beneficiar deste subsídio, mas o espírito desta reforma é reduzir a despesa, independentemente de algumas justificações poderem ser válidas.
Uma maneira de alterar esta situação passaria pelo aumento da receita. Mas para aumentar a receita é preciso aumentar o emprego.
O que é que o Estado tem feito nos últimos dois anos para a criação de novos empregos?
Onde está o investimento captado pela API de Miguel Cadille?
Onde estão as políticas de apoio às empresas e à criação de emprego?
O que até agora se viu foi desinvestimento, com encerramento de portas, dia sim dia não.
Quando o referendo é um instrumento correctamente utilizado por um governo que conduz as grandes linhas da sua governação em sintonia com a vontade popular, a realidade é bem diferente da que nós vivemos. A ler em “A Suíça e os referendos”.
A eleições estão aí, mas a população portuguesa continua no obscurantismo. Cada vez mais os destinos do país são traçados além fronteiras, mas o país continua a leste dessas instituições e, mais grave, a desconhecer o que estamos realmente a votar quando somos chamados a escolher os nossos representantes ao Parlamento Europeu. Estas também são as preocupações de LFV em “E ainda a procissão vai no adro...”
O comentário de Rodrigo Ribeiro sobre a utilização da lei no caso Greenpeace.
Não quero parecer profético (mas só de o mencionar, de certa maneira já o estou sendo...) mas estamos a caminhar irreversivelmente para uma era tenebrosa.
À medida que os problemas económicos, sociais e ambientais se forem agudizando e um maior número de cidadãos demonstrar publicamente o seu descontentamento, a humanidade sofrerá os reveses da brutalidade em nome da manutenção da ordem, não de uma ordem qualquer, mas da nova ordem que, do topo (a ditadura ultraliberal camuflada)da pirâmide «democrática», governará o mundo com mão de ferro!
A primeira experiência de governo mundial poderá já estar em vigor, tendo sido eleito no maior secretismo (teoria da conspiração, sim! e porque não?)! Uma elite (versada essencialmente em ciências político- económicas e claro, em «artes» propagandístaicas!)constituída por ex-políticos (e associados), tome-se, como exemplo, o Carlyle Group, um enxame de ex-políticos, encontra abrigo neste tipo organizações que, em meu entender, são as principais responsáveis pela degradação dos direitos sociais e humanos, que batem cada vez mais à nossa porta, dispostos a meter-nos na rua! Trata-se de agentes parasitárias infiltrados na economia real, engordando à custa da depauperação do tecido produtivo da sociedade, forma legal de extorquir riqueza sem olhar às consequências, como se a cegueira que tomou estes sujeitos, os impedisse de ver que podem levar a sociedade ao abismo.
Que pensar? Como é possível dormir-se descansado? Se dirigentes políticos democraticamente eleitos, logo que estão aliviados das obrigações que as funções públicas implicam, são chamados a prestar serviços em empresas deste teor? Porque será?! Portanto, casos absurdos como o que é descrito nesta posta, serão cada vez mais frequentes, e como é fácil manipular a opinião pública, torna-se muito difícil unir os cidadãos em torno de uma causa.
«O mais lógico quando se apresenta uma empresa é começar pelo seu objecto social e por indicadores que dêem uma imagem da sua dimensão; mas no caso da Carlyle a lógica obriga-nos a ir em sentido diferente pois o seu grande capital não é a imensidão de fundos que lhe são confiados e as rentabilidades de 30%, mas sim o "clube de políticos" que nela participa……»
Este é o "Folhetim Carlyle: quem é quem na Carlyle" que deve ler no Jumento.
O Salário Mínimo Interprofissional (SMI) vai aumentar 6,6 por cento, para 490 Euros, a partir de 1 de Julho, em Espanha.
Jesús Caldera, ministro do Trabalho e Assuntos Sociais espanhol, afirmou que o aumento permitirá, de forma faseada, que o SMI chegue no final da legislatura aos 600 Euros, tal como foi prometido na campanha eleitoral do PSOE.
Em Portugal, o salário mínimo nacional aumentou dois por cento no dia 1 de Janeiro, para 365,60 Euros.
Esta é a diferença entre duas realidades vizinhas, uns prometem, outros cumprem.
No artigo 38.º do Orçamento do Estado para 2004 estabeleceu-se as taxas do Impostos sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). Fixou-se um intervalo entre os 28,7 cêntimos de mínimo e os 55,3 cêntimos de máximo por litro de ISP para a gasolina sem chumbo 95 octanas. No caso do gasóleo rodoviário, esse intervalo oscila entre os 24,5 e os 33,9 cêntimos o litro.
Na última actualização da taxa de ISP, através da portaria governamental de 12 de Fevereiro deste ano, fixou-se o imposto nos 52,6 cêntimos sobre o litro da gasolina sem chumbo 95 e em 30,8 cêntimos sobre cada litro de gasóleo rodoviário.
Ora desde o início da ano os combustíveis já aumentaram cerca de 10 %.
No entanto o governo recusa reduzir o ISP em vigor e mantêm-no muito próximo dos máximos definidos no OE2004, no caso das gasolinas.
Com a subida galopante dos combustíveis nos mercados internacionais é natural que este se reflicta no preço a pagar pelo consumidor nacional. No entanto o governo tem uma margem de manobra considerável para equilibrar o preço final do produto, de modo a não sobrecarregar ainda mais, as já fortemente penalizadas famílias portuguesas, especialmente as de mais baixos rendimentos, mas também os sectores produtivos em que o gasóleo e outros derivados do petróleo são um custo de produção muito importante.
O flutuação do ISP funcionaria como a desvalorização da moeda, critério utilizado por Portugal durante muitos anos – coisa que actualmente nos está vedada em consequência da nossa adesão à moeda única.
Convém não esquecer que a nossa vizinha Espanha compra o petróleo a valores similares aos de Portugal e no entanto o preço dos combustíveis dos “nuestros hermanos” são apreciavelmente mais baratos; aspecto muito importante atendendo a um poder de compra fortemente superior ao nosso.
Não tenhamos ilusões, a continuar esta caminhada galopante da cotação do petróleo nos mercados internacionais, os preços ao consumidor vão disparar de forma atordoante.
O custo do gasóleo influencia praticamente todos os sectores de produção, assim é natural que haja uma pressão constante no sentido de inflacionar os preços de produção. Há sectores mais vulneráveis, como o dos transportes, que já fazem sentir publicamente o estrangulamento a que se sentem sujeitos pela limitação dos preços a que estão sujeitos e na impossibilidade de os aumentar. As compensações governamentais poderão não ser suficientes e mais uma vez a população será chamada a liquidar a diferença.
Provavelmente o governo pensará que não pode perder receitas e portanto inviabilizará o corte na taxa de ISP. No entanto esta posição poderá conduzir a um recuo de receitas em virtude da contracção no consumo. Posto perante a realidade de redução de receita e mantendo-se a despesa fixa – mesmo admitindo que não sobe – o Estado terá necessariamente de ir arranjar receita a outros sectores. Já se sabe onde está o “elo mais fraco”.
Perante uma inflação crescente nos produtos de consumo, este originará uma maior pressão das classes trabalhadoras no sentido de aumentar o rendimento disponível para colmatar o poder de compra perdido. Para além da instabilidade social, os aumentos de vencimentos, se conseguidos, provocarão novo aumento nos custos de produção, contribuindo para o aumento da inflação global. Ou seja entraremos novamente no efeito de “bola de neve”.
Em conclusão, o ISP, imposto “cego” perante um aumento desenfreado da matéria prima, penalizará fortemente não só as famílias, mas a recuperação de grande parte da nossa economia numa altura em que a retoma tarda e que dez novos adversários acabam de entra no nosso competitivo mercado.
A Europa está a pensar acabar com as ajudas agrícolas à exportação.
A UE, gasta 2.8 mil milhões de Euros nestas ajudas, essencialmente para "ajudar" o açúcar, os laticínios e a carne.
Os EUA gastam 3 mil milhões de Euros para ajudar a "exportação" dos mesmos produtos, acrescidos do algodão.
Principais prejudicados destas políticas proteccionistas: África e a América Latina, em que grande parte da população vive da agricultura, já que têm que competir com produtos artificialmente mais baratos. Assim, muitas centenas de milhões de pessoas destas zonas vivem na miséria.
Acabar com o proteccionismo seria uma da medida eficaz no combate à pobreza e à miséria no mundo. É contra este proteccionismo que lutam as nações mais pobres.
Não poderá haver competitividade e igualdade no mercado de produtos agrícolas mundial, enquanto as regras estiverem destorcidas pelos subsídios à produção e à exportação, e também pelas altas taxas que oneram os produtos com origem exterior à UE.
Resta ainda lembrar que uma fatia importante destes subsídios vão directa ou indirectamente parar a grandes multinacionais alimentares, como é o caso da Nestlé.
Números
Despesas dos países ricos a subsidiarem a agricultura: 300 biliões de US$
Produto económico da África sub-Sariana: 300 biliões de US$
Rendimento médio na África sub-Sariana: 1$ por dia
Subsídio recebido por uma vaca na Europa: 2$ por dia
Depois da PAC, na África houve:
Redução em 90% das exportações de leite
Redução de 70% nas exportações de gado
Redução de 60% na exportação de carne
Redução de 50% na exportação de colheitas vegetais
Redução de 40% na exportação de cereais
Exemplos:
Lacticínios
Mesmo com custos de produção no dobro dos custos internacionais a Europa é responsável por 40% das exportações de leite em pó e mais de 1/3 das exportações de queijo.
A verdade é que a maioria dos subsídios vão directamente para as grandes multinacionais agro-alimentares como a Aria Foods e a Nestlé.
Os subsídios da CAP asseguram que a manteiga produzida nos países Africanos não possa competir com a manteiga Europeia. A UE impõe ainda um imposto de 153% à manteiga estrangeira.
Açúcar
A Europa, com os maiores custos de produção de açúcar em todo o mundo, é o maior exportador de açúcar do mundo. Os agricultores Europeus recebem um preço garantido pelo açúcar, mesmo que seja mais tarde vendido fora da Europa a preços mais baixos. O imposto de importação é de 140%, o que afasta os produtores estrangeiros do mercado Europeu.
Afinal parece que ninguém quer acabar com os blogs, apesar de estes poderem incomodar muita gente.
A informação que aqui se transmitia não corresponde à verdade nem às palavras de Pedro Amorim. O Expresso assim o reconhece publicamente:
Nota do Editor - O EXPRESSO Online errou. A notícia não corresponde efectivamente ao que foi debatido sobre os «blogs» no seminário «Ciberlaw'2004» , tendo o jurista Pedro Amorim razão no seu esclarecimento. Pelo lamentável equívoco, as desculpas ao jurista e aos leitores do Online.
Mário de Carvalho
Pelas notícias que têm vindo a público nos últimos tempos, pode-se concluir que o movimento bloguista está a ter um desenvolvimento imparável e que já “mexe” com muitos sectores de actividade.
Será que algum dia, alguém, poderá travar esta expansão?
De preferência com olhos verdes, mãos grandes, dentes brancos, cabelo castanho escuro liso e não muito curto e uma altura média entre 1,70 e 1,75.
É assim que as mulheres lusas sonham o homem ideal, de acordo com um estudo realizado pela revista Men’s Health.
... Essa dos olhos verdes é que me chateia... de altura ultrapasso três centímetros, mas que é lá isso?!...
As características físicas dos homens mais apreciadas por elas são:
- os olhos (64%)
- as mãos (39%)
- a boca (31%)
- rosto (22%).
- o rabo (17%)
- o peito e a altura aparecem depois (não sei com que percentagem).
Não posso, desde já, deixar de ressaltar que me parece uma boa notícia para todos os pequenotes e enfezados. Alegrem-se, que os homens não se medem aos palmos! Façam “olhinhos” às meninas, que é dos olhos que elas gostam (64%) e no escuro e no lusco-fusco todos os olhos são pardos, perdão... são verdes. E não se esqueçam de ser meigos, honestos e com bom humor.
Os três aspectos da personalidade do homem que mais irritam as mulheres portuguesas são:
- o machismo
- a mentira
- e a vaidade
Acho bem! Peneirentos para o Iraque, já!
A maioria das mulheres é fiel ao seu parceiro mas 26% já o traiu ou pensou fazê-lo e 35% não confia totalmente nos homens.
Oh, diabo...
Sobre o sexo, 64% encaram as relações sexuais como resultado de uma iniciativa de ambos e não apenas do seu parceiro e têm, em média, 12 relações sexuais por mês.
Não comento, cada um amanha-se as vezes que quer... e que pode.
O programa ideal com o homem ideal seria um jantar à luz das velas. Ele estaria de ténis, camisola desportiva, calças de ganga, blusão, sem gravata e bem penteado.
Ó queridas, vocês são uns amores... Odeio gravatas... adoro ténis e calças de ganga. Penteado é que não costumo andar muito, mas à luz das velas... todos os despenteados são homens, ora essa.
Bagão Félix diz ser "moralmente inaceitável" que quem recebe grandes indemnizações peça em seguida subsídio de desemprego.
Bagão diz que é inaceitável que trabalhadores que recebam 100 mil contos de indemnização hoje, estejam amanhã na fila para o subsídio de desemprego.
Será que eu ouvi bem as suas palavras nas notícias da hora do jantar?
Quantos trabalhadores despedidos nos últimos anos receberam 100 mil contos?
Estamos a falar de trabalhadores e não de outra coisa.
Fica aqui o meu desafio ao Sr. Bagão Felix:
Estou disponível para, se for despedido já amanhã com uma indemnização de 100 mil contos, não pedir subsídio de desemprego; juro pela minha honra e por escrito.
A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) pretende acabar com a existência dos chamados «blogs», páginas de opinião muito em voga na Internet, alegando que estes sítios são frequentemente utilizados para difamação, afirmou ao Expresso Online Pedro Amorim, especialista em direito para as novas tecnologias da informação.
«Os blogs estão cada vez mais a ter uma relação com o jornalismo, e prevê-se uma grande tendência para a difamação. O objectivo da ANACOM é acabar com a criação de "blogs" e espero que seja cumprido», disse Pedro Amorim.
Sem sequer questionar a necessidade de regras para esta ou qualquer outra actividade, questiono se este não é um passo para destruir a liberdade “online”.
O que querem eles?
Que a censura volte a estabelecer-se?
Que os blogs acabem? A quem incomodam?
Será esta a “evolução” que alguns pretendiam comemorar recentemente?


O panfleto que começou a ser distribuído em Fátima, pelo auto-denominado “Comité para um Portugal Livre”, apelando ao voto com base nas convicções religiosas – “Tem compaixão de Nossa Senhora. Com o teu voto não permitas que o Seu Filho seja posto fora da Europa”, já chegou às caixas de correio (as tradicionais), pelo menos à minha.
Isto visto assim ao vivo, ó meus amigos, tem um ar .....sobrenatural.
Direi mais, isto é esquizofrenia pseudo-religiosa.
Perante isto só me resta mesmo orar a este “comité”:
Tende compaixão de mim e da minha família!!!
«Votar PS é voltar para trás, era deitar fora dois anos de sacrifícios que muito custaram aos portugueses», disse Paulo Portas durante um jantar comemorativo dos 30 anos do CDS-PP.
A não haver mudança vêm aí mais dois anos para deitar fora.
O líder do PP aconselhou o eleitorado a não «voltar atrás» argumentando que o Governo «fez um grande esforço para endireitar as contas públicas que a esquerda deixou desgovernadas»
O governo fez o esforço e o povo está a pagá-lo.
Paulo Portas considera que uma vitória da esquerda nas eleições Europeias significaria um retrocesso do País..
O “retrocesso” do retrocesso a que esta maioria nos conduziu resultará num avanço.
Assim avancemos!
Portas sem “Força” para a Europa!
Os primeiros dias de Maio a gasolina voltou a aumentar.
Desde o primeiro dia de Janeiro deste ano o aumento já ultrapassa os oito por cento.
O aumento dos combustíveis têm o efeito de “bola de neve” ou seja, provocam efeitos indesejáveis nos mais variados sectores. A manter-se a situação é de esperar aumentos em muitos produtos, alguns deles bens essenciais.
Foi-nos garantido pelo governo que a liberalização teria efeitos positivos para o consumidor.
Onde estão esses efeitos?
Vão responder-nos que a causa está no preço do crude nos mercados internacionais.
Em 1999 o preço do crude nos mercados internacionais atingiu preços semelhantes aos que agora se verificam. O ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos) e IVA taxam a valores semelhantes nos dois períodos. Supõe-se que tenha havido um ligeiro aumento no custos de produção (custos salariais e outros). Sabe-se as margens de comercialização das gasolineiras. No entanto algo fica por explicar.
Em 1999 a gasolina 95 octanas custava cerca de 80 cêntimos, hoje custa no mínimo 1.027 Euros: um aumento de 28 por cento. E neste período o Euro valorizou-se em relação ao Dólar, senão seria de esperar um aumento mais elevado.
Quem souber responda às seguintes questões:
Quais as margens de refinação?
Onde estão os benefícios da liberalização?
Há ou não cartelização dos preços?
Há transparência na formação do preço dos combustíveis?
Quando hoje li que a CBS mostrou fotografias de soldados americanos a maltratarem detidos, não fazia a mais pequena ideia do alcance dos maus tratos.
Foi só durante o visionamento das imagens nas noticias da hora do jantar que tive a noção real do problema.
Aquilo não são “maus tratos”, aquilo eram imagens de atentados à dignidade humana. Eram imagens de violência gratuita e de prazer sadomasoquista por parte de pessoas que actuam no país, supostamente em nome da liberdade e contra a ditadura.
Imagens de gente com eléctrodos nos órgãos genitais sob coacção física e psicológica trouxeram-me à memória lembranças de guerras passadas, que julgava esquecidas, imagens das torturas nazis sobre os judeus ou da Pide na obtenção de “confissões”.
Perante as imagens, os americanos ganharam hoje, certamente, mais uns bons milhares de opositores à sua ingerência nos assuntos internos do Iraque.
Estas imagens são dignas de equiparação com os atentados terroristas a que temos assistido nos últimos tempos.
(O fim da liberdade de expressão)
«A ideia já vinha a ser acalentada à tempos. É que já a algum tempo que este blogue havia reparado no facto de o sistema de comentários ter deixado de o ser. Com algumas excepções, quem comentava os nossos posts apenas pretendia-nos ofender ou divulgar o seu blogue, quando não os dois.»
Pode-se ler este desabafo no “3tesas não pagam dívidas”.
É pena que se tenha tomado esta decisão.
Esta é uma das grandes virtudes da blogosfera, comentar-se tudo e todos.
É claro que há pessoas que não compreendem o que é a liberdade.
E por causa de uns, pagam todos (facto que constatamos frequentemente).
Percebemos a questão, mas lamentamos.
A propósito da “Revolução do 25 de Abril” que o governo teimosamente tentou mascarar de “evolução” num hábil marketing político, será que nós compreendemos a mensagem?
Será que a evolução que eles se referiam seria a esta?
O Boletim Económico do Banco de Portugal avança esta quinta-feira que, segundo as suas estimativas, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional deverá ter caído 1,2% no ano passado: o défice ficaria nos 5,3% sem as medidas extraordinárias.
Realmente foi uma mega evolução: partir de um défice de 5.3% e conseguir acabar num valor que permitiu cumprir o pacto de estabilidade da UE.
Este ano vamos fazer a mesma graçola?
Na sua essência, a corrupção, ao nível político-administrativo de um Estado, consiste num acto secreto praticado por um funcionário ou por um político, que solicita ou aceita para si ou para terceiros, com ele relacionados, e por ele próprio ou por interposta pessoa, uma vantagem patrimonial indevida, como contrapartida da prática de actos ou pela omissão de actos contrários aos seus deveres funcionais.
O acto em si é de uma simplicidade extrema, os efeitos que gera são profundamente complexos, constituindo, quando não detectados a tempo, um problema grave para o Estado de Direito. Isto porque a sua disseminação conduz à desregulação dos sistemas político, social e económico, e à degradação incontrolável dos serviços do Estado, especialmente porque são ignorados os princípios de imparcialidade e igualdade que devem nortear a Administração Pública, as Polícias e os Tribunais.
O Banco Mundial, num relatório recente, garante mesmo que a corrupção é «o maior obstáculo ao desenvolvimento económico e social».
Esta instituição defende que «a corrupção desenvolve-se num ambiente onde o poder de membros individuais da sociedade, medido em termos de acesso aos poderosos e em poder financeiro, suplanta o respeito pelas Leis (...) uma alta desigualdade reduz o crescimento económico, que por sua vez impede a redução da pobreza (...) e afecta o modo como o dinheiro público é aplicado, divergindo o investimento de sectores menos lucrativos, como a educação, para outros de altos lucros, como a construção».
Um académico norte-americano, Daniel Kaufman, num já clássico artigo publicado na revista Foreign Policy, em 1997, garante que «(...) um país corrupto tem tendência para captar investimentos na ordem de 5 por cento menos do que países relativamente não corruptos, e para perder metade de um ponto percentual do produto interno bruto por ano».
Isto porque, numa lógica de corrupção, o poder político ou administrativo dos titulares de cargos públicos transforma-se numa mercadoria, num objecto de negócio, orientado quase exclusivamente para objectivos criminosos de enriquecimento ou de poder, individual ou de um grupo. Gradualmente, vai-se instalando um desvio dos fins dos poderes públicos para fins individuais ilegítimos. Como escreve Almeida Costa, em «Sobre o crime de corrupção» (Coimbra, 1987), «ao transaccionar com o cargo, o empregado público corrupto coloca os seus poderes funcionais ao serviço dos seus interesses privados, o que equivale a dizer que, abusando da posição que ocupa, se sub-roga ou substitui ao Estado, invadindo a respectiva esfera de actividade. A corrupção (própria ou imprópria) traduz-se, por isso, sempre numa manipulação do aparelho de Estado pelo funcionário que, assim, viola a “autonomia funcional” da Administração, ou seja, em sentido material, infringe a “legalidade administrativa” e os princípios da igualdade e da imparcialidade».
Concretizando, a grande corrupção, ao contrário da corrupção por formigueiro ou corruptela, surge como resultado final da manipulação de um processo administrativo de decisão, através do qual os agentes de suborno e os subornados, compram e vendem um poder decisório em troca de benefícios privados criminosos. Quando a lógica da corrupção toma conta dos serviços, acaba a distinção entre interesse público e interesse particular. Todos os actos passam a ser geridos pela lógica do lucro fácil, do poder arbitrário, do caciquismo, da cunha e do clientelismo.
O acto corrupto torna-se possível pela manipulação – alimentada muitas vezes pela burocracia rígida dos serviços – das regras e das Leis, de forma invisível, graças aos pactos de silêncio e opacidade entre corruptor e corrompido. No fundo, a aplicação da velha máxima de que «a lei é rígida e a prática é mole», transforma-se na mola real dos mecanismos de corrupção.
A violação dos deveres do cargo, do político, autarca ou funcionário – que deviam garantir a igualdade de tratamento dos cidadãos, a proporcionalidade, a justiça, a imparcialidade e a boa fé, consagrados na Constituição –, tem um efeito de diapasão, com implicações políticas e sócio-económicas corrosivas para todo o aparelho estatal, incluindo o autárquico, e para a sociedade.
Ao reproduzir-se impunemente, a corrupção vai contaminando toda a estrutura pública, criando uma subversão desreguladora, porque a complexa teia de interesses e cumplicidades criada vicia o desenvolvimento do país e do próprio mercado. Surge em todo o seu vigor aquilo que se pode denominar «modelo de capitalismo felgueirense», se quisermos encontrar um chavão explicativo a partir de um fenómeno da realidade nacional actual.
(extracto de artigo do qual desconheço a fonte – os bold’s são da casa)
«A Sra. juíza, dos vários cargos que tenho, suspendeu-me de dois - presidente do Metro do Porto e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional - quanto aos outros, não haveria razão nenhuma para não cumprir aquilo que a Sra. juíza decidiu», disse o autarca social-democrata, Valentim Loureiro, citado na Rádio Renascença.
A deontologia política é algo desconhecido em Portugal.
Trinta anos após o 25 de Abril, a jovem democracia portuguesa ainda tem muito que aprender, com os políticos à cabeça.
A suspensão de toda a actividade profissional oficial, enquanto não se esclarece as suspeitas levantadas, deveria ter sido a atitude correcta – aliás, confesso que não percebo a suspensão no Metro do Porto e por outro lado a continuação à frente da Câmara de Gondomar.
Agora deu em chegar, com alguma frequência, correio numa língua eslava. Cheira-me a russo. Será?
Outro indício estranho é que o remetente parece ter origem alemã.
Alguns parecem publicitar produtos com os respectivos preços. Outros, como este que a seguir se transcreve, não significam nada para um leigo linguistico como eu. Todos poderão, no entanto, conter vírus.
Больше нет нужды в спешке застилать кровать покрывалом.
Новая коллекция постельных принадлежностей от "www.mypresent.ru" позволит вашей квартире выглядять уютно и блистательно в любом виде и любой ситуации.
Já pensei em ligar ao Carlos Fino para ver se ele conseguia traduzir a mensagem, mas não encontro o número.
Aconselho, contudo, no caso de alguém estar a receber mensagens idênticas a estas, a não se ligarem aos sites incluídos sem informações credíveis sobre os mesmos.
Há forte probabilidades de andarem vírus no ar......
O primeiro-ministro polaco, Leszek Miller, afirmou hoje que o Governo está a rever a sua posição sobre a presença militar no Iraque, mas excluiu uma retirada súbita das forças enviadas para o país, sem prévia consulta à Administração norte-americana
Falando em conferência de imprensa, Miller admitiu que a Polónia "não pode ficar indiferente" à retirada dos contingentes de Espanha, Honduras e República Dominicana: "O problema existe, não podemos fechar os olhos ao facto de os espanhóis e de os latino- americanos estarem a retirar-se, mas não vamos fazer qualquer movimento brusco".
Já tinha comentado anteriormente que a decisão da Espanha de abandonar o Iraque não seria uma atitude isolada no contexto mundial. Depois das Honduras e da República Dominicana seguirem o exemplo da Espanha, é agora a Polónia que equaciona abandonar o Iraque. E não vamos ficar por aqui.
As “alianças” americanas estão a ficar cada vez mais enfraquecidas em cada dia que passa.
As vozes que defendem uma solução política para o problema começam a engrossar.
Não pode haver qualquer dúvida quanto à qualidade e espírito agregativo desta maioria governamental. Conseguiram o que até hoje ninguém tinha conseguido!
Conseguiram juntar, pela primeira vez, os dois maiores sindicatos da Polícia de Segurança Pública numa marcha, hoje quarta-feira, desde o Parque Eduardo VII até ao Ministério da Administração Interna (MAI), em sinal de protesto contra o Governo.
Mais, a este protesto juntam-se os Guardas Prisionais, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a GNR e a Polícia Marítima. O descontentamento é generalizado e afecta directamente três ministérios - Administração Interna, Justiça e Defesa.
Em vésperas do “Rock in Rio” e do “Euro 2004” é caso para perguntar: Quantos são?!?
A NATO considera os novos submarinos, que vão ser adquiridos pela Marinha portuguesa, um «desperdício». A Marinha portuguesa pediu à NATO que apoiasse e justificasse com necessidades operacionais objectivas o programa de construção dos dois submarinos, mas a NATO recusou o pedido.
As contrapartidas financeiras são apresentadas como forma de transformar a compra dos submarinos num bom negócio para o país. Essas contrapartidas garantem uma injecção de 1200 milhões de Euros na economia portuguesa, nomeadamente em apoios à indústria de construção naval e no apoio à indústria de componentes de automóveis.
O «Diário de Notícias» lembra que a NATO preferia que Portugal investisse em aquisições navais, de modo a que a Marinha pudesse cumprir as suas obrigações na Aliança Atlântica.
Então Dr. Portas para que servem os submarinos (para além do gasto da “massa”, que aliás abunda neste país!!!)?
Para detectar droga?!?
Não era muito mais fácil (e mais barato) ir ao Casal Ventoso?
A coligação governamental PSD/PP vai chumbar uma proposta do PS no sentido de permitir que os três dias adicionais de férias possam ser gozados já a partir do presente ano, e não apenas em 2005. A decisão prende-se com o facto de a maioria das empresas ainda não ter um sistema que permita avaliar a assiduidade dos seus trabalhadores.
Quais eram os objectivos do legislador ao introduzir este artigo?
Ao legislá-lo pretendia-se que entrasse em vigor quando?
Se fosse para penalizar quem tivesses absentismo, não entraria imediatamente em vigor?
A falta de registos não é uma desculpa hipócrita?
A maioria das empresas, talvez até tenha registos da assiduidade. Não têm registos de assiduidade, como de muitas outras coisas, aquelas que vivem na mais completa ilegalidade.
E os registos da Segurança Social, as “baixas”, por exemplo, não são registos?
Se da parte da entidade patronal houver vontade de premiar a assiduidade dos trabalhadores, não será a “falta de registos” que irão impedir a sua concretização.
É atitudes destas que nos fazem permanecer na cauda da Europa.
El Muro de la vergüenza devora tierras de Beit Jala
En la ciudad de Beit Jala, ocho kilómetros al sur de Jerusalén, por ejemplo, el muro ha devorado una gran porción de sus tierras y ha dejado a varias familias separadas a uno y otro lado.
De acuerdo a los datos entregados por el Registro de Bienes Raíces de Belén, más de 2200 dunums (220 hectáreas) de tierra cultivables entre las localidades de Slayeb al norte y Shafa al sur, han quedado detrás del muro quitándoseles a sus propietarios, e incluso impidiéndoles recolectar sus frutos como ha sucedido en la cosecha de las aceitunas, elemento vital en la vida de la familia palestina.
El pueblo de Beit Jala entero está resistiendo este despojo de sus tierras a través de marchas y manifestaciones y no cesarán hasta recuperar lo que por derecho le pertenece.
"Israel Não Permite Uma Resistência Pacífica Aos Palestinianos"
“O terrorismo não tem qualquer base moral e deve ser condenado! É claro que a sociedade israelita tem pago um terrível preço. Mas o que eu me pergunto, como israelita, é se nós temos deixado aos palestinianos qualquer outra opção?
A Convenção de Genebra reconhece o direito de um povo ocupado a resistir e a lutar pela sua independência. Esta Convenção foi aprovada com base nas lições aprendidas na II Guerra Mundial. Destinou-se a determinar as regras de sobrevivência da raça humana em condições de guerra e de ocupação. Israel não tem respeitado nenhuma cláusula da Convenção de Genebra. Não deixa qualquer opção de uma resistência não violenta.
Um exemplo: nos últimos meses tem havido uma resistência popular ao longo da linha de construção do muro de segurança, que tem vindo a anexar terras palestinianas; nestes protestos os aldeões simplesmente sentam-se nas suas terras, à frente dos "bulldozers" israelitas. O que pode ser mais não-violento? Mas o exército israelita responde com fogo real a estes "sit-in". Qualquer forma de resistência pacífica é oprimida. Desde o início da Intifada, Israel tem provocado os palestinianos a cometer actos de terror. A política de assassínios selectivos destina-se a tornar a vida impossível. Acaba com qualquer réstia de esperança. “
Palavras de Tanya Reinhart, israelita, em resposta à pergunta: Como é que encara os ataques suicidas palestinianos? – entrevista no Público a propósito do lançamento em Portugal do seu livro "Destruir a Palestina - A segunda metade da guerra de 1948"
Timor-Leste «perde um milhão de dólares por dia devido à exploração ilegal, por parte da Austrália, de recursos naquela área em disputa», disse Mário Alkatiri, primeiro-ministro timorense.
A Austrália está a roubar a Timor-Leste um milhão de dólares por dia em direitos de exploração petrolífera, numa altura em que os dois países retomaram as conversações sobre as disputadas fronteiras marítimas
Timor-Leste pretende que as fronteiras marítimas com a Austrália sejam definidas a meio caminho entre os dois países. No entanto, Camberra está a procurar preservar as fronteiras que definiu com Jacarta em 1972, num acordo que colocou muitas das conhecidas jazidas de gás e petróleo em águas australianas. O acordo foi feito pouco antes da anexação de Timor- Leste pela Indonésia, em 1976, a qual a Austrália foi um dos poucos países em todo o mundo a reconhecer.
Onde está a liberdade, os direitos humanos, os direitos de um país ao seu território?
A Austrália continua a impor a sua vontade com base em acordos ilegais – não esquecer que foram obtidos com uma força ocupante e ilegítima – e a desprezar os legítimos direitos de uma país, simplesmente para continuar a obter os proveitos de riquezas alheias.
A ONU e a comunidade internacional já tomou alguma atitude?
Os fracos e os pobres não têm direitos?
Este é mais um caso de hipocrisia no “mundo cão” em que vivemos.
As forças militares britânicas poderão ter de ficar no Iraque por mais 10 anos para garantir a segurança no país após a transferência de poder, marcada para 30 de Junho, admitiu esta terça- feira o comandante das tropas britânicas estacionadas na cidade de Bassorá.
Eu estou a ver mal o filme ou este senhor é doido?
Seria sustentável uma ocupação por mais dez anos?
O mundo islâmico permaneceria impávido e sereno durante mais uma década?
A partir de hoje, o gás de botija da Galp passa a custar mais 70 cêntimos por garrafa, ou seja, um aumento de 5 por cento sobre os 13.9 Euros por garrafa que vigorava até ontem.
Juntando os fortes aumentos na água, combustíveis, pão, portagens, etc., que contrastam com os magros aumentos nos vencimentos negociados sob a mira de tectos salariais preconizados pelo governo, pergunta-se:
Onde está a tão anunciada retoma?
PS – a OCDE acaba de anunciar que Portugal irá violar os critérios fixos no Pacto de Estabilidade e de Crescimento europeu em 2005.
A crise existe, mas apenas para alguns.
A "retoma" chegou à Câmara Municipal de Lisboa!
Entre Março de 2003 e Março de 2004, o Município Lisboeta adquiriu 11 viaturas topo da gama no valor de 600.000 Euros. Nove da marca Peugeot a quase 50.000 Euros cada, um Lância Thesis de igual valor e um Audi A8 4.2 V8 Quattro de 115.000 Euros. Acresce registar que o Audizito consome 19,6 litros de gasolina em circuito urbano!
Segundo Santana Lopes foi um bom negócio, visto que, e segundo ele, o seu antecessor gastou mais dinheiro. Os carros substituídos estavam velhos, tinham três anos!
Porquê este despesismo, estando o país na situação económica em que está? Carros topo da gama com três anos, são carros velhos? João Soares deixou um Volvo S80. Será que este carro com três anos não está em condições de circulação?
Porquê a necessidade de um Presidente de Câmara circular num Audi A8 4.2 V8 Quattro? Ainda por cima num país que está de tanga! O Lância Thesis foi para a vereadora do PSD Teresa Maury e os Peugeot para os outros colegas de partido. O vereador do PS, Vasco Franco continua com o seu Laguna de 99 e o seu colega do PCP, António Abreu também continua com o seu Laguna de 98!
Assim se gasta o dinheiro do contribuinte!!!
Sabem qual é o slogan da Audi para promover o seu carro?
"Os sonhos não têm preço"
A administração do Metropolitano de Lisboa defende o aumento dos preços dos bilhetes e passes sociais para estancar "a degradação económico- financeira, que se tornará insustentável num prazo relativamente curto, caso não sejam tomadas medidas correctivas e estruturantes".
Quem são os culpados pela degradação económico- financeira?
Não são certamente os utilizadores do metropolitano.
A estação de metropolitano do Terreiro do Paço deverá ter um custo final estimado de 66 milhões de Euros, segundo uma auditoria do Tribunal de Contas. De acordo com números divulgados pelo semanário Expresso em 2002, o custo final da empreitada seria de 41 milhões de Euros. As obras na estação do Terreiro do Paço foram atrasadas pelas inundações verificadas em Junho de 2000 e que levaram à sua interrupção.
Quem são os responsáveis pelo excesso de 25 milhões no custo da empreitada?
Quem são os responsáveis pelos erros cometidos na execução da obra e consequente atraso?
Este é mais um caso da irresponsabilidade em que vive o país. Gere-se mal, não se apuram os responsáveis pelos acidentes, gasta-se com “mão larga”, os destinos das empresas públicas navegam ao saber das cores governamentais e nunca ninguém sabe de nada.
Só há uma certeza: o contribuinte irá pagar a factura de tanto desleixo!
Enquanto na Índia milhões de habitantes vivem em condições miseráveis, um natural destas paragens, dá-se ao luxo de comprar a casa mais cara do mundo.
Lakshmi Mittal, milionário indiano do sector siderúrgico, comprou uma mansão de 12 quartos, nos jardins do Palácio de Kensington, no oeste de Londres, pela módica quantia de 106 milhões de Euros (quinze vezes o fabuloso prémio do totoloto desta semana).
A mansão pertencia a Bernie Ecclestone, principal dirigente da Fórmula 1.
O fosso entre a riqueza e a pobreza cada vez é maior!
É já aqui ao lado, em Espanha, que cada litro de gasolina custa menos 18 cêntimos (36 escudos) do que em Portugal.
Hoje meia centena de algarvios foram a Espanha abastecer. Cerca de 50 automobilistas algarvios viajaram este sábado em grupo na Via do Infante e foram atestar os depósitos a Espanha, como forma de protesto contra o efeito da liberalização do preço dos combustíveis em Portugal.
Os espanhóis não pagam o petróleo, no mercado internacional, ao mesmo preço do que nós?
Todas as revoluções se esvaziam de sentido se as gerações seguintes dão por adquiridos os princípios éticos, que levaram muitos à prisão, muitos mais ao exílio, e outros ainda hoje não se saberá onde se encontram, e não contribuem para a consolidação da liberdade e da democracia. Por outro lado, muitos dos pretensos revolucionários e defensores de Abril, foram e são oportunistas em busca de protagonismo e enriquecimento pessoal em detrimento do interesse colectivo. Nenhuma conquista é definitiva, a dinâmica sócio-económica do presente, que exacerba o interesse privado (o primeiro que não tenha pecado que atire a primeira pedra) até ao absurdo, em detrimento do interesse colectivo; considerando este tipo de conduta "normal", e perfeitamente aceitável do ponto de vista ético e moral, ao ponto de a maioria de nós considerar absurdo sequer, levantar a voz contra um sistema que já revelou ser o "único", com viabilidade pragmática!
Defender Abril, exige empenho individual, consciente de que todos perderão (caso não seja a curto prazo, sê-lo-á a médio, longo prazo) se a negligência continuar a prosperar, e o cidadão comum continuar a delegar a resolução dos problemas aos profissionais da política, cuja competência se tem revelado muito discutível, e não começar a participar mais activamente nos assuntos da Polis, e da Nação, é provável que assista ao definhamento das conquistas de Abril.
Em Portugal somos dados a acreditar que no último momento, mesmo no derradeiro momento, Deus virá em nosso auxílio, entretanto nós podemos ser promíscuos e prevaricadores, mesquinhos idolatras, e medíocres aproveitadores das conveniências circunstanciais favoráveis ao nosso egoísmo; não é assim que enalteceremos o espírito de Abril, nem é assim que ajudamos a consolidar a democracia, quanto mais a liberdade de ser gente com H (maiúsculo).
Comentário de Rodrigo Ribeiro ao post Recordar Abril (1)
De acordo com uma sondagem, realizada pela Aximage, os portugueses querem ver substituídos seis ministros na próxima remodelação do Governo.
Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas, Luís Filipe Pereira, Celeste Cardona, David Justino e Bagão Félix, têm guia de marcha emitida pela população.
Manuela Ferreira Leite, Luís Filipe Pereira e Paulo Portas, são , por esta ordem os substituíveis entre o eleitorado do CDS/PP. É interessante observar que Paulo Portas já nem à sua base de sustentação consegue “dar música”.
O eleitorado do PSD escolhe o ministro da Saúde, a ministra das Finanças e o da Educação como os governantes a substituir.
Só 23,3% do eleitorado do PSD e 16% dos eleitores do CDS/PP são de opinião que não é necessário proceder a remodelações no governo.
Se grande parte do eleitorado da coligação no poder mostra cartão vermelho à governação, qual a legitimidade, que o governo tanto gosta de apregoar, para continuar a definir os destinos do país?
São apenas sondagens, dizem eles. À boca das urnas a realidade é diferente.
Veremos nas eleições europeias!
E terá que ser nestas pela simples razão de que são as únicas, nos tempos mais próximos, em que a população poderá manifestar a sua indignação.
Cada português falou, em média, cerca de 16,7 horas ao telemóvel durante o ano passado.
O número de assinantes aumentou 9,5%, totalizando 9,34 milhões, com uma parte dos clientes a ter mais do que um contrato de telemóvel.
O uso do telemóvel facilita muito a vida às pessoas, isso ninguém tem dúvidas.
Mas, não se usa e abusa do telemóvel?
Não se gasta uma quantia razoável em chamadas, e mesmo em telemóveis, desnecessariamente?
O telemóvel, não virou culto e moda?
Para um país de parcos recursos, não seremos demasiado vaidosos?
Actualmente, 300 mil crianças estão recrutadas por exércitos regulares ou grupos armados em 36 guerras.
Crianças e adolescentes entre sete e os 17 anos, são obrigados a matar em dezenas de nações.
Muitas delas são obrigadas a ir à frente de colunas militares, para detectar terrenos minados, e morrem, e assim poupar os soldados adultos.
Nos últimos dez anos, morreram em guerra dois milhões de crianças e quatro milhões ficaram gravemente incapacitadas.
Que mundo é este, que envolve inocentes na loucura dos homens?
Que mundo é este, que priva as crianças de uma vida normal?
Que mundo é este, em que os brinquedos das crianças, são armas de matar?
Que mundo é este, que usa crianças como carne para canhão?
Que mundo é este, onde homens cobardes se escondem atrás de crianças?
Que mundo é este?
Li no DN de hoje que, um em cada dez britânicos estão convencidos que Adolf Hitler é uma personagem de ficção.
Ou é peta do 1º de Abril ou então esses sujeitos não vivem no planeta Terra.
Na realidade ainda há uma terceira hipótese: os gajos andam drogados permanentemente.
Em Portugal alguém pensará que Salazar também foi uma personagem de ficção?
A falta de liberdade e a “Revolução de Abril” tiram quaisquer dúvidas, aos menos informados.
Governo volta a errar no valor das taxas moderadoras.
Pela terceira vez, os preços constantes nas tabelas do Serviço Nacional de Saúde apresentam valores superiores ao estipulado pela lei, obrigando os portugueses a pagar mais pelas análises efectuadas.
São simplesmente burros ou também gostam de nos ir ao bolso?
Em apenas três meses, 136 portugueses compraram um automóvel da marca Jaguar. Um crescimento de quase 467% face aos primeiros três meses do ano passado. A Jaguar destaca-se na preferência dos portugueses com dinheiro para comprar marcas de luxo, mas a Lexus também registou uma subida significativa das vendas - 43 unidades desde o início de 2004, mais 43%.
Quem disse que o país estava de tanga?
Nunca tantos condutores haviam sido apanhados com tanto álcool no sangue.
O Relatório de Segurança Interna revela que, durante o ano passado, as forças de segurança registaram 23 mil pessoas ao volante com uma taxa de alcoolemia superior a 1,2 gramas por litro de sangue - o que perfaz uma média de 60 condutores detidos, todos os dias, nas estradas portuguesas.
Porque andam em circulação tantos condutores com excesso de álcool?
Falta de consciência e muita irresponsabilidade?
Os condutores não sentem a sua condução afectada pelo álcool?
Será um vício que é difícil de largar?
Tomar-se-á álcool como substituto de calmantes e sedativos?
Ou ingere-se álcool simplesmente para esquecer? ....para esquecer os dramas diários do stress, das questões laborais, da falta de dinheiro, da carências afectivas.....e por aí fora?
Será que, para alguns, o álcool é o “ópio” legal?
Alguém até hoje procurou descobrir o que está na base destes comportamentos de risco?
Ou ficamo-nos apenas pela penalização dos infractores e por umas esporádicas campanhas de prevenção de duvidosos efeitos?
Preços dos combustíveis vão subir pela 6ª vez desde o início do ano.
A manter-se a tendência, diz a ANAREC (Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis), os aumentos podem atingir os 22 por cento até final de 2004 (o crude continua a subir nos mercados internacionais).
Desde Janeiro de 2004, a gasolina sem chumbo 95 octanas aumentou 4,7 por cento, a gasolina sem chumbo 98 octanas subiu 4,2 por cento e o gasóleo ficou mais caro 4,1 por cento.
Desde a liberalização dos preços, o Governo já aumentou três vezes o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos.
Há que apertar o cinto mais uma vez.
Mas ainda há alguma coisa para apertar?
A retoma há-de-haver..... mas não é este ano...... e para o ano, também ainda não é certo.....
Ano após ano, a “musica” é sempre a mesma: a fuga ao fisco em sede de IRC.
Mais de metade das empresas portuguesas não pagou IRC em 2002, segundo estatísticas oficiais.
Mais uma vez se comprova a dimensão do fenómeno da fraude fiscal, já que não é crível que, em média, metade das empresas portuguesas operem, por três anos a fio, sem lucros.
Mais uma vez, o pior ainda não passou; a fuga continua.
Como é habito, os “espertos” continuam a fugir ao fisco e os “palermas” continuam a pagar.
A máquina fiscal continua a chatear o “Zé” por causa de uns trocos e a dar rédea solta às falcatruas de muitos milhares.
Como é habito o governo promete eficiência no combate fiscal, mas não passa disso...unicamente promessas.
Só falta estes empresários “falidos” virem reivindicar um subsídio governamental.......para poder declarar lucros!
Talvez não se exija um maior rigor fiscal às empresas por, como eu ouvi dizer há alguns anos atrás a um funcionário das finanças, algumas empresas ameaçarem despedir umas dezenas de empregados se as finanças começassem a vasculhar as suas contas com bastante rigor.
É claro que as finanças não querem mandar ninguém para o desemprego – eram menos uns quantos contribuintes de IRS a encher os cofres do Estado!
Confesso que sou leitor assíduo das iluminadas crónicas (presumo que pelo mais alto dos céus) com que o Sr. João César das Neves nos brinda, às segundas-feiras, no DN. Para ler depois do almoço é óptimo, pois aquela prosa, do mais retrógrado e beato que conheço, faz-me rir. E o riso é bom digestivo, dizem, mais que não seja para esquecer o preço cada vez mais alto da comida, pois os meus almoços, tal como os do Sr. JC das Neves, também não são grátis... Deve ser a única coisa que tenho em comum com o referido senhor, a quem não tenho o privilégio de conhecer pessoalmente, mas a quem desejo todas as felicidades e longa vida para nos continuar a iluminar com os seus cintilantes “almoços”.
O desta semana era sobre a “glória feminina”. Gostei especialmente do final, que transcrevo com uma humilde vénia:
«... São hoje esquecidas e atacadas as duas razões mais próprias da glória feminina, o encanto da virgindade e a grandeza da maternidade. O engano é tal que vemos mulheres apreciar como ganhos a perversão da maternidade pelo aborto, da virgindade pela libertinagem, da família pelo divórcio. Cedem à promiscuidade e pornografia, velhas obsessões varonis. A promoção da homossexualidade baralha até os dados da natureza.
Felizmente que, apesar da tirania da opinião, grande parte das mulheres resiste à pressão e preserva a superioridade. A virgindade e a maternidade brilham ainda neste tempo confuso. E, juntas na mesma pessoa, cintilam no mais alto dos céus, acima de toda a criatura.»
(o Bold é da responsabilidade de moi-même)
«...as relações promíscuas entre política e futebol avançaram para um caso de "ménage à trois", uma vez que o terrorismo, nesta altura do campeonato, já deve dormir entre os lençóis que cobrem quer políticos, quer responsáveis desportivos...»
«.... mentira é um atentado ao pudor público e privado, a fome é terrorismo social, é manietação primária, e nós somos todos cúmplices....»
Um texto muito interessante de Rodrigo Ribeiro a ler aqui.
A morte do fundador e líder espiritual do Hamas, o xeque Ahmed Yassin, esta segunda-feira durante uma operação militar do exército israelita na Faixa de Gaza, mereceu a condenação de responsáveis políticos e religiosos de todo o mundo.
E não poderia ser outra a resposta de alguém minimamente responsável.
A já gasta frase, “violência gera violência”, têm-se tornado o símbolo do dia-a-dia no Médio Oriente, com especial relevo na luta ente judeus e palestinianos.
Não se percebe aonde Israel pretende chegar com acções desta natureza. A paz e a segurança do povo de Israel não serão decerto atingidos com este tipo de actos. Estas posições de força e de violência só são tomadas por sentirem as “costas quentes”. A política americana serve de almofada a toda a conduta do Estado de Israel, contra toda a lógica e o bom senso. Embora, seja de ressalvar, que desta vez, os americanos já vieram dizer que são alheios ao sucedido.
No povo palestiniano vai-se avolumando um ódio crescente e não se perspectiva nenhuma solução no curto prazo.
A única perspectiva que se vislumbra é o avolumar da tensão e da guerra na zona, e o alastrar do conflito ao mundo inteiro.
Guerra e terrorismo, mortos, ódio e medo, medo e ódio, mais guerra e terrorismo numa espiral de que não se lhe vislumbra o fim. Assim, não sei onde vai a Humanidade parar...
E agora, com tanto esgrimir de opiniões sobre o horror do 11 de Março em Madrid, com tanto defender acalorado das pequenas e individuais certezas e verdades sobre as mil e uma facetas e pormenores de questões tão complexas como o terrorismo e os terroristas, sua natureza, “maldade” e “bondade” dos homens do ocidente e os do outro lado, dos civilizados e dos fanáticos, as eleições espanholas e o porquê e o momento exacto em que a vitória eleitoral se inclinou para o PSOE, se foi no dia onze ou tão só no dia doze ou treze, e mais os louvores e/ou condenações às manifestações de sábado e domingo passados em Madrid...
(...Que eu acho muito bem que se discuta. O que, por vezes, me mete alguma confusão é sentir que tanta gente defende os seus argumentos e convicções apresentando-os como as únicas e absolutas certezas e a única e indiscutível verdade, a verdadeira, a legítima...)
Agora, dizia, gostei de ler, via Morfeu, as palavras de Frei Bento Domingues
«Que fizeste do teu irmão?...
... antes de ser judeu, muçulmano ou cristão, somos homens e ninguém possui a verdade em exclusivo. O próprio do homem não é possuir a verdade, mas procurá-la e não há outro critério para conhecer a verdade em assuntos relativos à moral e à política senão mediante o reconhecimento que os outros nos concedem.
... Hoje, laicos e religiosos de todas as denominações estão confrontados com um problema que se arrasta: uma minoria de seres humanos está sentada à mesa farta, enquanto grande parte da população está à porta, doente e esfomeada. Os laicos dos países ricos entretêm-se com as ameaças das religiões, em vez de se preocuparem com a ameaça da pobreza. Os religiosos dos países capitalistas festejam o fracasso das ideologias ateias. Alguns dirigentes confessam-se muito cristãos e vivem em conivência com os governantes corruptos e os magnatas dos países prostrados na miséria. Tanto a laicidade como as religiões podem tornar-se figuras da alienação. Segundo a graça do Evangelho, não é pela laicidade ou pela religião que a história e Deus nos julgarão, mas pela resposta à pergunta: "Que fizeste do teu irmão"?
Frei Bento Domingues (in público, 1/02/004)
Recebi este texto por mail. Esta composição soou-me a algo familiar, penso que já o li, este ou algo semelhante, em qualquer parte, mas não me recordo onde. Como acho o texto interessante e, por pensar na possibilidade de haver muita gente que não o leu, aqui fica ele:
Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30). As mães e os pais noruegueses têm uma parte significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do que um serão de televisão ou videojogos. Têm um ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos por gravidez.
A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o maior nível salarial da Europa. Que é também, desculpem-me os menos sensíveis ao argumento, o mais igualitário. Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh , nem em auto-estradas ( só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos e Euros.
É tempo de os empresários portugueses constatarem que, na Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património a familiares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica.
Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar. E, já agora, os políticos. Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu.
Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos. Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes.
Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa.
Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram de pagar aos seus jogadores quatrocentos salários mínimos por mês para que estes joguem à bola.
Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica». Ao tempo para viver e à segurança social.
Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios.
É tempo de aprendermos que os bárbaros somos nós. Seria meio caminho andado para nos civilizarmos.
A retoma continua por aqui, pois....a retoma do desemprego.
O número de desempregados inscritos nos centros de emprego entre Fevereiro de 2003 e o mesmo mês de 2004 subiu em "55.043", ou 13,3 por cento, para 467.540 indivíduos, revela o Instituto de Emprego e Formação Profissional.
Como dizem os nossos governantes, o pior já passou e a retoma já aí vem.
Na verdade ainda ninguém viu a retoma, nem a vai ver, pois usando as palavras de Belmiro de Azevedo, a retoma não se vê, sente-se.
E que o pior já passou ainda vamos ver, pois grande parte do povo não acredita nas promessas da maioria governamental. E tem toda a razão, só têm criado expectativas frustradas.
Parece que esta maioria também está a precisar de ser brindada com um lenço branco ou um cartão vermelho.
O Gabinete Coordenador de Segurança decidiu no domingo reforçar as medidas de prevenção no país após analisar as repercussões que os atentados em Madrid poderão ter para o território nacional.
Que medidas?
Medidas como as tomadas logo após os atentados de Madrid, em que houve um reforço considerável no controle de pessoas e veículos em Vilar Formoso, enquanto o resto das fronteiras permanecia sem qualquer controle? De que serve tapar um buraco de um “passador” quando o resto dos buracos continuam a verter liquido?
Depois quem é que o governo pretende enganar ao afirmar que não há riscos de atentados durante o Euro 2004? É evidente que há riscos, e o governo sabe-o muito bem, o que poderá alegar é que as probabilidades de acontecerem são baixas.
De qualquer forma a necessidade de controle de massas aumentou consideravelmente nos tempos mais próximos; da necessidade de controlar as multidões desportivas e especialmente os seus elementos mais violentos, juntou-se agora a necessidade de descobrir potenciais terroristas. E esta é uma árdua e difícil tarefa, tal como descobrir agulhas num palheiro.
Mais uma vítima dos atentados terroristas de 11 de Março sucumbiu hoje pela força do voto, de seu nome PP. A figura do seu líder cessante José Maria Aznar e do seu partido governamental foi penalizado, em escassas 72 horas, pelas trágicas ocorrências da última quinta feira. Um raciocínio simples parece ter germinado na maioria das cabeças espanholas nas últimas horas antes das eleições: Aznar, ao apoiar vigorosamente a política externa da América do presidente Bush, entrou em rota de colisão com os interesses dos fundamentalistas islâmicos e estes não se fizeram rogados em mostrar ao espanhóis e ao mundo que repelem violentamente a conduta dos americanos e dos seus aliados.
Este voto indica, antes de tudo, um sinal vermelho à política externa espanhola.
Se se confirmar que a origem dos atentados de quinta feira pertence a uma qualquer organização árabe, a própria ETA deverá analisar prudentemente qualquer atentado futuro em virtude da reacção do povo espanhol, inclusive no País Basco, à carnificina verificada há três dias. A Espanha está farta de assassínios e de mortos e qualquer atentado que surja nos próximos tempos terá uma condenação automática.
Pelo resultado agora verificado, nestas eleições, quem deverá beneficiar deste resultados são as regiões autónomas que, na nova composição parlamentar, poderão ganhar um acréscimo de poder político.
A olhar, na televisão, as mais de duas mil pessoas - convocados através de mensagens divulgadas pela Internet e sms - concentradas em frente à sede do Partido Popular, em Madrid, para exigirem a verdade sobre os atentados de anteontem na capital espanhola antes das eleições legislativas de amanhã em Espanha, não pude deixar de pensar:
Como o mundo mudou em tão pouco tempo!
Ainda há poucos anos, convocar uma manifestação em protesto contra determinada situação, exigia um longo trabalho e um espaço de tempo considerável. Imprimir e distribuir convocatórias e outro material de propaganda exigia muito trabalho, muito tempo e algum dinheiro.
Hoje, em poucas horas ou minutos, convoca-se uma concentração / manifestação com um mínimo de esforço e a um preço quase irrisório – por Internet e telemóvel.
Nas campanhas de segurança rodoviária em Portugal chama-se a atenção dos automobilistas para o álcool, o excesso de velocidade e manobras perigosas como as causas mais frequentes da sinistralidade automóvel.
Estudos efectuados pela organização britânica, Road Safe, indicam que o sono ao volante é mais mortífero que o álcool.
Conscientes do problema, a Ford instalou um simulador de condução, denominado VIRTTEX (VIRtual Test Track Experiment), em Dearborn, Michigan, EUA, para levar a efeito um serie de testes com vista a compreender melhor a situação e, eventualmente, desenvolver tecnologia que possa ajudar a detectar essas situações e contribuir para a sua prevenção.
O importante a realçar é que o sono também mata e não tem tido o destaque necessário pelas autoridades portuguesas.
As sobrecargas de trabalho que sofrem os motoristas profissionais, o excesso de tempo de condução e as longas viagens, sem paragens para descanso, por todo o tipo de condutores, a que se juntam as viagens nocturnas com acrescidas necessidades de concentração, decerto contribuem para que o risco de acidente aumente consideravelmente.
A questão do sono e do descanso só é referida pelas autoridades nas épocas festivas, Natal e Fim de Ano, e nas férias de Verão e essencialmente é dirigida aos emigrantes.
O sono e a fadiga não serão factores que deveriam ter maior destaque nas campanhas de prevenção rodoviária?
A verdade é como o azeite, acaba sempre por vir ao de cima, mesmo que as provas permaneçam camufladas acumulando teias de aranha, durante algum tempo.
Hoje veio a público mais um facto que ajuda a evidenciar a deturpação dos factos evocados pelo padre Jerónimo Gomes e a sua Associação SOS Vida, na sua luta desonesta e violenta contra o aborto.
Os radicalismos primários têm destas coisas: os argumentos assentam sobre fundações frágeis e ao mais simples abanão desmoronam-se como um baralho de cartas.
Os bispos portugueses desafiam a Assembleia da República a assumir uma posição política sobre o embrião, definindo onde e quando começa a vida. Numa nota pastoral, os bispos defendem ainda que o aborto é um crime e que não pode ser despenalizado.
Esta é boa!... Não sabia que a igreja tinha concorrido às legislativas anteriores e, como representante do povo, criticava as outras forças políticas e o Estado, por não legislar de acordo com os princípios cristãos.
«No estádio actual da ciência, começa a ser incompreensível que um Estado de Direito não tenha uma posição oficial em relação a esta questão», lê-se no documento intitulado «Meditação sobre a Vida» e aprovado na sexta-feira, em Fátima, no decorrer de uma assembleia extraordinária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
No estádio actual da ciência, começa a ser incompreensível que a igreja recuse o uso do preservativo, quando está cientificamente provado a sua eficácia nas doenças sexualmente transmissíveis. No estádio actual da ciência, é escandaloso que a igreja use ou recuse os argumentos científicos conforme as suas conveniências.
«Quando os decisores políticos relegam o problema (da inviolabilidade da vida desde a fecundação do óvulo) para o campo das opções da consciência, é preciso não esquecer que, na moderna concepção dos Estados, o Estado é considerado pessoa de bem e, por isso, também tem consciência», defendem os bispos. «Não vemos como se poderá tirar ao aborto a classificação de crime», acrescentam os bispos.
Que os bispos não vejam bem, não é uma questão de consciência, mas de oftalmologia espiritual. A consciência do Estado deveria ser, à partida, o somatório das consciências da população – que na prática anda muito adulterada – e não algo pessoal como os bispos querem fazer crer. Aliás, para quem frequentemente apela à consciência do ser humano, é estranho ver a igreja repudiar estes sentimentos pessoais. Sendo mais claro, os bispos negam um dos valores mais caros do ser humano: a sua consciência individual.
Não me vou aqui debruçar sobre o aborto, já o fiz várias vezes anteriormente. Contudo, não posso deixar de referir um texto com que me identifico, pois expõe, de uma maneira muito clara, a problemática do aborto.
«Seis freguesias do distrito da Guarda, representando perto de nove mil eleitores, ameaçaram hoje boicotar as eleições europeias, caso não exista uma resposta satisfatória relativamente à pretensão de transferir o serviço de Correios para as autarquias locais.»
Este é mais um episódio resultante da campanha que os CTT empreenderam, com vista a desfazer-se de muitos postos de correios, ao longo de todo o país, a favor das autarquias e, num futuro próximo, a favor de privados.
O problema é de fácil diagnóstico:
Os CTT prestam um serviço de utilidade pública.
Com a liberalização do serviço de correio, os CTT têm de concorrer com outros operadores, garantindo a qualidade do serviço a um preço concorrencial. É natural que esta empresa procure, por todos os meios, racionalizar e gerir da forma mais eficiente as despesas de acordo com as receitas. Percebe-se que muitos pontos da rede de correios não sejam rentáveis.
Mas o correio é um serviço de utilidade pública, e, como tal, não terá necessariamente de dar lucro, como não dão a saúde, o ensino ou outro sector básico do Estado.
A questão coloca-se por os CTT, como prestadores deste serviço, terem sido colocados no dilema de actuar na esfera de serviço público e, simultaneamente, em concorrência com o sector privado, onde o objectivo é o lucro.
Assim, a solução mais correcta deveria resultar da elaboração de um estudo onde fosse quantificado o custo deste serviço e o mesmo devia ser assumido pelo Estado. Ou seja, os CTT seriam indemnizados pelo serviço público que prestam e poderiam continuar a operar e a gerir o seu negócio segundo a economia de mercado e em concorrência com os outros operadores no mercado global de correio.
Como foram traçados rumos incorrectos para o futuro do correio, o que irá verificar-se é, por um lado, a luta das populações e de alguns órgãos locais pela defesa intransigente dos seus direitos e, por outro, os CTT a tentarem desfazer-se de todos os postos onde não haja uma grande rentabilidade, ou seja, uma fatia enorme de toda a rede de correio.
Uma organização cívica de apoio à grávida, que é dirigida pelo padre Jerónimo Gomes, está a distribuir milhares de folhetos chocantes sobre o aborto, em várias escolas portuguesas sem conhecimento dos pais das crianças.
Nesses folhetos, da autoria da Associação SOS Vida, pode ler-se passagens como «a criança vai sendo torturada, desmembrada, desarticulada, esmagada e destruída pelos insensíveis instrumentos de aço do abortista».
Esta campanha, pedagogicamente incorrecta, asquerosa, nojenta até ao vómito, usa de uma violência atroz sobre crianças sem maturidade suficiente para discernir a verdade da mentira.
Usando imagens falseadas, torturam jovens, dando-lhe uma perspectiva errada de um assunto muito importante.
Nesta campanha, apoiada por uma máquina de cariz religioso, empregam imagens e textos despropositadas para atingir objectivos concordantes com fundamentos religiosos mas desumanos. Dão-se ao luxo de evocar factos que não estão provados cientificamente, afirmando que os mesmos já estão provados.
Será com a mentira, a violência, a tortura e as falsidades que se pretende ajudar a juventude, e não só, a descobrir as realidades duras deste mundo?
Todas as vozes a denunciar estas práticas desinformativas são sempre poucas.
Mijei-me a rir depois de ler esta afirmação do Primeiro-Ministro:
O primeiro-ministro, Durão Barroso, afirmou ontem que a valorização de cerca de 45% registada na bolsa portuguesa entre Março de 2003 e Março deste ano é explicada pela consolidação de uma série de medidas implementadas pelo seu Governo, as quais contribuíram para criar um «clima de confiança entre os investidores».
Se grunhir bacoradas desta natureza dá direito a ser primeiro-ministro, qualquer analfabeto tinha o direito a ascender ao cargo.
Para a rábula ter ficado completa só faltou afirmar que a queda bolsista nos mercados nacionais, de 2000 a 2003, (e já agora porque não mundiais) se ficou a dever à actuação do governo rosa.
Acho que vou escrever à BBC a sugerir a reedição da série “Yes, Minister”: podemos fornecer carradas de argumentos para muitos episódios e vários ministros – inclusive um PM - para o principal papel.
A Coca Cola reconheceu estar a vender na Grã Bretanha, através da marca Dasani, água de torneira engarrafada ao preço de 1.4 Euros por 0.5 litros, informa esta terça-feira a BBC. A garrafa de plástico, de cor azul, evoca no seu rótulo uma fonte natural e garante tratar-se de «água natural pura».
A água vendida na Grã Bretanha sai da fábrica da Coca Cola em Sidcup (sudeste de Londres) e chega a ela através da empresa de distribuição de água Thames Water. Esta empresa cobra pela mesma água 0,004 euros por cada 0.5 litros.
Grande negócio: compra-se água a menos de um cêntimo por litro e vende-se a mesma água a 2.80 Euros o litro.
Onde mais nos engana a Coca Cola?
Vem esta citação neo-marquexista a propósito de, nos últimos dias, a minha actividade bloguista, neste recanto da blogosfera, ter andado retraída. A actividade profissional, a vida familiar e alguns problemas a necessitarem de resolução urgente, não deixaram praticamente nenhum tempo para este vício. Pouca actividade aqui no blog e poucas visitas aos amigos da comunidade. Além disso andamos em comemorações cá por casa, ontem fui eu, hoje é a minha “menina” mais o pai dela, meu sogro, que estão em festa natalícia.
É só velinhas, docinhos e licores cá por casa.
Os genéricos vieram e, com eles, o governo prometeu que os doentes iriam poupar dinheiro.
Quando anunciou o novo sistema de preços de referência, o ministro da Saúde garantiu poupança generalizada para o Estado e para os utentes.
Segundo um estudo da Associação Nacional de Farmácias, em 2003 o Estado poupou 40 milhões de Euros, enquanto os doentes gastaram mais do que no ano anterior.
E a factura vai continuar a aumentar porque a taxa de majoração sobre o preço de referência, atribuída aos utentes do regime especial de comparticipação do SNS, só vigora até ao fim deste ano.
O consumo de genéricos ainda é baixo devido à resistência médica em prescrevê-los.
Por aqui se concluiu as promessas governamentais foram um logro para a os utentes.
Apesar da descida do preço de muitos medicamento de marca, apesar de um aumento relativo de consumo de genéricos, os doentes portugueses gastaram mais em relação ao ano anterior, devido à introdução do novo esquema de comparticipação dos medicamentos.
Não se compreende a resistência dos médicos à prescrição dos genéricos quando os mesmos são aceites em muitos países do mundo, inclusive onde há um forte controle de qualidade do medicamento. Portanto, só por hábitos de prescrição, resistência à mudança ou outros interesses camuflados, se pode entender a recusa de muitos médicos na introdução do genérico no receituário. No meio de tudo isto aparece ainda uma guerrinha entre os médicos e os farmacêuticos sobre a possibilidade de alteração da receita. Se a receita pode ou deve ser alterada, em nome dos interesses do doente, é o mote da discussão: cada um puxa a brasa à sua sardinha, mas, para o doente, não parece sobrar nem pão nem sardinha.
Sobre os preços dos medicamentos, há que realçar as movimentações da política de preços pela indústria farmacêutica. Alguns medicamentos de marca sofreram reduções de 50%! Será de perguntar porque não poderia ter sido feito anteriormente. Simplesmente porque a industria do comprimido o que dá com uma mão tira com a outra. E muito provavelmente tira mais do que dá. Portanto, entre genéricos, produtos “brancos” e produtos de marca, as alterações de preço vão conduzir a um equilíbrio de receitas para os laboratórios de maneira que as receitas fiquem, no mínimo, inalteradas. Como é usual, o contribuinte sai penalizado porque a comparticipação do Estado diminui à custa do doente. E, neste estado de coisas, se o doente protestar o Estado limita-se a responder que a culpa é do médico, que poderia receitar um genérico mais barato.
Não parece haver dúvidas que, em Portugal, se consome medicamentos em excesso.
Mas já se analisou a razão de tal facto?
Se o Estado investisse mais nos cuidados de saúde preventiva, será que não ajudava a diminuir o consumo de medicamentos?
Se não houvesse longas filas de espera para uma mísera consulta, ou se os utentes não tivessem de ir para longas filas de madrugada, ou deslocar-se a muitos quilómetros de distância para uma consulta, também não ajudaria a diminuir o consumo?
A falta de meios auxiliares de diagnóstico e a espera por longo tempo não faz que o estado de muitos doentes se agrave?
E a falta de organização dos centros hospitalares, a chamar mortos para consultas e operações, não ajudaria os vivos na resolução dos seus males?
Muita coisa vai mal na saúde de Portugal há muitos anos.
Até agora foram-se usando uns remendos para tapar os buracos mais visíveis, mas o sistema continua com uma “virose” multi-resistente no seu interior que até hoje ninguém acertou no “antibiótico” a usar, pelas simples razão de que não há um comprimido milagroso para a nossa doença. Precisamos alterar o funcionamento de muitas coisas desde o ministério da saúde ao hospital, ao centro de saúde, ao médico, do enfermeiro à organização burocrática, à farmácia,.....à mentalidade do doente.
Faz falta uma “revolução” ao sistema de saúde de ponta a ponta.
O rendimento per capita nas vinte nações mais ricas triplicou nos últimos quarenta anos, enquanto que nos vinte países mais pobres do mundo cresceu em média 21%, segundo os dados compilados num estudo elaborado nos últimos dois anos por uma comissão constituída pela Organização Mundial do Trabalho.
Explicando melhor, os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
Já muitos o sentiram na pele. Este estudo só vem confirmar a evidência de muitos milhões de seres humanos.
É triste saber que há neste mundo muitos milhões de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia ou seja cerca de oitenta cêntimos de Euro.
É triste saber que há muitos milhões que morrem todos os anos por não terem nada para comer.
É triste saber que, com uma pequena parte do orçamento bélico mundial, se matava a fome a todos esses desgraçados e que todos os outros que vegetam miseravelmente poderiam ter uma vida mais digna.
Há alturas em que é triste vivermos com seres que provocam esta violência, esta opressão e este egoísmo.
A utilização do transporte automóvel na grande Lisboa e Grande Porto duplicou de 1991 a 2001, segundo o estudo «Movimentos pendulares e organização do território metropolitano» destas duas regiões, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística.
Neste período o transporte individual quase que duplicou.
Será possível que esta forma de transporte continue a crescer a este ritmo?
As cidades aguentarão esta invasão diária até que ponto?
Os problemas derivados deste movimento diário como a poluição, o desperdício de combustível, as percas de tempo, o estacionamento, o stress, o cansaço e outros vão continuar a verificar-se até quando?
Acho que ninguém tem dúvidas que a eficiência do transporte nos nossos dias, está no transporte colectivo. Até agora a questão não foi resolvida porque ninguém conseguiu instalar uma rede de transportes colectivos rápida e eficiente. Enquanto não se criar esta rede eficiente é muito difícil motivar alguém ao seu uso. A prioridade devia ser em avançar com esta rede rapidamente. Penso que ninguém duvida que a solução do transporte está na rede ferroviária. Com a rede a funcionar minimamente, a pressão do automóvel particular cairia e facilitaria a gestão do tráfego e do estacionamento. Sem esta rede só esquemas altamente penalizadores poderão demover muita gente a utilizar o carro particular. De qualquer forma, a introdução de formas alternativas ao transporte individual carecem de bastante tempo para a sua implantação, pelo que actualmente lidamos com questões que já deveriam estar resolvidas há muitos anos.
Sem uma visão concertada e abrangente com os vários interlocutores, colocam-se remendos pontuais para as situações mais graves, e a questão global vai-se agravando dia para dia.
O Gabinete de Auditoria e Modernização é o mais pequeno departamento do Estado – tem uma Directora, um subDirector e um motorista – mas tem ordenados principescos - 5.541 Euros para a Directora e 5.380 Euros para o subDirector.
A Celeste Cardona desencantou este departamento, que em tempos tinha considerado inútil, para encaixar dois jovens quadros, com pouca experiência mas com salários máximos.
Temos aqui mais um caso de um “job for a girl” e outro “job for a boy” arranjados à pressão, talvez para ajudar o amigo Bagão na colocação dos licenciados desempregados. Só que estes não saíram das listas do fundo de desemprego, mas da do partido ou da dos amigos.
Razão tem a Celeste ao dizer que continua a receber a confiança do PM e do presidente do seu partido, a que nós acrescentamos a confiança dos amigos (pelo menos enquanto for arranjando uns tachos para o pessoal). Onde ela já não goza de confiança nenhuma é no seio do povo português....
O Ministério da Saúde espera começar a substituir os actuais cartões de utentes por um novo cartão electrónico já em 2005. De acordo com a edição desta quarta-feira do Diário Económico, este irá permitir o pagamento das taxas moderadores, identificar o sub-sistema de saúde a que o utente pertence, além de discriminar a sua classe de rendimentos.
Ainda segundo o jornal, é intenção da tutela introduzir com estes novos cartões uma discriminação positiva no pagamento dos cuidados de saúde, consoante os rendimentos dos utilizadores.
Se as finanças não conseguem tributar correctamente os contribuintes, por falta de transparência nos rendimentos, como é que o Ministério da Saúde pode introduzir uma classificação justa? Onde irá buscar a informação?
No meio disto tudo, o Zé deve ficar entalado, como é costume. Gato escaldado de água fria tem medo...
A maioria dos portugueses considera ter chegado a altura de realizar um novo referendo sobre o aborto. A conclusão surge expressa numa sondagem SIC/Expresso realizada pela empresa Eurosondagem.
Entre os que defendem a realização do referendo, uma esmagadora maioria deseja que este tenha lugar ainda este ano de 2004, ao contrário de 16,3%, que gostaria que consulta popular só acontecesse em 2005. Apenas 3,1% pretende que o escrutínio seja adiado para depois das próximas eleições legislativas, em 2006.
Curioso, igualmente, é o número elevado de inquiridos que afirmou pretender votar num possível referendo, depois dos dois referendos realizados até agora terem tido taxas de participação muito baixas, sendo que, dos portugueses que estão a pensar ir votar, quase 80% afirma que irá dar o seu voto a favor da despenalização do aborto e apenas 14% assume que irá votar contra.
Quem tem medo da mudança?
Quem quer amarrar o país ao passado?
Quem tem medo do debate?
Quem recusa o desenvolvimento?
Quem tem medo que o povo se expresse?
O ex-líder e fundador do CDS, Diogo Freitas do Amaral, queixou-se, segunda-feira à noite, na SIC Notícias, da direita portuguesa, a qual, na sua opinião, «é bastante injusta» com ele. Para Freitas do Amaral, a direita devia, sim, era estar orgulhosa do seu ex-líder, que tem conseguido, inclusive, respeito e simpatia da esquerda.
«Acho que se a direita fosse muito inteligente ficaria muito honrada e muito orgulhosa de que um dos seus elementos fosse respeitado pela esquerda. Como a esquerda sempre gostou de ver o Dr. Mário Soares ser respeitado por uma parte da direita e nessa altura nunca vi as pessoas da direita dizerem «ele é um traidor»», recordou o ex-candidato derrotado às eleições presidenciais de 1986.
Será correcta a afirmação de que a direita não é muito inteligente?
Será que Diogo Freitas do Amaral faz esta afirmação por a sua conduta não ser coincidente com a do CDS?
Ou será que Diogo Freitas do Amaral já não é de direita?
Por esta ordem de ideias deveria o MRPP estar feliz por um dos seus antigos dirigentes ter chegado a Primeiro Ministro?
Portugal vai ter de reorientar os fundos estruturais comunitários de apoio ao seu desenvolvimento para o reforço da qualificação dos recursos humanos, investigação científica e inovação, de modo a diminuir o peso das estradas e auto-estradas nos financiamentos da União Europeia (UE).
O nome de Portugal tem sido invocado em privado por vários países ricos para defenderem a tese de que a coesão económica e social - a denominação da política comunitária de apoio ao desenvolvimento dos países mais desfavorecidos - não garante a convergência das respectivas economias, ou seja, a aproximação do seu nível de riqueza face aos restantes estados membros. Esta referência resulta dos indicadores de desenvolvimento do país, nomeadamente em termos de produtividade do trabalho ou dos níveis de ensino, em que Portugal permanece largamente na causa da Europa, atrás dos dez países com níveis de riqueza muito inferiores que vão aderir em Maio.
"O problema de Portugal não é nenhuma má aplicação dos fundos estruturais", explica um responsável europeu. "O problema de Portugal é que os fundos foram provavelmente concentrados de forma excessiva na região de Lisboa, e em estradas e auto-estradas", justificou. A partir de agora, defendeu a mesma fonte, "vai ser preciso diversificar os investimentos e orientá-los mais para a investigação científica, a inovação , o apoio às pequenas e médias empresas, o ambiente ou o ensino", ou seja, precisamente os objectivos da "estratégia de Lisboa".
Ensino, formação profissional e investigação são factores que precisam de forte incremento, sob pena de não recuperarmos o atraso que se tem acentuado em relação à UE, nos últimos anos.
O incremento nestes três factores é fundamental para a competitividade das empresas nacionais na economia mundial.
A nossa competitividade está dependente da qualidade, inovação e organização que conseguirmos apresentar.
Mesmo a captação de investimento estrangeiro, em áreas tecnologicamente avançadas depende da mão de obra qualificada que teremos para oferecer.
A formação dos trabalhadores, quadros médios e quadros superiores é a chave para um sucesso necessário. Os empresários nacionais também terão de alterar os padrões da sua conduta, adaptando-os ao que de melhor se faz lá fora – muitos deles a necessitarem de formação adequada.
Nas zonas fronteiriças com Espanha, a expressão “ir meter gasolina” é sinónimo, quase sempre, de ir a Espanha. E isto unicamente porque, no outro lado da fronteira, os combustíveis são mais baratos - a gasolina chega a atingir os 15/20 cêntimos de diferença por litro - e o consumidor faz um pequeno desvio e vai atestar o depósito aos postos espanhóis.
A partir de amanhã, a pressão vai acentuar-se, pela simples razão que, por via dos impostos, a gasolina, mais uma vez, vai aumentar. Aliás, é de salientar que, á semelhança do que tem acontecido nos últimos tempos, esta subida de preço na gasolina tem apenas por causa a fiscalidade.
O problema não se resume, simplesmente, a uma questão de aumento ou diminuição de preço. A questão é muito mais abrangente, é já uma questão social e uma questão de justiça.
Pelo elevado diferencial de preço, poucos são já os consumidores que, nas zonas próximas de Espanha, abastecem em Portugal, com graves prejuízos para os postos nacionais e consequentemente para o nível de emprego do sector.
Depois, o próprio Estado perde receitas, não só a que recai sobre a actividade comercial, mas logo a específica, que incide sobre o próprio produto, a gasolina.
O Estado ainda não apreendeu um dos conceitos da economia moderna e aguerrida, ganhar pouco por unidade, mas contabilizar muito pela grande quantidade de unidades vendidas.
Depois, e talvez cada vez mais frequentemente, já que se está em Espanha, aproveita-se para mais uma compritas, de várias coisas mais baratas, mais uma vez por redução fiscal.
Ou seja, o comercio fronteiriço vai-se desenvolvendo em favor dos espanhóis e com grande penalização da actividade nacional.
Parece que a situação já não se resume a situações pontuais nas zonas fronteiriças, pois actividades com grande consumo de combustível já privilegiam os abastecimentos em Espanha. Esta discrepância de preços tem levado, inclusive, a vários esquemas fraudulentos na importação de combustíveis.
Pergunto, qual o lucro de Estado com esta situação?
Com a facilidade de circulação e sem limites de consumo, as relações na Península Ibérica tendem a ser cada vez mais estreitas. As vantagens comerciais cairão necessariamente para o lado que mostrar uma visão mais competitiva no presente e no futuro, e que neste momento pende significativamente para o lado espanhol.
Não nos podemos esquecer que, na raia de Espanha, muitos portugueses que, ainda há pouco tempo, moravam em território nacional, mudaram-se para terras castelhanas. Aí, com casa, luz, água, gás, etc. muito mais baratos, elevaram a sua qualidade de vida, continuando no entanto com os seus empregos lusos.
Este é um assunto que o governo nacional devia analisar maduramente sob pena de, qualquer dia, uma parte significativa dos cidadãos nacionais emigrar para Espanha.
A Infiniventus - Produção de Energias Alternativas, representante em Portugal do grupo alemão Pfleiderer, está a fazer as malas para deixar o nosso país, uma vez que não conseguiu resposta do Governo para concretizar o projecto que tinha em carteira - construção de unidades fabris de montagem de aerogeradores e instalação de parques eólicos. O investimento directo que a companhia tinha programado poderia ser superior a 500 milhões de Euros.
Segundo a notícia, nem a API, o Ministério da Economia ou o Chefe do governo deram qualquer resposta a esta proposta de investimento. Para além dos postos de trabalho que iriam criar, esta empresa estava interessada em trabalhar com empresas portuguesas no projecto. A passagem de tecnologia desta empresa alemã decerto seria uma mais valia para as empresas aderentes e para o desenvolvimento do país nas energias alternativas.
Quando se sabe, por imposição da UE, que teremos de aumentar substancialmente a produção de energia por fontes alternativas, não poluentes, nos anos mais próximos, este era, porventura, um projecto que nos iria ajudar a cumprir as metas a que nos obrigam.
Talvez a questão se resuma, mais uma vez, à total desorganização do governo. Quando as questões tocam em vários ministérios, Economia, Industria, Ambiente, Trabalho e vários organismos como a API, parece não haver qualquer fio condutor na sua actuação; na prática todos “remam” para o seu lado, sem rumo ou destino concertado.
A factura deste desgoverno será paga, como sempre, pelo contribuinte, com a agravante de, nos anos mais próximos, começarmos a sentir na pele as penalizações da Europa dos vinte cinco, pela incapacidade de concretizarmos aquilo a que nos comprometemos ou a que nos obrigam.
E as instituições da UE não são curtas de memória, como o povo português, e não vão deixar passar em branco a incapacidade portuguesa, que os políticos portugueses estão habituados a mascarar com umas meras promessas eleitorais.
O desemprego subiu 26,5 por cento entre 2002 e 2003, com a taxa de desemprego nos doze meses de 2003 a atingir os 6,4 por cento, revela hoje o Instituto Nacional de Estatística.
E este ano quantos por cento vão ser?
Não sabemos, o que sabemos é que as políticas sociais deste governo, cada vez nos afundam mais.
Por este andar, qualquer dia, nem o Bagão tem dinheiro para pagar os subsídios de desemprego! Quando chegar esse dia, faz como os outros, abre falência, e junta-se ao exercito de desempregados! Resta saber onde é que ele vai meter o papel para o subsídio.
Será em Bruxelas?
Lucros dos quatro maiores bancos privados subiram perto de 30% no ano passado
O ano de 2003 marca sem dúvida uma diferença face a 2002. Todos os bancos que apresentaram resultados, de entre as principais instituições nacionais, conseguiram uma melhoria nos lucros, atingindo uma subida global de 29,9% face a 2002, chegando aos 1.092 milhões de Euros (Me).
O Millennium BCP foi o principal responsável, com uma subida de 60,5%. O BES, o BPI e o Totta apresentaram uma subida nos lucros de 14,4%, 17% e 15,1%, respectivamente.
O banco de Jardim Gonçalves pagou 7,1% de IRC contra 14% em 2002
Segundo analistas isto deve- se essencialmente a activos fiscais diferidos resultantes de prejuízos passados no Bank Millennium na Polónia e também devido às operações recentes da Turquia e na Grécia.
Por outro lado o BES, ao contrário dos outros bancos pagou mais IRC em 2003 face ao ano anterior. A taxa paga passou de 13,1% em 2002 para 16,1% em 2003.
O BPI desceu 10 pontos percentuais a taxa de IRC entre 2002 e 2003.
A eficiência fiscal dos bancos tem justificado a baixa taxa de imposto paga. As provisões obrigatórias são consideradas custo fiscal. Bem como as variações patrimoniais negativas nas contribuições extraordinárias para o fundo de pensões. Há ainda os benefícios fiscais nos rendimentos em participações financeiras: acções compradas em privatizações, títulos de dívida pública e lucros em off-shore.
Por estes números vê-se que a crise passou ao lado da banca.
Perante este números, podem colocar-se algumas questões:
Em tempo de vacas magras, como se explica esta subida nos lucros?
Em tempo de recessão, tanto a nível particular como empresarial, com os mercados financeiros em baixa, como justificar esta subida notável nos lucros? Reestruturações? Eficiência?
Com esta subida nos lucros, é razoável esta descida acentuada no IRC?
Mesmo com uma eficiente gestão fiscal, outras empresas fora da orbita bancária conseguiriam os mesmo resultados?
Terá a banca privilégios dentro do universo empresarial português? Se tem, justifica-se?
É justo que, para uma taxa nominal de IRC de 33%, se chegue a 7.1%, tendo apresentado tantos lucros?
É esta a necessária competitividade que tanto se fala por aí?
O ministro da Economia, Carlos Tavares, afirmou quinta- feira que os factores de pressão para a subida dos preços da electricidade estão no sistema e é um erro associá-los ao mercado ibérico da electricidade (MIBEL).
"Todos os factores de pressão estão no sistema eléctrico, identificá-los como riscos MIBEL é um erro", afirmou o ministro em reacção às críticas formuladas quarta-feira pelo presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), Jorge Vasconcelos.
Segundo o ministro, um dos elementos essenciais na condução do mercado ibérico da electricidade são os reguladores, afirmando esperar que "desempenhem bem o seu papel".
Carlos Tavares reafirmou que "o MIBEL só pode fazer baixar os preços em Portugal", porque os preços com o funcionamento do mercado serão mais baixos do que seriam sem o funcionamento do MIBEL".
Conclusão, o MIBEL é o instrumento para baixar os preços!
O sistema ( que faz aumentar os preços) não faz parte do MIBEL!
Com o MIBEL os preços não sobem!
Vou já pedir um MIBEL para o pão, para os transportes, para a água, para as portagens, para.....
Será que estes senhores não dão conta das alarvidades que a boca debita?
Quem, por exemplo, vai pagar as indemnizações, pelo fim dos contratos de aquisição de energia (CAE)?
Estes ministros estão parvos, ou querem fazer de nós parvos?
Depois ficamos admirados de o país não ir para a frente!
Dizia-se que no tempo da outra senhora, Portugal era o país dos três efes : Fátima, Fado e Futebol.
Pelo que aqui se diz, devemos ter perdido dois efes; agora só temos um efe, o Futebol!
É verdade que fala do futebol por tudo e por nada.
É verdade que o mundo do futebol não se resume aos noventa minutos do jogo – um mundo complexo gira à volta desta modalidade.
É verdade que um poder desportivo se instalou no nosso país.
É verdade que os média dão grande destaque ao futebol.
Mas será que o futebol domina a nossa vida, ou estas são apenas opiniões sem expressão?
Será que somos nós que vivemos alienados com o futebol, e não os Brasileiros?
Será que nos preocupamos com questões supérfluas, e negamos as importantes?
O fiscalista Saldanha Sanches manifestou hoje estranheza pelo facto de serem "os empresários a defender a eliminação do sigilo bancário em Portugal", competência que "é da responsabilidade do sistema político".
"Estamos perante uma inversão de funções", disse à Lusa o especialista em direito fiscal, ao comentar as conclusões da reunião do "Compromisso Portugal", que juntou ontem, em Lisboa, mais de 500 gestores, empresários economistas, professores universitários e advogados.
Saldanha Sanches, um defensor do fim do segredo bancário em Portugal, realçou ainda que "o sistema político está sobretudo preocupado com o controlo da fraude fiscal" e que se assiste a "uma degradação dos agentes políticos".
"Estranho que a iniciativa [para eliminação do segredo bancário] venha da parte dos empresários e da sociedade civil", o que traduz "uma clara inversão de funções", acrescentou.
Além disso, verifica-se agora que são os empresários a "exigir mais controlo fiscal".
Esta posição só revela "o estado de degradação a que chegou o sistema político", sublinhou o fiscalista.
Saldanha Sanches referiu ainda que na sequência desta posição, porventura, o sistema político e em particular o poder autárquico poderá vir "a opor-se ao fim do sigilo bancário"
E agora, quem se opõe ao fim do sigilo bancário?
Só se for o Isaltino e companhia!
Petição para referendar aborto recebe parecer favorável da comissão parlamentar
A comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias deu hoje o parecer favorável à petição para a realização de um novo referendo sobre o aborto, considerando que esta "apresenta-se conforme aos preceitos constitucionais, legais e regimentais aplicáveis".
Aprovado por unanimidade, o parecer, redigido pela deputada do PCP Odete Santos, surge após a entrega de mais de 120 mil assinaturas reunidas pelo movimento social Petição Para um Novo Referendo, no passado dia 28, ao presidente da Assembleia da República.
A maioria PSD/CDS-PP já fez saber que chumbará qualquer projecto relacionado com o aborto mas, mesmo que fosse aprovada, a iniciativa popular não obrigava de imediato à convocação de uma nova consulta popular sobre o tema.
Perante a posição da maioria governamental, ao dizer que chumbará qualquer projecto relacionado com o aborto, argumentando que tem de manter-se fiel ao compromisso eleitoral de não mexer na actual lei sobre o aborto, pergunto:
Quantos compromissos estão por cumprir até agora? Quantos compromissos foram metidos na gaveta?
Porque é que algumas vezes defendem a mudança e outras o imobilismo?
Num país que se diz democrático e pluralista, qual a justiça ao obrigar todos a seguir os valores morais e religiosos de uns quantos?
Ainda por cima quando essa “obrigação” é causa de tantos dramas pessoais e humanos e manifestamente injusta para as mulheres, obrigando as que não têm dinheiro para ir até Badajoz ou Inglaterra a abortar em situações precárias?
A negação do direito ao aborto não será uma forma de totalitarismo pseudo-democrático?
Portugueses trabalham mais 8 horas que espanhóis para comprar o mesmo
Os trabalhadores portugueses têm de trabalhar mais oito horas do que os seus colegas espanhóis para adquirir os mesmos bens, revela um estudo da Direcção-Geral da Empresa (DGE) revelado esta segunda-feira.
Em Dezembro do ano passado, o salário mínimo português era de 356,60 Euros, enquanto o espanhol ascendia a 451,20 Euros, o que representa uma diferença de 26,53%.
Alguém me explica como é que os espanhóis têm os produtos mais baratos e no entanto ganham mais do que nós?
Mais de metade dos portugueses acham que "vale a pena" os sacrifícios que estão a ser feitos para manter as contas públicas equilibradas e para não aumentar a dívida do Estado. Este é um dos resultados da sondagem para o programa "Prós e Contras" da RTP, que hoje à noite discutirá a situação económica em Portugal e a sua percepção pela população.
Os mais jovens são os que mais acreditam nos benefícios da “cura de emagrecimento”.
Os mais velhos e, as mulheres em particular são os menos crentes.
Os que pensam que a culpa da situação actual pertence ao actual governo, ultrapassa já, aqueles que defendem que a culpa tem origem no governo anterior.
Será que esta sondagem traduz fielmente o sentimento da generalidade da população?
Será que os jovens têm razão ao defender estes sacrifícios com vista a um futuro melhor?
Ou será que os mais velhos, pela experiência adquirida, fartos de promessas, duvidam que algum dia beneficiarão de uma vida melhor?
Tem razão as mulheres, as primeiras a constatar o aumento do custo de vida, na governação doméstica, quem mais duvida destes sacrifícios?
Terão razão os portugueses ao adoptar estas “curas”, quando outros estados enveredaram por outros caminhos, para sair de uma situação de crise?
Chegar-se-á a algum consenso, quando os próprios economistas têm visões diferentes do mesmo problema?
A próxima campanha da Prevenção Rodoviária Portuguesa vai visar a segurança dos peões. Os números disponíveis, relativos ao ano passado, mostram que de Janeiro a Setembro os atropelamentos provocaram menos 37 mortos do que em igual período de 2002, mas este tipo de acidentes continua a ser um dos problemas mais graves da sinistralidade em Portugal.
Os mais recentes dados disponibilizados pela Direcção-Geral de Viação, dão conta de um total de 4999 atropelamentos entre Janeiro e Setembro de 2003 - menos 94 face ao ano anterior.
É dentro das localidades, onde a velocidade máxima permitida é de 50 quilómetros por hora, que continua a ocorrer grande parte dos atropelamentos graves. Nestas circunstâncias, os acidentes com peões resultaram em 117 mortos até Setembro de 2003, ao passo que 60 casos de vítimas mortais aconteceram fora das localidades.
A taxa de mortos por habitante a nível de peões representa "um valor superior ao dobro da média dos países da União Europeia" e "a segunda pior" dos Quinze, segundo dados relativos a 2001 e 2002, citados no Plano Nacional de Prevenção Rodoviária.
Perante os dados, o plano associa a "gravidade dos atropelamentos às velocidades praticadas" e aponta a necessidade de "conferir controlo de velocidade" em estradas de atravessamento de localidades.
É urgente tomar medidas para evitar a sinistralidade automóvel.
Os peões são umas partes do problema.
Estou convicto que uma das causas do problema está na educação.
É preciso educar os automobilistas...e os peões.
E a educação começa de pequenino, em casa e na escola.
E já se começa a notar que a juventude é sensível ao tema.
Um banco português caiu no conto do vigário dos bilhetes para o Euro2004.
Segundo o Instituto do Consumidor foi recebida uma queixa de um banco que pagou 9250 Euros por uma série de bilhetes que não existe.
Os falsos ingressos foram oferecidos através de emails enviados pelo site Sports Mondial PLC, sediado na Austrália, EUA e Reino Unido, a preços muito superiores ao seu valor real.
Não é fácil acreditar na notícia.
Então os bancos caem, assim tão facilmente, no conto do vigário?
Com acesso fácil ao Euro2004, no nosso país, porquê ir comprar bilhetes no estrangeiro, a uma organização não oficial?
Parece que a história está mal contada.
De acordo com o último estudo da Eurosondagem para a Rádio Renascença, Expresso e SIC, 53,2% dos inquiridos manifestou-se descontente com o desempenho do Executivo, contra 27,1% que dizem-se satisfeitos.
Diz também que «Os portugueses estão, de uma forma global, satisfeitos com a actuação do primeiro-ministro»!?
A Assembleia da República também mereceu nota negativa por parte de 39% dos entrevistados.
O Presidente da República, Jorge Sampaio, com 68,3% é a figura mais popular.
Esta de condenar o governo e aceitar a actuação do PM, faz-me um bocado de confusão!
Então que é o primeiro responsável pela actuação do governo?
Então ele não é o chefe do governo! (será que já não é? – realmente às vezes parece....)
Ou será que estou a ver mal!?
«Um problema informático de copy-paste» apagou da resolução aprovada no final de Dezembro sobre as utilizações possíveis do automóveis do Estado colocados ao serviço de deputados com prerrogativas especiais (presidente e vices-presidentes da Assembleia da República, secretários da mesa, etc...) a possibilidade das viaturas serem utilizadas em trabalho político.
Que a política é uma área nebulosa já sabemos.
Mas nem tudo é assim neste mundo.
A informática é uma ciência exacta! Os homens é que não!
Os jornais podiam ajudar nesta exactidão.
Este problema informático aqui relatado é falso; a realidade é bem diferente, ou seja o problema foi humano. Portanto, a notícia correcta seria algo como: «Devido a um erro humano de copy-paste que cortou uma parte da resolução aprovada....».
Não nos podemos esquecer que a grande maioria da população não tem os conhecimentos necessários para descortinar a diferença entre os erros humanos e os erros informáticos puros – que diga-se de passagem são raros. Aliás, tornou-se hábito atribuir às máquinas, os erros que os humanos cometem; a máquina passou a ser o nosso parente das “costas largas”.
A OIT (Organização Internacional do Trabalho) estima que cerca de 246 milhões de crianças de todo o mundo trabalham, sendo que, destas, cerca de 180 milhões, fazem-no em condições particularmente duras que implicam riscos para a saúde física e mental.
É simplesmente vergonhoso.
Já não basta explorar crianças que, em vez de estarem a estudar ou a brincar, como seria próprio na sua idade, estão a trabalhar. Ainda por cima, a trabalhar em condições indecentes.
E o Mundo é cúmplice....quanto mais não seja, por omissão.
Admirável este mundo!
A ministra da Ciência e do Ensino Superior, Maria da Graça Carvalho, demitiu esta segunda-feira o director-geral do Ensino Superior, Requicha Ferreira, por este ter pedido uma lista de nomes dos funcionários que fizeram greve dia 23.
Bato palmas a esta senhora. Atitude corajosa.
Pena que o resto do governo não aja com a mesma bitola.
Mas fico à espera das medidas necessárias à reforma da educação...
A casa-mãe da multinacional Tycos congelou um projecto de investimento de 27,8 milhões de Euros na sua fábrica de Évora, devido aos atrasos do Ministério das Finanças na concessão dos prometidos incentivos fiscais.
É para perceber?
Anda a API à procura de investidores para o país. Estudam projectos e analisam propostas. Fecham acordos com os investidores.
Depois as Finanças não dão andamento aos processos.
Incongruências ou uma completa desorganização?
Acha bem os políticos poderem ir para a reforma antes dos 36 anos de serviço e dos 60 anos de idade?
Se acha que não, subscreva esta petição em www.reformaigual.net.
Se obtivermos mais de 4000 assinaturas, a Assembleia da República vai ter que a apreciar obrigatoriamente.
Assine a petição. Divulgue este email. Repasse-o a todos os seus contactos.

Morada Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados
Av. 5 de Outubro, 142-1º Dto
1050-061 Lisboa
Telefone: 217801997
Fax: 217801998
Secretariado
Abertura: 6ª 9:30-18:00h
Secretariado@aca-m.org
Direcção
Direccao@aca-m.org
Geral
aca-m@aca-m.org
http://www.aca-m.org
Dados da secreta britânica sobre armas de destruição maciça iraquianas eram falsos
O grupo de exilados iraquianos em Londres que afirma ter fornecido aos serviços secretos britânicos informações sobre armas de destruição maciça no Iraque, admite que esses dados eram falsos, avança hoje o "The Guardian".
Os Estados Unidos tem enormes reservas de armas de destruição maciça.
Segundo informações fidedignas de um grupo de americanos, radicados em Sacavém de Baixo, os responsáveis americanos estão prontas a usá-las, se alguém lhes fizer saltar a mostarda para o nariz.
E agora? Alguém vai invadir os States?
Por aqui se percebe a facilidade com que hoje em dia se faz uma guerra. Por aqui se vê como um qualquer boato serve de desculpa para uma qualquer agressão. Por aqui se vê como ninguém confirma nada - talvez de propósito - antes de decidir uma acção violenta.
E resta ver se este grupo de exilados não foram criados à pressa para justificar o injustificável.
Talvez tudo não passe de uma orquestração gigante do Sr. Bush, para justificar a sua guerrinha.
Talvez um dia se esclareça convenientemente este assunto, e se perceba que ao terrorismo árabe se opõe um outro terrorismo.
«Para funções iguais, salário igual», comenta Carlos Costa Neves, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares ao «Semanário Económico». Ao mesmo jornal, o eurodeputado socialista Paulo Casaca acrescenta que o salário de um eurodeputado português está actualmente, «ao nível de um contínuo que trabalhe na UE».
Tudo isto a propósito dos eventuais novos vencimentos dos eurodeputados.
Não pretendo aqui discutir a justiça desses aumentos.
O que pretendo pôr em destaque é os argumentos utilizados por estes senhores, e por outros da mesma classe.
Estes argumentos servem para justificar as suas pretensões, mas já não servem para a esmagadora maioria do povo português!
Pretende-se dignificar a classe dos deputadoseuropeus, mas esquecem-se do ponto fundamental, a dignificação do povo português a que eles também pertencem.
É com atitudes destas que a classe política vai perdendo cada vez mais prestígio aos olhos daqueles que os elegeram.
Convém ainda lembrar que, com as receitas actuais, os deputados já recebem cerca de 30 vezes o ordenado mínimo nacional. É certo que é um trabalho muito desgastante....
Assim, não se compreende que, sendo um cargo tão pesado e mal pago, tenha tantos candidatos....e desperte tantas guerras.
A assessora do ministro dos Assuntos Parlamentares, Clara Regina Machado da Costa, ganha mensalmente a quantia de 3703,84 Euros, quando um funcionário da administração pública com esta categoria recebe entre 1893 e 2792,97 Euros, adianta a edição desta sexta-feira do Correio da Manhã.
Por seu lado, fonte do gabinete do ministro desvaloriza a situação afirmando que o valor do salário se justifica porque um trabalhador que passe recibos verdes não tem direito a décimo terceiro mês, a subsídio de férias e Natal e ainda tem de pagar o IVA.
Estes senhores pensam que o povo é parvo e não sabe fazer contas?
Primeiro, o valor do contrato publicado no DR é o valor acima indicado, acrescido de IVA. Logo o valor que a senhora vai entregar nos cofres do Estado é exactamente o que recebeu, ou seja não ganha nem perde.
Segundo, o valor de dois ordenados – os dois subsídios, acreditando que a dita senhora não os recebe – é muito inferior a doze vezes o diferencial entre o valor do seu contrato e o valor mais alto da categoria em que está enquadrada.
Depois para além do campo financeiro e sua contratação não segue as regras e os limites impostos à função pública. Ou seja funciona à rebelia de toda a orgânica do estado.
Pode-se com toda a legitimidade questionar se a dita senhora conseguira aquele lugar, se outro partido e outro ministro governasse aquele ministério. A resposta seria certamente negativa.
Ora quando o Estado não dá o exemplo de organização e rigor na sua actividade, como quer que os contribuintes o façam?
É que por vezes os nossos governantes parecem esquecer-se de que o dinheiro que usam é de todos nós. E ninguém, ou quase ninguém, gosta de deitar dinheiro à rua.
O Ministro da Educação, David Justino, a Secretária de Estado da Educação, Mariana Cascais e o Secretário de Estado da Administração Educativa, Abílio Morgado, estão de costas voltadas e governam (ou desgovernam) a educação sem um rumo coerente.
Diz-se que o ambiente no edifício da 5 de Outubro é de “cortar à faca”.
Recorde-se que, em Maio do ano passado, na Assembleia da República, Mariana Cascais afirmou que "a religião católica é a religião oficial do nosso país" e, em Outubro, voltou a indignar os deputados ao defender em plenário que os professores não tinham "ética" para dar aulas de formação sexual nas escolas. No entanto, o facto desta ser amiga pessoal do ministro da Defesa e líder do CDS, Paulo Portas, é apontada como razão para a sua sobrevivência política.
A Abílio Morgado foi chefe de gabinete de Fernando Nogueira, é-lhe reconhecida uma grande capacidade de trabalho e competência jurídica. No entanto, muitas vezes ministro e secretário de Estado contradizem-se e Abílio Morgado chega a ser apelidado de ministro-sombra.
Sem uma orientação firme, a educação do país navega ao sabor dos ventos e das marés.
Como aqui se tem realçado em várias ocasiões, sem uma política correcta no sector da educação, o país não conseguirá dar o “salto” necessário para um futuro promissor e continuará agarrado à cauda da Europa – leu bem, nesta altura já não é cauda da UE, mas cauda da Europa.
Será com uma governação neste moldes que o Primeiro Ministro pensa levar o país para a linha da frente da UE?
O novo Estádio da Luz, o Alvalade XXI e o Estádio do Dragão foram considerados pela UEFA como recintos desportivos de «cinco estrelas».
Tá bem! É bonito! Levanta o ego desportivo!
Mas não era muito melhor ter «cinco estrelas» no estado da nação?
A Comissão Europeia apresentou hoje queixa contra Portugal no Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias pelo incumprimento da directiva comunitária que estabelece as regras para a incineração e co-incineração de resíduos.
Que mais irá acontecer hoje?
O Presidente da República, Jorge Sampaio, afirmou hoje que os trabalhadores portugueses conseguem níveis de produtividade invejáveis quando são bem liderados.
É preciso acrescentar mais alguma coisa?
Este é o termo correcto para as afirmações de Durão Barroso ao prometer ao povo português energia eléctrica mais barata a partir de Julho.
João Talone, presidente da EDP, reconhece que só daqui a três anos será possível baixar a factura da electricidade para os consumidores domésticos. Quem terá um abaixamento da factura para já serão as empresas.
Mira Amaral, ex-ministro da Indústria de Cavaco Silva, reconhecia ontem que só daqui a três anos é que os preços da electricidade devem baixar para os consumidores domésticas
Certamente o Primeiro Ministro estava a par da situação, mas mais uma vez, veio lançar poeira para os olhos do povo.
...dizia o PM Durão Barroso. A partir de agora vai ser melhor.
Toma lá 3.9% de aumento médio nos transportes.
Toma lá que é para aquecer – pois tem feito um frio dos diabos.
O aumento é só o dobro da inflação esperada – ou muito me engano ou esta esperança nunca alcança.
O ano de 2004 é o ano da viragem dizia-se por aí. Pois é... vira o disco e toca o mesmo.
Agora para a atiçar bem a fogueira só falta um bom aumento nos combustíveis....
Parques de Manobras para Exames de Condução ao Abandono
Um dos grandes problemas sempre foi a maneira fácil como o Estado gasta o dinheiro disponível, sempre pouco para as necessidades. Acresce que, para fazer obra é sempre gasto muito mais dinheiro do que se o dono da empreitada fosse um particular (talvez para compensar o pagamento feito “tarde e a más horas”). A gestão das iniciativas em curso também não parece ser uma arma eficaz na máquina estatal, talvez porque muitos interesses giram naquela órbita.
Numa altura de vacas magras, em que o governo apregoa, aos quatro ventos, a necessidade de racionalizar despesas e usar criteriosamente investimentos produtivos, é com pesar que recebo a notícia de que um investimento de quinze milhões de Euros, realizado nos últimos anos, esteja por utilizar. Ou seja, deitámos à rua quinze milhões de Euros. Não há outra explicação, pois a obra está sem utilização. Não se compreende que, na programação geral da obra, não seja prevista a duração da sua execução e o necessário financiamento. O governo, desta vez, nem da habitual lamentação sobre “a pesada herança” se pode queixar, pois a iniciativa começou com um ministro de Cavaco Silva.
Mas, como sempre, a gestão dos dinheiros públicos continua impune.
O povo, serenamente, paga isto e muito mais.
Umas promessas eleitorais mais ou menos vigorosas limparão manchas que, como esta, continuam a borrar a casa de todos nós.
A Comissão Europeia propôs hoje em Bruxelas a redução para metade, nos próximos cinco anos, da captura da pescada e do lagostim em águas ibéricas.
Por outro lado a EU pretende que Portugal abra as suas águas à frota pesqueira espanhola.
Contudo os cientistas afirmam que houve uma redução de 60 por cento dos "stocks" de pescada no mar da Península Ibérica (zona IX de pesca), explorada por Portugal, Espanha e França, e no lagostim defendem mesmo que a pesca deve ser reduzida a zero.
Se os “stocks” estão a diminuir como se compreende que se abra as nossas águas a um maior esforço de pesca; é que a frota espanhola é só a segunda maior força de pesca mundial.
Incoerências ou jogos de interesses?
Corrupção preocupa 54% dos portugueses
A corrupção é o tipo de fraude que mais preocupa os portugueses, revela uma sondagem da Comissão Europeia divulgada na quarta-feira. Segundo o estudo, 54% dos cidadãos nacionais estão preocupados com aquele crime.
Pudera, hoje em dia é difícil encontrar sector onde não haja indícios de corrupção.
Já se tornou prática corrente as notícias de corrupção, um pouco por todo o lado.
É correctíssima a posição que esta prática ocupa nas preocupações dos portugueses.
Como quer o governo impor seriedade e justiça, apelar ao povo para apertar o cinto em nome de benefícios futuros, quando continua a gastar sem critério e oferecendo a uma minoria o que retira a uma maioria?
Como sempre, a crise só afecta as bases; o topo continua “na maior”.
É isto o orçamento de rigor com despesas controladas?
É para pagar a estes senhores que andam a cortar na saúde da população?
É isto justiça social?
Depois da histórias do Isaltino, do Justino e de outras que não vale a pena relembrar, Oeiras volta à praça pública pelo Público.
Como já fora aqui referido anteriormente, será virose o que atacou as laranjas de Oeiras?
O José Luís Arnaut preparava-se para esclarecer o assunto há cinco meses, mas o vírus foi tão forte que ficou com amnésia.
Esperemos que este vírus não tenha nada a ver com o vírus H5N1 (da gripe das aves).
Bagão Félix: qualidade dos lares de idosos é feita dia-a-dia!
Qual qualidade?
Esta?
Então há muitos anos que não de faz qualidade!
Faz-se ....
Prevê-se que a inflação em 2003 fique nos 3.3%, contra os 3.6% de 2002.
A abrandamento deve-se, quase de certeza, à baixa actualização salarial e a uma quebra acentuada no consumo.
O cinto vai apertando lentamente, até que um dia, já não há nada para apertar.
As perspectivas para 2004 ainda não são muito animadoras. Talvez para o 2º semestre, nasça luz no fundo do túnel....
Aguardemos....
Hoje fez-se luz!
Hoje percebi porque é que ando pelas ruas da amargura.
Hoje percebi porque é que, ganhando pouco, pago tanto em impostos.
Desgraçadamente sou tributado em IRS na categoria A, A Máxima.
Se não fosse este ministro da educação a educar-nos, o que seria de nós?!...
Mais uma vez, obrigado Justino, pelo esclarecimento.
P.S. andará algum vírus fiscal ali para o lado de Oeiras? Andam muitos senhores políticos a esquecer-se das obrigações fiscais. Talvez devam consultar também o Justino.
O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse hoje que as notícias divulgadas sobre a existência de redes organizadas de pedofilia, no arquipélago, são uma campanha relacionada com as eleições regionais que decorrem este ano.
Claro que tudo isso são invenções da oposição, do continente e do mundo!
Claro que não há nenhuma miséria na Madeira!
Claro que, onde o povo vive feliz, não pode haver rapazinhos a prostituir-se!
Claro que o Alberto nunca tem dúvidas e nunca se engana!
Portugal pediu e vai receber 120 polícias estrangeiros que ajudarão as autoridades nacionais a controlar possíveis hooligans que se desloquem ao País a pretexto do EURO 2004.
Será que também vamos receber jogadores estrangeiros que nos ajudem a ganhar o Europeu?
Será que também vamos receber ministros estrangeiros que nos ajudem a governar o país?
Será que também vamos ter alguém que nos ajude a sair da miséria?
A ocorrência de um sismo de média ou grande dimensão em Portugal (a partir da escala 6 de richter) terá graves consequências económicas. Ensaios realizados no Centro Comum de Investigação (CCI) da Comissão Europeia revelam que as novas construções portuguesas registam deformações permanentes, em caso de abalo sísmico.
E as antigas? Será que são só as novas que estão em risco?
E as milhares de casa muito antigas, que sem sismo, só com a ajuda da chuva e não só, se desmoronam por si mesmas?
Qual o estado do país perante um sismo de média ou grande dimensão?
Que estudos há sobre o assunto?
Que fiscalização se exerce sobre a construção e neste aspecto em particular?
Tem Portugal estruturas para responder em situação de catástrofe?
Alguém sabe de alguma coisa?
Ou como é hábito «depois de casa roubada, trancas às portas», confiamos no espírito de “desenrasca” do Zé para resolver o assunto depois da calamidade ter acontecido?
Consta que o Channnel 4 quer pôr no ar um concurso, tipo «big-brother», em que os participantes vão ficar uma semana sem dormir. O prémio, para quem conseguir manter-se acordado durante os sete dias, são 144 mil Euros. Ou seja, pela nossa antiga moeda, qualquer coisa como vinte e nove mil contitos.
Shattered é o nome do concurso. Em português, pelo menos a fazer fé na notícia em que tomei conhecimento de tão espectacular concurso, significa «rebentado». Bonito nome, não é?
Acho que me vou candidatar. É que eu já ando a dormir pouco e mal, toda a noite a tentar meter o Rossio na rua da Betesga. Quero eu dizer, nesta minha singela e pouco literária “figura de estilo”, tentar esticar o carcanhol mensal para lá meter os aumentos do pão, gasolina, portagens, electricidade, etc, etc.
Com a pedalada que já levo nesta matéria de pouco sono e pesadelos vários, não me vai ser difícil ser o vencedor. O que é que acham?
Ouvi algo hoje há noite, durante as notícias das oito, que me deixou completamente estupefacto: Quase 50 pct dos portugueses admite ter recorrido a sexo pago, ou seja, ter recorrido à prostituição.
Não fiquei admirado por se continuar a recorrer à prostituição, por alguma coisa é conhecida como a profissão mais antiga no mundo, mas pelo número em causa; ou seja, metade da população. Será que o estudo feito por quatro investigadores portugueses para uma instituição estrangeira peca por imprecisão? Ou será que este número corresponde mesmo à realidade portuguesa?
Nos tempos actuais, com a liberdade que existe no campo sexual, com um nítido avanço na emancipação da mulher, com a abertura com que se fala e discute o sexo, pensava eu que as necessidades sexuais da população seriam satisfeitas por qualquer outra forma que não a compra do acto.
Mas, pelos vistos, a realidade é bem diferente.
Mas porquê, nestes tempos de liberdade, se continua a recorrer tão frequentemente à prostituição? Em resultado de estímulos que se encontram em cada esquina? Atraídos pela imensa oferta que, nos últimos tempos, se tem instalado no burgo? Será porque, como dizia uma “menina” de Bragança, «eles encontram aqui o que lhes falta em casa»?
Pensava eu que a maioria dos jovens que, ao que tudo indica até se iniciam no sexo cada vez mais cedo, o faziam com as “namoradas”, contrastando com o verificado algumas décadas atrás que era vulgar sê-lo com uma prostituta; qual o meu espanto quando me dizem que muitos jovens admitiam ter recorrido à prostituição para se iniciar nas artes do sexo.
Depois disto, outra bomba: só 20 pct dos portugueses que têm vários parceiros, usa preservativo. Ou seja aqueles que admitem usar vários parceiros na actividade sexual não usam um método de protecção básico.
Parece que uma grande maioria acredita que doenças sexualmente transmissíveis, como a sida, só acontece aos outros. Não foi referido a percentagem de uso na prostituição, mas provavelmente o seu uso andará longe dos 100 pct.
Com os níveis de sida a aumentar assustadoramente, estes actos são puro suicídio.
Para o homem que usa a prostituição e para a esposa que, sem saber de nada, acabará também contagiada.
Portugal está a tornar-se um centro milagreiro mundial.
Todos os dias, acontecimentos inexplicáveis acontecem um pouco por todo a lado.
Não fosse o caso “Casa Pia” ou a guerra do Iraque, os telejornais diários noticiariam na abertura, e durante trinta minutos, os milagres que já não são exclusivos da Cova da Iria.
São produtos da governação laranja, que há muito, conseguiu suplantar os da governação rosa.
Em Braga, uma docente ganhou um concurso para leccionar numa escola sem se ter candidatado.
Só pode ter sido milagre.....
...ou então mais uma herança do governo rosa...
Finanças perdoam segunda prestação do PEC a taxistas
A ministra das Finanças perdoou aos taxistas a segunda prestação do pagamento especial por conta (PEC) cujo prazo terminou no último dia de Novembro. O Ministério das Finanças garantiu já a devolução das quantias pagas.
Independentemente das razões que possam ter levado a esta tomada de atitude, pode agora colocar a seguinte questão: então e os outros ?
Com que moral uns são perdoados e os outros não?
Mais, havia um acordo secreto desde Julho do ano passado. Assim andaram a enganar os outros contribuintes desde essa altura!
Estas atitudes não contribuem para um clima de confiança e de justiça que tanto se reclama para o país.
....porque a vidinha está cara, porque os cerimoniais e festanças dos casamentos estão cada vez mais caros (pelos menos os tradicionais), porque as metas profissionais estão a atrasar o dar-o-nó oficial, e ....por aí fora.
Dizem os especialistas que os portugueses gastam cerca de 20 mil Euros na cerimónia, o que faz com que a indústria dos casamentos gere, anualmente, mais de mil milhões de Euros de receitas, o equivalente a doze estádios de futebol do Euro2004.
E com esta notícia fiquei banzado.
Banzado com o dinheirito que se gasta no festim....e saber que, com esse dinheiro, se podiam fazer doze estádios!...
O nosso governo anda muito mal informado, ou então não sabe fazer contas.
Se eles soubessem disto faziam uma lei a proibir os casamentos durante um ano e, com a massa que se poupava, faziam os dez estádios e ainda sobravam uns valentes trocos para o governo ir de férias cá dentro e lá fora....
Os meus pedidos de desculpa à autora, Ana Marques, por não ter inserido, em devido tempo, no final do conto «A morte abreviada de Manuel Cardoso» a referência de que o mesmo faz parte de uma colectânea de contos premiada com uma Menção Honrosa na IV edição (2002) do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, promovido pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém.
A rectificação já está feita.
A partir de hoje os portugueses que ganham o salário mínimo, podem comer mais duas ou três carcaças por dia.
Não é possível quantificar o número exacto, pois neste momento, existem grandes divergências entre os produtores de cereais e a indústria panificadora, sobre a percentagem que incidirá nos aumentos das farinhas.
Uma coisa é certa, com mais uma “carcacita” ao almoço e outra ao jantar, os portugueses já não se podem queixar!!!....
Os portugueses que vivem do rendimento do trabalho assalariado não têm razões para grande optimismo. Segundo o Ministério das Finanças, a taxa de crescimento dos salários reais em Portugal terá sido negativa em 2003 (perto de menos um por cento) e continuará a sê-lo, pelo menos, este ano, prevendo-se que a recuperação do poder de compra aconteça apenas em 2005.
A estimativa relativa à evolução dos salários reais em Portugal está inscrita na actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para o período 2004-2007. O documento reconhece que "o crescimento dos salários registou, de facto, uma significativa desaceleração em 2003, reflectindo o congelamento de parte dos salários na função pública e a moderação salarial no sector privado". A análise vai de encontro ao tipo de políticas que o Banco de Portugal tem defendido e que voltou a sublinhar no Boletim Económico de Dezembro, ontem divulgado.
O texto reconhece, por outro lado, que o crescimento dos salários reais foi, no ano que passou, inferior ao da produtividade, o que contrairá a ideia de que o nível das remunerações do trabalho constitui o principal óbice à obtenção de ganhos de produtividade. Situação semelhante, de crescimento da produtividade acima dos salários, só se encontra nos anos de 1993 e 1994.
O futuro não se apresenta risonho!
A frase «o pior já passou» é uma miragem!
Lembram-se quem governava em 1993/94?
Ainda agora o ano começou e as perspectivas pessimistas continuam...
Hoje foi o Banco de Portugal a rever em baixa o intervalo de crescimento do PIB para 2004.
O intervalo, na previsão anterior, do crescimento era de 0.0 a 2.0 pct; agora o banco prevê de 0.0 a 1.5 pct.
Em contrapartida a taxa de inflação sofreu uma reavaliação de sentido contrário.
Anteriormente, previa-se uma inflação estimada no intervalo 0.07 a 2.7 pct. Agora na nova avaliação o Banco de Portugal prevê, que ela possa oscilar entre 2.0 e 3.0 pct.
Em conclusão, prevê-se que o PIB desça e a inflação suba.
Onde está a retoma de que falava há dias o Primeiro Ministro?
O país anda pelas ruas da amargura.
Anda o Primeiro Ministro a gastar saliva e a pregar para os peixinhos; já ninguém lhe “passa cartão”.
O homem assegurou que «o pior já passou!»; mas os portugueses, teimosos que são, continuam pessimistas.
Então não é que 47 por cento da malta acha que 2004 ainda vai ser pior do que o ano anterior!
Os crentes nas palavras iluminadas do chefe do governo ficam-se pelos 24 por cento.
O resto da maralha acha que 2004 vai ser como o “omega”; não adianta nem atrasa.
Esta sondagem pode ter sido efectuada antes do discurso do Presidente da República, onde ele advertia que 2004 tinha de ser o ano da mudança; o recado para o governo, como que a dizer que, o povo já não aguenta mais. Mas o povo é sábio, e já advinha que, apesar de bater palmas ao discurso, o governo, faz “orelhas de mouco” ao recado.
O povo não é parvo, à vezes anda é com falta de memória.
Lá na esquina do Largo da Aguardente, donde o Luís (Placard) observa, de cabo a rabo, o que se vai passando neste nosso luso rectângulo, saem uns textos satíricos, com um humor muito “sui generis” e que bastante me divertem.
Por isso não resisti a comentar o assunto aqui.
Diz ele que (entre outros mimos) O problema da economia portuguesa não é produtividade. É criatividade!. Acrescenta que O futuro está na educação dos filhos. E vai descascando neste nosso país fora de prazo.
Ou então na versão irmã.
Hoje o dia ( melhor dito, a tarde e a noite) dos blogues foi muito homogéneo...futebol prá aqui, futebol prá ali...
Palavras escritas e comentadas um pouco por todo o lado
O jogo - O futebol – Sporting – Benfica – Ganhámos – Perdemos - O arbitro - O penalti - A catedral - O João Pinto - O Simão – O Engenheiro – O Camacho – O....
Foi só futebol....
Perdão, não foi só futebol, mas quase.
Antes deste derby o outro caso do dia “O Blogger”. Discutiu-se culpas e desculpas. E o tema não acabou. A discussão parece que vai continuar...
"Entre os objectivos do parqueamento pago está o do controlo dos veículos estacionados de tal forma que atentam contra o conforto e a segurança dos peões, e é nessa medida que a ACA-M - uma organização em cujo objecto social se inclui a preocupação com o civismo rodoviário - tem um legítimo interesse em garantir que os condutores de veículos ao serviço do Estado não pratiquem impunemente infracções graves, tais como o estacionamento sobre os passeios ou em passadeiras de peões", lê-se no comunicado da ACAM-M, assinado pelo seu presidente, Manuel João Ramos.
Tudo isto a propósito de uma directiva da Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) que distribuiu um ofício-circulado aos seus dirigentes e responsáveis de serviços locais, em que isenta de multas de estacionamento os veículos em serviço do Estado. O ofício surgiu depois do carro do director-geral dos impostos ter sido, em Setembro passado, bloqueado, rebocado e retido vários dias por a EMEL exigir a respectiva multa contra a opinião do director-geral.
Em nome de que moralidade pode o Estado exigir o cumprimento das leis quando o próprio Estado é o prevaricador?
Em portaria publicada no último dia do ano de 2003, o Governo aumentou em um cêntimo o imposto sobre produtos petrolíferos (ISP) que incide sobre a gasolina sem chumbo.
O regime de preços livres entrou em vigor no primeiro dia do ano e, agora, toda a lógica do mercado mudou.
Como se tal não bastasse, o IVA subdivide-se agora pela petrolífera e pelo revendedor, incidindo sobre a margem deste último. Ora, em termos médios, os donos dos postos de abastecimento ganham três cêntimos por litro na venda de combustíveis, valor normal para contratos de concessão no mercado português. Agora, o IVA vai "roubar-lhes" cerca de um cêntimo por litro.
Segundo fonte do sector, muitas petrolíferas poderão ainda não se ter apercebido que, no dia da passagem de ano, o Governo publicou a portaria que mexeu no ISP (de 0,507 euros por litro para 0,517,). De qualquer forma, no actual cenário de liberalização, as companhias e concessionários podem mexer nos preços em qualquer dia ou hora.
A pressão para a alta dos preços aumentará ainda quando for aplicada a ecotaxa nas gasolinas (0,050 euros) e nos gasóleos (0,025 euros). Por enquanto, desconhece-se a data para a sua aplicação.
O que acontecerá a partir de agora?
Vão os preços ter tendência a subir?
Vão funcionar as leis da concorrência?
Com a valorização actual do euro a gasolina não deveria descer?
Qual o papel do estado no controlo de preços?
Haverá tendência para cartelização no sector?
Haverá políticas regionais das distribuidoras?
Regiões sem concorrência serão penalizados?
Caminharemos para uma situação idêntica à espanhola?
Formar-se-á com o tempo um mercado ibérico?
Ninguém tem a verdade à mão, mas aqui encontra algumas respostas às dúvidas colocadas.
A sedução da reforma - Travar a saída do mercado de trabalho, pela penalização dos que se reformam antes da idade legal e pelo investimento no "envelhecimento activo", é uma das directivas do Plano Nacional de Emprego 2003-2006 (PNE). O objectivo é atingir, em 2010, um aumento de cinco anos da idade média de reforma da União Europeia, estimada em 59,9 anos.
O Ministério da Segurança Social e do Trabalho (MSST) introduziu já algumas medidas que procuram dificultar a antecipação da reforma.
Continente grisalho precisa abrir as fronteiras aos estrangeiros, porque está cada vez mais velha.
Emprego até aos 65 - O previsível colapso dos sistemas de Segurança Social na Europa ditou o aumento da idade da reforma em alguns países.
Imigração equilibra contas nacionais - Comparando todas as despesas que o Estado tem com os imigrantes - em termos de Saúde, Educação, Justiça, Emprego e Segurança Social - com as receitas por eles geradas, há um saldo positivo de 64 878 milhões de contos
Em resumo, as empresas, nos seus interesses empresariais, “puseram” nas costas do Estado milhares de trabalhadores que, durante ainda alguns anos, podiam contribuir para os cofres da Segurança Social. Ao ritmo a que estão a crescer os novos pensionistas, a Segurança Social entrou numa espiral descendente donde o retorno parece não mais ser possível. Conclusão, para pôr um travão na despesa, a resposta imediata penalizou o cidadão – aumento da idade de reforma. A taxa de natalidade hoje, não augura também um futuro risonho para os futuros pensionistas – cada vez a taxa de cobertura da receita sobre a despesa da Segurança Social é menor. A imigração foi o fenómeno que veio trazer receitas ao Estado e à Segurança Social. Portanto, o controlo destes fluxos de imigração faz-se neste momento de acordo com as necessidades financeiras do Estado. Factores como concorrência no mercado do trabalho, problemas étnicos, questões humanitários ou de inserção na comunidade, originados por esta imigração não têm a mínima importância para o Estado.
Preço do pão deve subir até 20 por cento
O preço do pão deve subir de entre dez e 20 por cento a partir da próxima semana, confirmou o presidente da Associação dos Industriais de Panificação de Lisboa.
Fernando Trindade justificou o aumento a nível nacional com a subida das matérias-primas, em particular do trigo, que sofreu um incremento de 35 por cento no ano transacto.
O aumento do trigo, por seu turno, repercutiu-se na farinha, que subiu quase dez por cento em Dezembro de 2003.
Como é que o governo quer ter uma inflação de 2 por cento, já que todos os aumentos verificados a partir do primeiro dia do ano, são muito superiores à meta do governo?
E agora o pão, produto tradicionalmente básico, no povo português, leva este aumento brutal!
E agora, Sr. Durão Barroso, «o pior já passou»!?....
Operadoras móveis processaram mais de 146 milhões de sms na passagem de ano
Que pena terem sido 146 milhões de “sms”!
Se tivessem sido 146 milhões de euros, a Manuela F. Leite chamava-lhe “um figo”.
Até dançava o samba com o Vasco Valdez em cima da secretária.
Nos tempos de crise que vivemos....era um milagre da santa que protege o Paulinho.
Façam as contas ao IRC; 25 por cento de 146 milhões...
Ainda são muitos milhões....
O ministro da Defesa foi o político que mais se destacou durante o ano de 2003, mas pela negativa. De acordo com uma sondagem do Correio da Manhã, 15,7 por cento dos portugueses apontam Paulo Portas como ‘o pior do ano’, logo seguido pelo primeiro-ministro, com 13,9 por cento.
Ferro Rodrigues não conseguiu fugir aos efeitos negativos do processo Casa Pia e 12,2 por cento dos inquiridos consideram que foi o pior político do ano.
Manuela Ferreira Leite surge em quarto lugar, com 6,4 por cento. Às voltas com uma grave crise económica, os portugueses não hesitaram em apontar o dedo ao membro do Governo responsável pelas contas do Estado.
Paulo Pedroso é o segundo socialista neste grupo. O seu envolvimento no escândalo da pedofilia não foi bem visto pelos portugueses. Três por cento consideram que foi o político que mais se distingiu pela negativa.
No final da lista, ou seja, os considerados ‘menos maus’ foram Pedro Santana Lopes, com 1,2 por cento, e Carlos Carvalhas, João Soares e Jorge Sampaio, todos com 1,1 por cento.
Até quando conseguirá Portas aguentar a pressão?
Ele está bem grudado à cadeira, mas um dia....
O que já acabou foi 2003 – Ano dos “Blogues” a excelente iniciativa do Leonel Vicente que nos contou a História dos Blogues em Portugal.
Se perdeu estes posts não fique triste, em qualquer altura de 2004, pode visitar “a nossa história recente”.
Mais uma vez obrigado Leonel, por este belo trabalho!
O número de clientes do serviço móvel ascendeu os 8,96 milhões em Portugal no final de Setembro.
Portugal aproxima-se assim a grande passos dos nove milhões de assinantes, atingindo uma taxa de penetração de 86%, acima da média europeia (83%).
Haja Deus, estamos acima da média da EU sem ser em desgraças!!!
Com mais um milhão de clientes o mercado fica completamente saturado ( não esquecer que somos 10 milhões).
Depois disso, só se começarmos a oferecer telélés ao cão e ao gato!
Os portugueses enviaram mais de 1,6 mil milhões de mensagens escritas durante os nove primeiros meses de 2003. Contas feitas, as operadoras nacionais de serviços móveis processaram a cada dia 6,1 milhões de SMS.
Para um país que atravessa tantas dificuldades, utiliza-se muito o telemóvel.
O uso do telemóvel não é propriamente um meio barato de falar.
Não tenho nada contra os telemóveis, antes pelo contrário, são extremamente úteis em muitas situações.
Só não percebo, o uso exagerado do mesmo.
É verdade que a sua posse já deu “estatuto” a muita gente; mas isso são coisas passadas.
Ora numa altura em que anda meio mundo de tanga, como é possível gastar tanto em telélés?!....
O pior já passou! Dizia o primeiro ministro.
De agora em diante vai ser melhor.
Nos últimos dois anos, a maioria da população tem perdido poder de compra, pela simples razão que, as taxas de inflação têm sido superiores às taxas de aumento salarial. E estamos a falar das estatísticas oficiais, pois no respeita à inflação a real (do dia a dia), esta é muito superior à que o INE ou o Banco de Portugal apresenta.
Para já temos alguns aumentos já quantificados, outros se seguirão.
Aumentos:
Rendas de casa – 3.7 por cento
Electricidade – 2.1 por cento
Portagens da Brisa – 2.74 por cento
Portagens nas pontes de Lisboa – entre 4.7 e os 5.4 por cento para os ligeiros
Água no Porto – entre 3.1 e 3.7 por cento
Para mais tarde estão já prometidos aumentos de preços nos táxis, transportes públicos e água, que deverão ser definidos e entrar em vigor entre os meses de Fevereiro e Março.
As metas do governo para a massa salarial devem continuar a rondar os dois por cento!?...
Portanto pelo terceiro ano consecutivo vamos perder poder de compra.
E se calhar as mazelas não se resumem as aumentos.
Estão a ser retiradas regalias que no futuro aumentarão os encargos familiares e que também ajudarão à diminuição do poder de compra.
Será este o último ano da herança socialista?!
A transparência e isenção dos nossos políticos, o modo como conduzem os destinos do país e a defesa dos reais interesses da nação, são mais uma vez aqui evidenciados.
Isatino de Morais volta mais uma vez às primeiras páginas dos jornais, depois da célebre conta na Suíça e dos dinheiros que tentou ocultar.
Estes são os casos que vêm a público. Quantos ficarão no anonimato?!... A grande maioria certamente. Outros, apenas são revelados porque um dos intervenientes que, não concordando com a divisão do “bolo”, decide estragar a festa a todos.
Os casos de tráfico de influências, corrupção, falcatruas fiscais não são novidade do presente – são prática comum que vem do passado – contudo são práticas que deveriam ter uma expressão diminuta numa sociedade evoluída como, decerto, todos pretendem para Portugal.
Está há muito provado que estes delitos são proporcionais ao desenvolvimento de um país.
Todos sabem que nos países terceiro mundistas a corrupção é prática comum e bastante barata.
Assim dificilmente nos conseguimos livrar da qualificação de “país do terceiro mundo” ou... de “república das bananas”....
Interroga-se o Congeminações sobre quem beneficia com as Fundações que, nos últimos tempos, têm proliferado um pouco por todo o lado. Quem fiscaliza as suas contas?
Sem ter a certeza de não cometer alguma incorrecção de pormenor, posso afirmar que estão fora de controlo ( do fisco, claro). Se a máquina fiscal não consegue controlar convenientemente o universo empresarial português, como é que iria despender esforços num nicho tão pequeno?!... Só actuariam perante uma eventual denúncia de acto ilícito.
Aposto que, muito provavelmente a coberto dessas Fundações, alguns agentes realizam operações que, de outra maneira, estariam sujeitas a um qualquer imposto.
Determinados sectores da nossa sociedade devem fazer buscas exaustivas à imaginação e às leis vigentes para descortinar, um buraco, por minúsculo que seja, na lei vigente, para, por ali, canalizar operações livres de encargos fiscais. Outras vezes usam-se esquemas ilegais - como o que hoje veio a público sobre o jipe de luxo “oferta” a uma corporação de bombeiros, mas ao serviço de um particular – mas praticamente desconhecidos.
Mais uma vez se vê, pelo referido, a falta que algumas coisas fazem na sociedade portuguesa.
A questão tem a ver com educação, mentalidade e maneira de estar na vida.
Toda a gente reivindica direitos, mas poucos falam nos deveres.
Cumprir obrigações fiscais é um dever como qualquer outro. É verdade que o sistema não é justo. Comecemos por aí: reivindiquemos um sistema fiscal mais justo, mas depois vamos cumpri-lo!?
Aliás, hoje em dia, só paga impostos quem não consegue fugir aos mesmos.
Segue-se o ditado, “ se não os podes vencer, junta-te a eles”
Mas por este caminho não vamos a lado nenhum....
Também é verdade que se penaliza muito o pequeno delito, e se deixa impune o grande crime fiscal...
É por estas e por outras que somos a cauda da Europa, e vamos continuar a ser....a menos que rodemos 180 graus.
Somos um país pobre que não olha a meios na aquisição de viaturas para apagar os fogos.
Agora é ver Associações de Bombeiros a “comprar” carritos de milhares de contos, para o desempenho da sua nobre missão.
Um desses carritos, um Jeep Mercedes G400 Cdi, foi agora descoberto quando, com sinais de emergência activos, pretendia ultrapassar quem atrapalhava a estrada.
O bólide tinha sido comprado pelo Sr. Miguel Sousa Cintra, filho do “rei das águas”, como ficou também conhecido o ex-presidente do Sporting. O Miguel é aquele que ainda há pouco tempo foi condenado pelo uso de informação privilegiada, numa OPA sobre uma empresa, e na qual, só por acaso, tinha funções administrativas.
Mas voltemos à vaca fria. O jeep para além das insenções fiscais na compra (isenção de IVA e IA), decerto traria mais uns benefícios fiscais ao Miguel – dádiva a instituição de utilidade pública.
No entanto o carrito nunca foi entregue aos bombeiros.
Segundo o Miguel, não foi entregue porque estes não o haviam solicitado!?
Mas isto é um país de burros?
Se o presidente da Associação de Bombeiros de Sacavém já tinha conduzido a viatura, porque é que ela voltou para o Miguel?
Se o Miguel queria fazer uma acção benemérita e doar uma viatura aos bombeiros, porque que é a mesma foi entregue a ele? Bastava passar o cheque, os bombeiros que tratassem do resto.
E agora a pergunta crucial.
Para que é que os bombeiros precisam de um jeep de luxo?
Para apagar fogos em condomínios luxuosos do Parque das Nações?
Ou será para os fogos da Quinta da Marinha?
“Tamos parvos, ou querem-nos botar areia nos olhos!”
Afinal o Sadam não era um gajo lá muito esperto!
Rezam por aí noticias de que, o “pai” do Iraque, teria um fortuna de 32 mil milhões de dólares espalhados por várias contas, em vários países e em nome de organizações fictícias.
Se o Sadam tivesse gerido bem a fortuna, poderia ter acumulado grandes mais valias e provocado uma depreciação antecipada do dólar americano – uma forma de pressionar o Bush. Aliás alguns países árabes, na contestação à política americana, pensaram em adoptar o euro como forma de pagamento do petróleo.
Se ele, o ano passado, tivesse trocado os dólares por euros, teria provocado um certo abalo na moeda do Bush. E mais, hoje, o mesmo dinheiro valeria 40 mil milhões.
É certo que grande parte desse dinheiro foi “desviado” ao estado iraquiano.
Contudo quando se fizessem os “acertos”, e o Sadam fosse obrigado a repor a “massa” desviada ao povo iraquiano, teria uma mais valia de 8.000 milhões de dólares. Esse dinheiro, decerto seria muito importante na reconstrução do país.
Por outro lado, ao câmbio de hoje os 32.000 milhões de dolares “só” valem 25.600 milhões de Euros.
Catástrofes naturais mataram cinco vezes mais em 2003
A seguradora alemã Münchener Rück anunciou esta segunda-feira que em 2003 morreram quase cinco vezes mais pessoas devido a catástrofes naturais, comparativamente ao ano de 2002. A maior seguradora do mundo estima em 50.000 o número de vítimas.
A seguradora afirma, no entanto, que o número de catástrofes naturais foi similar ao ano anterior. O aumento de vítimas mortais deve-se, essencialmente, à onde de calor que assolou a Europa no Verão passado e ao recente sismo no Irão. Ambas as catástrofes provocaram mais de 40 mil vítimas.
Mas porque é que morreram tantos?
Se o sismo fosse no Japão, por exemplo, o numero de vítimas seria tão alto?
Há um aspecto nesta tragédia no Irão que, no meu ponto de vista, não devemos esquecer. Um sismo é uma catástrofe natural. Correcto. Mas o número de mortos, feridos e desalojados é proporcional à pobreza e à fragilidade dos materiais de construção. Em países e locais onde as casas são de barro e palha, o número de mortos e desalojados é muito, muitíssimo superior aos geralmente contabilizados noutros locais e países mais prósperos, onde a construção civil obedece a outras regras e é de aço e betão. Portanto, numa catástrofe natural não é só a fatalidade a pesar. São também as desigualdades sociais. E essas são obra do homem.