Finanças cobram menos IRS antes das eleições
O rendimento disponível dos trabalhadores e dos pensionistas de menores posses vai aumentar, já no final deste mês, mais do que seria de esperar face ao desagravamento fiscal aprovado no Orçamento do Estado (OE) para 2005. Só que, em meados de 2006, sentirão que os seus reembolsos de IRS emagreceram mais do que esperavam. O Ministério das Finanças nega esta versão e alega que apenas fez repercutir "exactamente metade do efeito" previsto.
A conclusão agora contestada pelo Governo é retirada pela firma de consultoria PriceWaterhouseCoopers sobre a aplicação das tabelas de retenção na fonte de IRS, divulgada na página da Internet da Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) - www.dgci.min-financas.pt. A maioria dos escalões de rendimento foi actualizada a uma taxa de 8,0 por cento e isso traduzir-se-á num desagravamento maior do que o aprovado no OE. Mas não para todos. Se os contribuintes de baixos rendimentos sentirão o bónus, os contribuintes de IRS com rendimentos mais elevados poderão sofrer, em 2005, um agravamento mais pronunciado do que seria de esperar.
No OE para 2005 consagrou-se um desagravamento fiscal mercê das descidas das taxas mais baixas de 12 para 10,5 por cento. Esse desagravamento abrange um largo espectro de contribuintes, já que a tributação de qualquer rendimento é fruto da aplicação das diferentes taxas para cada um dos escalões de rendimento até se atingir ao rendimento em questão.
Mas, para que o custo orçamental desse desagravamento não recaísse todo sobre o OE para 2005, o ministro das Finanças chegou a admitir que, através das tabelas de retenção na fonte, os contribuintes iriam sentir, em 2005, metade desse efeito e que o restante ficaria para 2006. Aos deputados afirmou mesmo: "Insistir-se à saciedade no sentido de dizer que os 'impostos vão diminuir' [em 2005] é mentira. É mentira! É objectivamente mentira! É falso!".
Para 2005, as tabelas foram aprovadas e distribuídas na primeira quinzena deste mês, quando aparecem em Fevereiro ou princípios de Março. A acontecer o mesmo em 2005, os seus efeitos apenas se sentiriam depois das eleições legislativas de 20 de Fevereiro próximo.
Para as Finanças, a actualização em oito por cento dos escalões "corresponde exactamente a metade do efeito que se estimou ser o necessário para repercutir na totalidade as alterações as taxas". Na nota ontem divulgada, ilustra-se essa ideia com um caso de um casal com dois dependentes, com um rendimento mensal de 1500 euros. Nesse caso, a taxa de retenção baixa de 16,5 por cento para 15,5 por cento. Mas a nota não retira todas as ilações desse exemplo, já que o imposto pago se reduz 4,1 por cento.
Os casos estimados pela Price vão, aliás, no mesmo sentido. Caso os contribuintes beneficiem de um aumento salarial de dois por cento, os efeitos são visíveis e contrariam a tese oficial. Por exemplo, um trabalhador solteiro com um rendimento mensal de mil euros em 2004, verá o imposto cobrado ao longo do ano passar de 1750 euros para 1642 euros, ou seja, menos 6,2 por cento. Mas, no final das contas em 2006, o IRS a pagar apenas se reduzirá 4,9 por cento e o contribuinte terá de cobrir essa diferença nesse ano. O mesmo solteiro que aufira agora um rendimento mensal de 4878 euros verá o seu IRS cobrado em 2005 passar de 3215 euros para 3284 euros, ou seja, mais dois por cento, quando, na realidade, deveria pagar menos 0,03 por cento.
O mesmo acontece no caso de casais. Se tiverem dois filhos e aufiram um rendimento conjunto de dois mil euros mensais, então o IRS cobrado ao longo de 2005 passará de 2916 euros para 3220 euros, o que representa uma diminuição de 6,9 por cento. Mas o efeito efectivo da redução das taxas deveria ser apenas de menos 5,4 por cento. Já para um rendimento de 9756 euros, o casal passará a contribuir com mais dois por cento de IRS quando o desagravamento fiscal do OE deveria levá-lo a beneficiar de uma ligeira descida - menos 0,04 por cento.
Esta é a demagogia eleitoral dos “iluminados” que prometem só a verdade e sempre a verdade para o povo!!!
PS – os bold são da nossa responsabilidade
Até o mais atrasado mental já tinha percebido que a coisa ia mal na ponta ocidental da Europa (a carraspana “viral” com que ando há dias tá-me a inspirar para as rimas, tá visto... ).
De que tamanho era a tanga que a todos afligia (não a todos pois algumas beldades ficam muito charmosas de tanga) ninguém sabe ao certo. Certo é que a situação piorou imenso quando a tanga começou a dançar ao som do discurso propagandístico do nosso saudoso ex-primeiro Zé Manel.
O clima de desconfiança criado, mais os estremecimentos de um possível futuro negro, aliados a uma realidade pouco animadora, fez que o consumo descesse a níveis pouco habituais no passado recente.
O comércio tem sido um dos sectores onde a crise mais se tem feito sentir. A situação deve-se essencialmente à falta de numerário nos bolsos dos portugueses. O pouco que ainda resta foi guardado nalgum bolso oculto do fato para só aparecer à luz do dia em caso de emergência.
Mas tudo isto são águas passadas. Não sei se fruto de algum fenómeno celestial, o certo é que as vacas gordas vêm aí.
As taxas de IRS vão baixar, não esquecendo as habituais actualizações dos escalões. As pensões vão aumentar entre os 2.5% e os 9% num movimento que abrangerá 1.5 milhões de pensionistas. Os funcionários públicos, como não poderia deixar de ser, serão aumentados. Apesar de todas estas benesses, o governo compromete-se a manter o défice abaixo dos 3% do PIB.
Com tanta coisa prometida a implicar despesa, e sabendo das vendas de património nos últimos anos para manter artificialmente o défice abaixo dos 3% do PIB, onde irá o Pedro arranjar tanta massa para todos estes compromissos? Que se saiba as receitas não cresceram por aí além. Estará a pensar em vender a Madeira, Jardim incluído, (mais um bónus extra: o Offshore madeirense) a algum grupo estrangeiro, quiçá espanhóis, ou será que o Pedro ganhou o Jackpot do Euro-Milhões e fechou-se em copas e não disse nada cá à malta?
Para além disso tudo o Pedro é um mouro de trabalho (coitado que nem deve ter tempo para tomar um copito descansado numa das muitas tascas nocturnas à beira rio). Então não é que em menos de três meses (desde a sua tomada de posse) já aprovou um ror de legislação que faria inveja ao seu antecessor e que ele muito humildemente enumerou (aqui abstenho-me de o fazer, senão o post ficava do tamanho de uma enciclopédia).
As capacidades por ele evidenciadas são tais que o aumento na cobrança de IVA e IRC faz-se sentir desde o inicio do ano, ainda ele não era chefe do governo, mas, por um fenómeno de antecipação do futuro que a parapsicologia facilmente explica, já a força do seu poder magnético, qual nuvem ameaçadora, pairava sobre os prevaricadores, influenciando-os a que regularizassem a situação ou teriam de haver-se com o Pedro.
O Pedro é um gajo que sabe o que quer, para ele e para todos nós. Compreende-se assim que só em convergência ele mais o rebanho (há quem lhe chame manada e outras coisas feias) conseguirão atingir o “el dourado”, os fartos pastos, onde todos comerão à vontade e onde viverão felizes para o resto da vida. Por isso ele não pode permitir que uma ovelha negra, venha ela de Belém ou de qualquer outro quadrante, possa tresmalhar o rebanho.
Este Pedro foi a melhor coisa que nos saiu na rifa, e ainda melhor por não termos jogado em nada, nem às rifas das eleições.
É por estas - e por outras que eu não disse, senão o post só saia a público para a próxima semana - que só me apetece apregoar aos quatro ventos:
Eu quando for grande quero ser grande….
…..grande como o Pedro!!!
….tinha comprado umas acções da Média Capital e neste momento já estava a ter uns lucros muito apreciáveis. Só hoje (2ª feira) valorizaram 3.78 %!!!
E porquê?
Tudo por culpa da “boiada” que invadiu uma quinta nos arredores de Lisboa, e que passou a ter honras televisivas. Mas há mais culpados na história…..todos aqueles que não tiraram o nariz da frente da TV e que foram os grandes responsáveis pelo aumento do “share” desse canal televisivo.
Como dizia o meu avô «Viver não custa, o que é preciso é saber viver».
Esta máxima transposta para os dias de hoje poderá significar algo como: «Para ganhar muito não é preciso produzir muito, inclusive muitas vezes não é preciso produzir mesmo nada»
Esta é mais uma das virtudes da sociedade de consumo…..
......pois só mesmo um país rico se pode dar ao luxo de despedir administradores, desta maneira.
Por cada administrador que Vitor Martins substituir na CGD, esta instituição estatal terá de desembolsar cerca de um milhão de Euros.
De repente, o maior banco nacional salta para as primeiras páginas: são reformas chorudas, indemnizações principescas e mais tudo aquilo que ainda não se sabe.
Antigamente, as administrações de nomeação estatal variavam ao sabor da cor governativa dominante, mas com alguma contenção. Agora não, variam em função das imediatas amizades mais oportunas. Estão a ver o que poderá acontecer se mudarmos de ministros trimestralmente, por exemplo? – terá de se ser criada uma nova secretaria (logo mais despesa) para gerir o “entra e sai” de administradores, mais aqueles que se mantêm (se continuarem a portar-se “bem”).
Neste caso em concreto, nem um potentado financeiro, como é a CGD, consegue aguentar o arrombo. A corroborar que, nos últimos tempos, a gestão não tem primado pela competência, verifica-se que a CGD tem vindo a diminuir os lucros, enquanto muitos outros bancos viram crescer os seus proveitos. E não venham dizer que isso se deve à crise, pois a crise é igual para todos. Na dúvida, perguntem ao povo.
Mas o Estado tem as costas largas e paga tudo e....... o povo também.
Vertu é o símbolo da ostentação do momento.
Por cerca de 25 mil Euros adquire-se um Vertu com capa em platina, cheio de glamour, óptimo para ser exibido.
Não faz mais que um modelo topo de gama equivalente, mas dá status que se farta...pelos menos lá pelo “jet set” asiático.
Este é um lado da vida.
No outro lado, temos a vida daqueles muitos milhões de seres que vegetam no dia a dia com o sabor de dois Euros diários, porque os senhores da terra não lhes permitem ter mais.
Todos os seres são livres, dizem os entendidos, mas na prática, enquanto uns são livres, outros apenas podem contemplar essa liberdade.
A propósito de um relatório da organização “Save The Children”, divulgado ontem, quarta-feira, que revela que Portugal é o quarto país da União Europeia com mais mães adolescentes e o oitavo entre os países mais industrializados, fiquei a pensar – eu, que não sou sociólogo nem li nenhum documento que analise os porquês desta situação - que tão elevado número de gravidez adolescente só pode resultar de uma grande imaturidade com a consequente imprudência sexual.
E digo imaturidade e não ignorância pois, nestes tempos de informação fácil, em que abundam os sites, as revistas e os livros sobre métodos e práticas anti-conceptivas, não me parece que seja por desconhecimento que a generalidade das jovens adolescentes engravide.
Serão vários os aspectos que concorrem para esta situação.
Um deles é a ausência de formação sexual nas escolas. E formação, no meu entender, não se pode limitar a meras informações – isso, creio que os nossos jovens, melhor ou pior, sabem – mas incluir conscientização para as diversas e importantes questões que se prendem com o sexo, em vários planos, inclusive o afectivo e a responsabilização pessoal a nível de comportamentos.
Nunca, até hoje, se avançou na formação dos nossos jovens e dos nossos professores. Uma questão de que nunca se fala é da necessidade de formação dos professores na disciplina e/ou na temática de sexualidade. Ouvi, há alguns anos, em reuniões de Conselho Pedagógico em que estive presente na qualidade de representante da Associação de Pais, professores recusarem-se, pura e simplesmente, a falar sobre sexualidade com os alunos. Outros, conscientemente, alegavam falta de preparação para falar sobre o assunto. Contando ainda com a indiferença de alguns que se limitavam a encolher os ombros, eram poucos os professores entusiastas pelo assunto.
Também a nível dos Centros de Saúde ou outros organismos de saúde pública não existem praticamente quaisquer iniciativas ou acções de esclarecimento das camadas jovens sobre sexualidade. Aliás, tanto quanto sei, na maior parte dos centros de saúde as consultas de planeamento familiar limitam-se a uns conselhozinhos singelos, que não aquecem nem arrefecem, aos poucos jovens que lá vão e à oferta de uma caixinha de pílulas. (Se não for como eu digo, alguém que me corrija s.f.f.)
Outro aspecto que creio relevante para a existência de tanta mãe adolescente é a falta de comunicação entre os jovens e a família. Para muitos pais este assunto ainda é tabu ou então existe pouco à vontade para discutir o tema. E para tornar tudo ainda mais difícil, não são poucos os filhos adolescentes, mesmo aqueles que sabem que os pais são pessoas abertas nestas questões, que, a partir de certa idade, se recusam a falar sobre questões sexuais com os pais – talvez com medo que eles interfiram na sua vida afectivo-sexual - , ocultando-lhes eventuais problemas ou dúvidas, só o fazendo quando uma gravidez indesejada acontece.
E chegadas as coisas a este ponto, à gravidez da adolescente, toda a gente sabe quais são as saídas: ou ter o filho, com todas as nefastas consequências para a jovem mãe que assim vê a sua juventude e o seu crescimento truncados, os estudos e o futuro profissional ameaçados, e para a criança que vai nascer, quase sempre fruto de um relacionamento imaturo, muitas vezes de um pai que, irresponsavelmente, “não quer saber” e “dá o fora”.
Destaco, a propósito, que o relatório da organização “Save The Children” refere que, com base num estudo realizado em 13 países da UE, as mulheres que são mães durante a adolescência têm o dobro das probabilidades de vir a viver em pobreza.
A outra solução, neste nosso Portugal das maravilhas, é o aborto... clandestino e penalizável, com todos os custos e pesos que tal clandestinidade e penalização acarretam.
Dizem as estatísticas que, em Portugal, existe cerca de um milhão de pessoas que nunca foram à escola. Ou seja, são incapazes de ler este texto ou de escrever algo tão simples como o seu próprio nome. Esta triste realidade coloca Portugal na cauda da Europa.
“Ao longo dos séculos XIX e XX nunca houve uma política educativa entendida enquanto tal. Nunca se deu prioridade à educação dos adultos e isso tem muito a ver com a nossa ruralização e com o regime autoritário em que vivemos durante muito tempo”, explica Licínio Lima, sociólogo da educação.
Tenho dificuldade em compreender como é possível, nos dias que correm, num país da UE, existirem tantas pessoas que não saibam ler e escrever. Estas duas operações deveriam ser tão básicas como respirar ou comer. Para mim, é quase como ter nascido cego e jamais poder apreciar as maravilhas (às vezes também os horrores) que nos rodeiam.
Mas, afinal, quem é o culpado deste estado de analfabetismo?
O réu é o Estado. A ausência de uma real política educativa que ataque fundo tão calamitoso estado de analfabetismo do povo português serve essencialmente os interesses e as preocupações da classe dominante.
É que quanto maior for o acesso à instrução e ao conhecimento da população em geral, menor será o "controle" sobre as necessidades e as aspirações de mentes socialmente desenvolvidas. Aos interesses instituídos convém que uma parte das pessoas permaneça no obscurantismo e assim sejam mais fácil e docilmente orientadas naquilo que mais convém aos interesses dominantes.
E assim, a instrução, a educação e o conhecimento das populações – com o correlato desenvolvimento pessoal e individual de cada cidadão - caminham ao sabor dos interesses materiais dos "senhores do mundo".
Basta olhar para o estrato social onde está a fatia grossa do analfabetismo para compreender que este anda de braço dado com gentes de parcos recursos e, muito frequentemente, de zonas rurais do interior.
As razões objectivas deste problema estão diante dos nossos olhos, nós, por vezes, é que nos recusamos a ver o óbvio.
«O rei do mercado mundial de transferências de jogadores é um português: chama-se Jorge Mendes e tem 38 anos. Este agente de futebolistas, natural de Lisboa, intermediou no último "defeso", através da sua empresa sediada no Porto (Gestifute), negócios superiores a 122 milhões de euros (ver quadros) só nas 16 principais mudanças de jogadores em que participou, a última das quais foi a vinda de Luís Fabiano dos brasileiros do S. Paulo para o FC Porto. Tendo apenas em conta as transferências de Portugal para o estrangeiro, Jorge Mendes bateu todos os recordes internos, ao participar em transações de passes de jogadores que orçaram um total de quase cem milhões de euros (96,35), o que é tanto mais significativo se tivermos em conta que Portugal, por exemplo num sector como o das peles e couros, conseguiu em 2003 apenas 68,8 milhões de euros em exportações. Ou que um sector importantíssimo como o Vinho do Porto exportou, no ano passado, 411 milhões de euros. A Gestifute protagonizou, de resto, três das dez maiores transferências de jogadores do ano a nível mundial (Paulo Ferreira, Deco e Ricardo Carvalho), algo também sem paralelo no nosso país....»
in Público
O país gastou há alguns anos uma “pipa de massa” com os estudos dirigidos por um tal Michael Porter. Cabia-lhe definir os sectores para onde Portugal deveria dirigir as suas energias e investimentos de forma a operar uma enérgica revitalização da nossa economia. Os sectores foram definidos, alguns investimentos e energias foram canalizados para essas actividades, mas os resultados visíveis tardam em aparecer.
No entanto, a solução morava cá em casa. Faltavam uns “olhinhos” que iluminassem e definissem o rumo correcto do potencial escondido.
O sector chave da nossa economia é o futebol.
O brasileiro Scolari conseguiu unir Portugal em torno de um projecto como não se via na últimas décadas.
O Futebol Clube do Porto conseguiu êxitos desportivos e financeiros nas duas últimas temporadas futebolísticas como jamais se verificara no nosso país.
Agora, um empresário de futebol consegue fluxos financeiros com a exportação de jogadores que causam inveja a conceituados sectores da nossa economia.
Penso que a classe política e a sua base de sustentação - todos nós – deveriam humildemente penitenciar-se e passar os destinos do país para quem, na prática, mostrou como se gere e “se faz dinheiro”, coisa de que o país, há muito, anda bastante carenciado.
É certo que o Santana ainda está verde no lugar de primeiro-ministro, a sua experiência ainda não chega aos dois meses, mas já nos habituou a dizer num dia e a desdizer-se no dia seguinte. Assim podia muito naturalmente fazer uma remodelação governamental.
Chamava o Scolari para unir Portugal e tirar o país da tanga (confesso que ainda hoje não percebo porque é que o Zé Manel depois de nos meter de tanga, deu de “frosques”; ele não acusava o antecessor de ter fugido?). Talvez ficasse bem ao brasileiro a Administração Interna mais a Educação.
Chamava-se o Pinto da Costa para as Finanças – O Bagão voltava aos corpos sociais do Benfica (onde o tacho deve continuar garantido) e, talvez assim, o povo maltratado conseguisse esquecer as machadadas que o senhor deu no Trabalho e na Segurança Social.
A Jorge Mendes entregava-se o Ministério da Economia – o Miguel Cadilhe e a sua API aproveitavam para aprender como se capta dinheiro “lá fora”.
Com estes três a comandar as operações, mais uns treinadores por eles contratados, os resultados não se fariam esperar. Mas é preciso mais qualquer coisa.
Assim, enquanto houver habilidade a dominar a bola – penso que o futebol deveria ser disciplina obrigatória desde a primária (ajudava certamente a esquecer os desaires dos nossos estudantes na matemática e na física), enquanto houver Roman’s Abramovich dispostos a pagar muitos milhões por jogadores e treinadores portugueses, enquanto houver patrocínios de multinacionais a jogadores lusos e enquanto houver muitos milhões de espectadores dispostos a sustentar o nosso futebol (ainda que haja pouco dinheiro para as necessidades básicas) o nosso país está a salvo da bancarrota.
O que nos vai salvar não é nenhum milagre comercial, industrial ou de serviços.
O futebol é a nossa salvação!
PS – os bolds são da nossa responsabilidade.
Os abortos governamentais levaram a melhor sobre os potenciais abortos que viessem a ser realizados pela organização “Women On Waves”, pelo menos por agora.
Em nome de uma pretensa legalidade, bastante discutível, foi negado um direito fundamental – o direito de livre circulação. A argumentação de ambos os lados vai agora passar por questões jurídicas nacionais e internacionais.
No entanto, o âmago da questão é outro e muito mais importante:
A passar das marcas vai a sem-vergonha e hipocrisia moral de governantes que proíbem a livre circulação, em nome de um pretenso caso de saúde pública, mas que têm levado a cabo uma política que, cada vez mais, restringe o acesso aos reais cuidados de saúde a que toda a população nacional deveria ter direito, segundo a Constituição, política essa traduzida, na prática, pela crescente imposição do principio: quem quer saúde, pague-a. (Pague as radiografias, as análises, os tac`s, os especialistas que não existem nas “caixas”, os dentistas e caríssimos tratamentos dentários, os remédios cada vez menos comparticipados, pague tudo ou fique por aí, desdentado, com dores e mazelas, a morrer devagarinho por falta de dinheiro...).
Voltando à hipocrisia dos políticos e governantes retrógrados que por cá temos, que se saiba não existe qualquer restrição à circulação das mais endinharadas que queiram deslocar-se a Badajoz para, em clinicas particulares, serem sujeitas às práticas que no “Barco do Aborto” são classificadas como ilegais pelas autoridades portuguesas.
Não se compreende, nem revela raciocínio inteligente, que aqueles que rotulam de crime a opção pelo aborto, em nome do direito à vida, não tenham a mesma atitude noutros casos, a guerra por exemplo, e inclusive protagonizem acções de apoio aos beligerantes. É provavelmente em nome de certos “valores morais”, em que os fins justificam os meios!!!
Outro aspecto grave nesta questão é a falta de liberdade: A liberdade de cada um decidir, em última instância, aquilo que julgar melhor para si.
Não se compreende que quem diz combater todas as formas de totalitarismo venha agora impor a sua vontade a terceiros, em nome da sua particular e retrógrada filosofia de vida, baseada em conceitos morais de forte influência religiosa, ditando regras sobre quando e onde começa e acaba a vida humana, sem fundamentação científica, e, por último, arvorando-se em juiz de toda a população.
Num país que se debate com graves problemas económicos era bom que não se desperdiçassem recursos. Os esforços consumidos com os casos em volta deste tema eram certamente muito melhor empregues na luta contra a sida e outras doenças sexualmente transmissíveis. Estas, como muitas outras que infelizmente continuam a contaminar largas camadas da população, são os verdadeiros casos de saúde pública.
Mas tal como um doido nunca se assume, um aborto também nunca se assumirá.....
Nos últimos quatro anos foram adquiridos pela informática da administração fiscal, aplicações informáticas e serviços externos no valor de perto de 140 milhões de Euros. Estes investimentos realizados não se têm traduzido, até ao momento, em resultados visíveis no combate à fraude e evasão fiscais.
Não se sabe o que o fisco adquiriu, a quem, a que preço, como, e se os produtos já estão em funcionamento – o fisco não informa. A única novidade recente foi a informação de que uns quantos milhares de contribuintes não tinham entregue o anexo “J”, uma singularidade para muitos deles.
A única coisa que se sabe é que a evasão fiscal é o pão nosso de cada dia e que a fiscalização continua extremamente deficiente - ou então os resultados andam no segredo dos deuses. Na dúvida, veja-se a taxa efectiva de IRC paga pelas empresas nacionais, nos últimos anos. Segundo vários estudos, o peso da chamada "economia paralela", aquela que não é contribuinte fiscal, atinge um peso escandalosamente alto, quando medido em percentagem do PIB nacional - a situação mantém-se há muito, sem que sejam visíveis quaisquer medidas energéticas para acabar com a situação. Na verdade, sabe-se mais uma coisa: as receitas do Estado continuam a ser inferiores às despesas. E na prática, o grande combate levado a cabo nos últimos anos, incidiu sobre as despesas, quando a receita deveria ter tido um tratamento no mínimo igual.
Talvez a abordagem à fuga fiscal não tenha sido levado a cabo da forma mais eficaz. Talvez se tenha procurado um sistema capaz de detectar quase tudo, e portanto lento e pesado, quando um mais simples e dirigido a pequenos objectivos, certamente seria mais rápido e eficiente. Por outras palavras, se um sector previamente seleccionado fosse “atacado” em força pelo fisco, e com resultados visíveis, serviria de estimulo a toda a máquina fiscal e de aviso a todos aqueles que tradicionalmente fogem ao fisco. A pouco e pouco a malha estender-se-ia a todos os sectores da economia. Não me parece complicado identificar empresas que, nos últimos quatro ou cinco exercícios apresentaram prejuízos sucessivos, e que continuam a laborar. O mesmo se passa em relação a determinadas classes profissionais que, apresentam receitas liquidas que nem dão para matar a fome. Estes são dois pequenos exemplos para ilustrar o raciocínio. Aliás, se a administração fiscal consegue convergir, há anos, o valor dos imóveis aos preços de mercado – aqui a grande questão era que os mesmos não sofriam uma avaliação periódica, para não falar dos milhares que não estavam cadastrados informaticamente – não se percebe porque não faz o mesmo aos diversos sectores económicos.
E este é um sector vital da governação, pelo equilíbrio que pode exercer nas contas do Estado, dado que as despesas têm um limite inultrapassável.
A justiça fiscal, além de um dever constitucional, é um valor essencial na moral de um Estado e dos seus cidadãos.
De outra forma, e usando a gíria popular, este Portugal “não passa de uma república das bananas, onde cada um rouba conforme pode”.
Ora o Estado é constituído por todos nós, que delegamos nuns quantos, a tarefa de conduzir os assuntos nacionais. Logo quando estão a roubar o Estado, estão a roubar-me a mim. E eu estou farto de ser roubado.....
«...."Muitas pessoas estão a matar a galinha dos ovos de ouro porque praticam preços para níveis de oferta que não temos. Uma refeição, no Verão, é paga a preço de ouro e isso não pode acontecer. Alguns acusam o Sudoeste de afastar pessoas, mas a curto prazo será a manutenção de situações semelhantes que as afastará e isso tem que ser repensado", diz o Presidente da Câmara de Odemira.
....praticam-se preços exorbitantes por refeições e, ao nível das dormidas, vale tudo. O consumidor paga muito por pouco. E é a própria população que o reconhece. "Existe gente por aí a alugar quartos nesta altura do festival, sem o mínimo de condições, a preços que eu sei lá", diz Arminda Varia, enquanto nos serve um café. "Toda a gente quer fazer negócio nesta altura a qualquer preço"....»
in Festival Sudoeste Solidifica-se no Litoral Alentejano
Porque é que queremos ganhar num dia, o seria justo arrecadar em vários dias?
Será que vale tudo nesta terra?
Ou será que passámos a seguir o exemplo de alguma classe política?
Podemos ser os últimos em todas as tabelas da UE mas, a pedir dinheiro, estamos no top e ninguém nos bate!
«...Porque, de duas uma: ou é mesmo indispensável que os deputados viajem em executiva para preservarem a sua imagem e estatuto, o que não se discute, ou esta distinção é irrelevante e, em consequência, todas as suas viagens devem ser feitas em classe turística. O que não é sério nem admissível é o Estado disponibilizar-se para pagar viagens de turismo a acompanhantes dos deputados....»
in O Regresso das "Viagens-fantasma"
Depois admiram-se por Portugal ser classificado como uma “República das Bananas”.
Há muito que se clama em Portugal por maiores investimentos na Justiça.
Desde juizes, a escrivães, passando pelos advogados ou simplesmente pelos queixosos, todos clamam por melhores condições para a justiça neste país.
O governo, talvez devido aos apregoados cortes orçamentais, não foi fazendo os investimentos necessários à rápida conclusão dos milhares de processos pendentes.
Ontem abriu os cordões à bolsa e tirou de lá 100 milhões para investir......na Bolsa.
Quem afirmou que a Justiça está de tanga....é mentiroso!
Antes da nomeação da comissão de inquérito que irá avaliar as responsabilidades no recente incidente de Leixões era para ter sido nomeada uma outra comissão. Esta comissão iria identificar os pretensos réus e suas responsabilidades nos fogos que começavam a devastar Portugal este Verão. Era uma comissão de acompanhamento da situação e integrava-se no plano de prevenção e combate aos fogos para o ano corrente. Sem dúvida que tal nomeação era uma medida coerente perante a fogueira que se ateou em Portugal no ano transacto. Mas a dita comissão não chegou a nascer pois foi abortada aos primeiros sinais.
Qualquer iletrado identifica facilmente o grande responsável deste ineficaz plano de prevenção e combate aos fogos – o Estado. As palavras proferidas, o ano passado, pelo ministro responsável pelo sector de que seriam tiradas as devidas ilações perante a catástrofe verificada, foram ecos que o ventou levou. E já lá diz o ditado que quem com o fogo brinca, queima-se. O trágico, nesta brincadeira, é que quem brinca com o fogo não é quem se queima.
Perante a tragédia que, este ano, mais uma vez se abateu sobre o país, nem a solidariedade política aos colegas de partido permitiram isentar a maioria governamental de críticas ao que ficou por fazer na prevenção e nos meios preparados para o ataque às labaredas. Pouco se fez, não só a nível central como também a nível local, mas gastou-se muitos milhões, não se sabe é onde.
Os bombeiros debatem-se, cada vez mais, com problemas de meios técnicos, devido ao uso intensivo do material, pois nem têm recebido material que permita unicamente substituir o défice do que, em cada ano, vai ficando danificado e irreparável.
O desespero perante situações dramáticas tomou conta das populações, dos autarcas locais, dos bombeiros, da prevenção civil, etc. e as críticas começar a fazer-se sentir. E casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão.
O dinheiro que não foi gasto na prevenção vai ser mais tarde gasto (multiplicado por n vezes), no combate às chamas e na reparação de alguns bens pessoais. Isto já sem falar no desastre ecológico, pois os danos à natureza são irreparáveis.
Se a política de terra queimada parece ser o objectivo de interesses obscuros que se movimentam na nossa sociedade, alguns dos nossos governantes parecem ser um dos aliados destes objectivos, tal a atitude irresponsável que assumem perante a gravidade dos acontecimentos e nas acções que desenvolvem para a solução dos mesmos.
Como se pôde constatar nos órgãos de informação, as populações puseram facilmente o dedo na ferida ao ressaltarem, por exemplo, a falta de aviões e meios materiais suficientes para o combate aos fogos - necessidades prementes - gastando-se milhões em submarinos nos quais poucos vêem alguma utilidade. Aqui coloca-se uma questão pertinente: quantos aviões se poderiam comprar com as verbas gastas nos últimos anos no seu aluguer? Que interesses se movem nesta política de aluguer?
Como no ano anterior já se tinha batido o suficiente nos bombeiros, ainda que com sucesso negativo, as hipóteses de fabricar este ano novos réus era diminuta. Como nenhum governo é suficiente masoquista para “arrear” nele próprio nem suficiente ingénuo para acreditar no “quanto mais me bates mais gosto de ti” não foi criada qualquer comissão de inquérito para levantamento de responsabilidades – ninguém acreditou ser possível encontrar qualquer “tótó” com costas suficientemente largas para carregar o pesadelo.
Portanto, não foi por má fé ou falta de empenho político que não foi constituída a comissão não sei quantos mil pós “25 de Abril” para averiguar factos , simplesmente um raciocínio elementar permitiu aos nossos brilhantes estadistas concluir que, fora da área governamental, seria difícil encontrar alguém onde bater.
Esta maioria no poder trata convenientemente dos nossos interesses, do nosso futuro e da nossa saúde futura, podeis estar certos; a coisa às vezes não nos parece transparente, por nossa culpa, não conseguimos ler o que eles não dizem, apenas retemos o que eles prometem.
Mas os portugueses continuam crentes.......à espera que numa manhã de nevoeiro.....alguém nos salve do fogo final.
O jogadores seleccionados para representar Portugal no Euro 2004 foram hoje distinguidos pelo Presidente da República com a Ordem do Infante D. Henrique.
No seu discurso, o Presidente enalteceu o sentido de "auto-exigência", "consciência de dever" e "patriotismo" dos jogadores, deixando ainda algumas palavras de homenagem aos portugueses. "Portugal celebrou, dentro e fora do campo, a grande festa do futebol, numa organização elogiada em todo o mundo e classificada, pela própria UEFA como a melhor de sempre. Portugal ganhou este desafio tão exigente", sublinhou.
Mas Sampaio aproveitou ainda para deixar um apelo ao país para o futuro: "É preciso saber aproveitar este impulso e essa energia para outros projectos, outras tarefas, outras ambições".
Tem toda a razão Sr. Presidente!
Nos últimos anos fizemos dois grandes projectos que foram coroados de êxito: a Expo98 e o Euro2004. Já provamos que, quando arregaçamos as mangas, somos capazes de grandes projectos e árduas tarefas.
O problema parece estar nas médias e pequenas tarefas. Coisas que não são “grandes” parece que continuam a não merecer o nosso grande empenhamento.
Esquecemos que milhares de pequenas tarefas podem originar um grande projecto. Ou seja, raciocinamos sempre de cima para baixo e não de baixo para cima. Talvez porque partindo de baixo a planificação e a organização pareçam mais difíceis. Talvez porque a grandeza das “pequenas coisas” não nos seduza. Talvez seja apenas uma questão de mentalidade.
No entanto, é imperioso que todas as tarefas, todas as actividades e todos os projectos em que nos envolvemos, no dia a dia, sejam levados a cabo, com a qualidade de planificação, de organização e de desempenho que caracterizaram estes dois eventos acima mencionados.
Há que mudar em alguns aspectos a mentalidade com que encaramos a vida e o nosso bem estar, presente e futuro.
Aproveitemos a dica do Dr. Jorge Sampaio e usemos esta “energia” para melhorar o nosso Portugal, tanto a nível político, como económico e social.
Esperemos que o nosso Presidente use essa tal energia da melhor forma para a “grande tarefa” que herdou recentemente e que a decisão que tomar seja aquela que melhor sirva os interesses do povo português.
Depois de toda, ou quase toda a população ter apoiado arrebatada e entusiasticamente a equipa nacional de futebol, é da mais elementar justiça que a outra equipa, a que nos governa, saiba corresponder às justas aspirações daqueles que, de uma forma abnegada, não regatearam o tremendo apoio àqueles que tinham uma grande tarefa em mãos.
O tempo o dirá se somos dignos uns dos outros, os governantes e governados.
Nesta época de manifes, abaixo-assinados, cartas, entrevistas e outras fórmulas de comunicar com o Presidente Jorge Sampaio O Jumento não podia deixar de lhe escrever, pedindo que decida o que decidir demore mais uns dias.
É que por estes dias Portugal é um verdadeiro laboratório da miséria humana, onde assistimos a uma vaga espontânea de santanistas. Se o Presidente se demorar mais alguns dias dá tempo para que Santana Lopes ainda consega convencer, entre outros, o cavalo do D. José. Já estou a ver o autarca lisboeta a avisar o cavalo da estátua do Terreiro do Paço que se não se converter ao santanismo não lhe tira os painéis que desde há algum tempo o impede de ver o Tejo.
Mas também teríamos a oportunidade de conhecer mais alguns empresários "interessados" na continuidade do "programa" de Durão Barroso. Para não falar dos nossos independentes jornalistas que de um dia para o outros parecem assessores de imprensa da Câmara Municipal de Lisboa.
E o desespero de alguns autarcas do PSD que anseiam por mais umas massas para segurar as suas clientelas ou um desesperado Jorge Jardim que precisa de continuar a mamar o 'contenente'?
Aguente mais uns dias Senhor Presidente, que não quero perder este espectáculo!
in Jumento
«....De qualquer forma do texto analisado ficou de fora uma das vertentes mais interessantes e mais revolucionárias da blogosfera: A Liberdade de Expressão.
Já houve quem se referisse ao facto de a blogosfera ser um espaço mais opinativo que informativo em termos menos laudatórios. Associando esta característica a alguma ‘verdura’ desta forma de expressão.
Já alguém disse que os blogues estabeleceram novas regras de sociabilidade. A verdade desta afirmação consubstancia-se na nossa presença, com um fim comum, aqui no Alandroal. E isso é a realidade mais visível em sociedades democráticas e livres. Os Blogues são um escape, uma evasão mas também uma forma de intervenção numa realidade que nos cerca e que, com maior ou menor amplitude, influenciamos. Permitem-nos o encontro de outras ideias e, acima de tudo, permitem-nos a expressão e publicitação dos nossos anseios, dos nossos conhecimentos, interesses e ideias.
Mas mais importante, e tantas vezes esquecido: os Blogues, nas sociedades que impõem limites à liberdade de expressão, são um dos meios de expressar oposição ao status quo e de denunciar as injustiças de que são vitimas as populações ou parte da população desses países....»
Já me tinha questionado, há uns tempos, se o Zé Manel não nos andaria a enganar completamente nesta questão da Comissão Europeia. Sim, porque noutras questões nunca tive grandes dúvidas que ele mente com quantos dentes tem na boca.
Enquanto o Zé Manel apregoava aos sete ventos o seu apoio à eleição do António Vitorino para a Comissão Europeia - após uma profunda reflexão, dizia ele, com aquele ar entre o compungido e o angélico que costuma pôr -, não andaria a manobrar, em aguas turvas, o seu próprio destino político e pessoal?
O pretenso apoio a António Vitorino soava demasiado a falso. Na verdade, aquele sorriso do Zé Manel, muito cínico na minha opinião, não me convence, nem a mim nem a muitos portugueses. Menos ainda me convence nas coisas que diz. E se dúvidas alguma vez tive, estes dois anos de governação provaram-no à saciedade.
O Zé Manel é um ambicioso político e um dos maiores demagogos que conheço. Para ele, afirmar uma coisa quando tem em mente outra, dizer o que convém no momento, o que melhor vá soar a quem ouve, o que lhe permita sair mais airosamente de qualquer situação – ainda que longe da verdade e dos factos – está-lhe no sangue. Ou, vá lá, talvez seja uma aprendizagem da juventude, dos tempos de dirigente estudantil maoista, que lhe tem rendido bons frutos e o ajudou a singrar na política.
Mas, voltando à vaca fria, hoje ao ler o Expresso deparo-me com esta análise:
Uma história fantástica
«E se Durão planeou tudo há três meses?»
QUANDO, há pouco mais de um mês, Durão Barroso decidiu remodelar o Governo, convidando Arlindo Cunha para a pasta do Ambiente, ninguém estranhou. Amílcar Theias mostrou sempre uma inaceitável adaptação ao cargo e há muito que a sua saída do Governo estava anunciada.
Mas olhando agora para esses factos - e conhecendo outros - pode contar-se outra história. Arlindo Cunha é reconhecido entre os seus pares europeus como um bom técnico e político na área agrícola. E o seu nome vinha sendo falado em Bruxelas como um provável candidato ao cargo de comissário europeu com a pasta da agricultura na futura Comissão Europeia. Mas sendo esta uma pasta de enorme peso no executivo europeu, não fazia qualquer sentido que fosse ocupada por um português - e que a presidência da CE também.
Se esta história batesse certa, então o que se concluiria é que Durão Barroso começou a planear a sua saída para Bruxelas há dois ou três meses. E enquanto defendia publicamente a candidatura de António Vitorino ao cargo, ia recebendo os discretos incentivos dos seus pares do PPE para ocupar a função. Terá sido por perceber isso que Manuela Ferreira Leite lhe apresentou a demissão quinta-feira da semana passada - sem que, mesmo nessa altura, Durão a tivesse informado da ida para Bruxelas.
Mas esta história é tão fantástica que não dá para acreditar, não é? Nem em política...
Nicolau Santos
Tudo leva a acreditar que a “história fantástica” se tornou realidade.
Eu acredito que sim.....
"Eu, daqui, do Pico dos Barcelos, digo aos portugueses de fora de Lisboa: cuidado que estamos todos a ser enganados por uns bandos que há em Lisboa", disse Alberto João Jardim, presidente do PSD-Madeira, no tradicional comício da freguesia de Santo António, alusivo ao Dia da Região e das Comunidades Madeirenses, celebrado, desde 1980, no dia 1 de Julho.
"O grande confronto em Portugal - prosseguiu - não é entre a esquerda e a direita, o grande confronto em Portugal é entre uma Lisboa odiosa que oprime o resto do país, que oprime o resto dos portugueses, e o resto de Portugal, que tem que se libertar para meter aquela gente na ordem".
Responsabilizou ainda o Governo cessante de Durão Barroso de ter deixado nas mãos da esquerda o controlo dos órgãos de comunicação social públicos: "Eles deixaram aquilo na mão de gente de esquerda que faz censura".
"Suceda o que suceder, já lá vai o tempo que os colonialistas de Lisboa puderam oprimir o povo madeirense, puderam roubar os nossos dinheiros durante cinco séculos", afirmou ainda.
"Eles, agora, continuam a oprimir as outras províncias do Continente, fora de Lisboa, mas, a nós, aqui, eles não fazem mais farinha e se tentarem fazer, atiramo-los ao mar", finalizou.
Quem é que anda a ser enganado? Os do Continente ou os da Madeira?
Ambos diria eu.
O grande confronto é entre a inteligência e a cretinice. Nos últimos tempos a segunda hipótese tem dominado.
A direita não faz censura!?! Deve ser alguma herança dos tempos do Salazar! Isto no Continente, porque na Madeira vigora uma democracia de amplas liberdades (desde que se concorde sempre com o Alberto)!
Os dinheiros em falta de que o Jardim se queixa, devem ser certamente, aqueles do buraco no Orçamente Madeirense. Para onde terá ido estas “massas”? Ou será que o Tribunal de Contas também é controlado pela esquerda?
São raros os Conselhos de Ministros que aprovam mais de uma dezena de documentos. Durante o dia de ontem, porém, os ministros reuniram e selaram o encontro com a aprovação de trinta e sete novos diplomas.
Entre eles, encontram-se a transferência de poderes fiscais para a Região Autónoma da Madeira, concedendo ao Governo regional liderado pelo social-democrata Alberto João Jardim amplos poderes para a gestão fiscal nas ilhas.
Antes que se acabe o “tacho” há que cumprir as promessas.....aos “amigos”.
As promessas ao eleitorado.....ficam para a próxima campanha.
Chegou, viu, leu (?), comentou (?) e partiu.
Quem era ele?
Não sei.
O que tinha ele de especial?
Nada de transcendente, era apenas a visita 100.000 (nas contas do Paulo).
Um abraço especial para ele.
Outro abraço para os restantes.
Obrigado blogosfera!
Um singelo post aqui colocado a 11 de Outubro de 2003 começou, nos últimos dias, a ser visitado e comentado com grande destaque.
Em plena época do Euro2004, a qualidade deste jovem futebolista tem granjeado grandes elogios dos amantes do futebol e não só. Mas parece que as qualidades de Ronaldo extravasam em muito os seus dotes futebolísticos, face aos comentários que tenho recebido no post. Muitas jovens do sexo feminino renderam-se incondicionalmente à figura de Ronaldo, algumas, ao que parece, numa assolapada paixão....
Ai....Cristiano Ronaldo eu fosse!!!
Economia informal emprega um em cada três portugueses
«Em média, um em cada três portugueses trabalha na economia paralela, ou seja, em empresas que não cumprem as suas obrigações fiscais, de Segurança Social ou as regras de regulação estabelecidas no mercado, segundo um relatório da McKinsey citado esta terça-feira na imprensa.
O relatório «Portugal 2010» divulgado esta semana pela consultora conclui que a informalidade tem tendência para aumentar ainda mais. Os sectores da construção, retalho e alimentação são aqueles onde o fenómeno é mais expressivo.
Uma vez que a população empregada ronda os 5 milhões, o terço diagnosticado totaliza 1,5 milhões exercerem actividade em empresas que não cumprem as suas obrigações.»
A educação e a fiscalidade são as questões mais prementes, na minha opinião, já aqui várias vezes expressa, da sociedade portuguesa.
E a questão fiscal também passa pela “educação” dos contribuintes.
Um dos factores negativos é, actualmente, a ideia instalada na grande maioria da população de que as maiores fontes de rendimentos fogem às suas obrigações fiscais. Independentemente da completa veracidade desta “ideia” ou não – normalmente mete-se no mesmo saco a fuga ilegal e o planeamento fiscal que são coisas completamente diferentes – a verdade é que, de tempos a tempos, aparecem noticias de primeira página a denunciar vários delitos fiscais onde, inclusive, elementos da classe política são apontados como infractores. Muito provavelmente a actual tributação fiscal não é justa para o leque de rendimentos da população portuguesa. Se esta lei não serve arranje-se outra. Imperioso é que rapidamente se arranje um processo transparente de tributação sobre os rendimentos. Urgente é que termine um clima de suspeição sobre tudo e sobre todos. Se há sectores com forte fuga fiscal a máquina fiscal que actue.
Imperioso é que cada um esteja consciente de estar a contribuir para o país segundo os seus rendimentos e, muito importante, estar seguro que toda a comunidade está a ter a mesma atitude.
A continuar assim não vamos a lado nenhum, simplesmente enterramo-nos ainda mais, em cada dia que passa.
Nota – os bolds são nossos.
Número de milionários cresce mais em Portugal do que na Europa.
O número de milionários portugueses cresceu quatro por cento no ano passado, um número que representa quase o dobro da União Europeia (2,4 por cento) e quase metade da cifra a nível mundial (7,5 por cento), segundo um estudo da Capgemini e da Merril Lynch.
A crise internacional registada em 2003 não evitou que milhões de pessoas alcançassem activos financeiros de valor superior a um milhão de dólares (794 mil Euros).
O "World Wealth Report 2004" revela que há 7,7 milhões de pessoas no mundo com uma riqueza avaliada em 28.800 mil milhões de dólares (22.867 mil milhões de Euros).
Quem é que disse que o país estava de tanga?
O país não está de tanga, o povo é que está de tanga por ser conduzido por políticas de tanga.
A conta desta tanga há muitos a “safarem-se” como este estudo mostra.
Esta é a realidade nua e crua, o resto são promessas de justiça social......
Nunca vi coisa igual. Jamais sonhei ver estas imagens. Estou perfeitamente estupefacto.
É com muito espanto e mesmo muita admiração que reparo nesta vaga de bandeiras nacionais que, neste últimos dias, inundou Lisboa e arredores e, por aquilo que oiço, um pouco por todo o país.
São milhares as varandas, janelas, muros, estendais de casas particulares que ostentam bandeiras de Portugal dos mais diversos tamanhos. São carros, camionetas, motos e bicicletas que fazem vibrar ao vento as cores nacionais das ditas bandeiras. Em cada dia que passa, o rectângulo verde e vermelho floresce em mais um lugar como uma sementeira que se realiza todas as noites e que desabrocha no dia seguinte. Também muitas empresas e organismos vários acompanham esta onda. Parece que, de repente, toda a gente acordou com uma irreprimível necessidade de exibir o seu orgulho nacional.
Nós, portugueses, que não somos - parece-me - dados a manifestações de patriotismo exacerbado, talvez por uma questão de introversão de sentimentos, pelo menos quando comparados com gentes de outras nações, por exemplo, como os nossos vizinhos espanhóis que, por tudo e por nada, fazem valer o seu orgulho nacionalista. Nós, que nos ofuscamos diante do que é estrangeiro e vem de fora.
As ditas bandeiras vendem-se por tudo quanto é sítio. Em quantidades astronómicas. São os vendedores ambulantes, as lojas das “bugigangas”, as lojas da especialidade, os supermercados, o comércio tradicional.
Para além das bandeiras, são as conversas de toda a gente, de todos os quadrantes da sociedade, sobre o Euro 2004 e tudo o que, mais directa ou menos indirectamente, á volta dele gira. E em todas as conversa, o tom dominante é um sentimento de orgulho patriótico, de esperança e de confiança que parece ter inundado o espírito dos portugueses, de tal forma que já aparece uma ou outra voz a pedir contenção, não vá este clima de perfeita euforia colectiva acabar numa depressão profunda.
Este fenómeno desportivo, que vamos começar a viver ainda mais intensamente a partir de sábado, será um dos grandes acontecimentos nacionais das últimas décadas, que projectará fortemente o nome do país além fronteiras. O retorno dos dividendos desportivos e económicos será apreciável. Bem aproveitado, este Euro2004 poderá render bons lucros ao país, nomeadamente no sector do turismo, mesmo após o seu término, tal como aconteceu com a Expo98.
Mas atenção, o Euro2004 não vai resolver os graves problemas com que o país se debate.
Mais, este clima de optimismo e patriotismo que está a incendiar a população lusa deveria continuar a verificar-se após o fim deste Campeonato Europeu e projectar-se noutros campos, sob pena de não ter passado de um sopro efémero. Independentemente da nossa classificação. Não podemos ficar à espera que onze homens – mais uns quantos que compõem todo o grupo de trabalho – salvem, em meia dúzia de dias, tudo aquilo que todos nós não fomos capazes de resolver nas últimas décadas.
Assim saibamos aproveitar este clima eufórico que se apoderou de nós, usemo-lo da melhor forma durante este torneio e continuemos a usá-lo de forma coerente nas próximas décadas.
Se tudo isto resultar positivamente poderemos dizer que o Euro2004 foi um bom investimento no nosso futuro.
Faleceu esta manhã o Professor Sousa Franco (1942-2004), vítima de ataque cardíaco em plena campanha eleitoral.
As nossas sentidas condolências à família e ao PS.
O texto que se segue é um comentário ao “Estado a que chegou o planeta Terra” inserido no âmbito do Dia do Ambiente.
«Não é meu intuito contradizer o Raul, mas creio que, as gerações vindouras, para além de amaldiçoarem a hora em que nasceram, amaldiçoarão as gerações que os antecederam, incluindo os progenitores directos, por nada terem feito, de maneira a contrariar o processo acelerado de degradação ambiental que resulta da actual actividade humana.
E nós, temos e teremos a veleidade de usar os nossos filhos como escudo da má consciência, que nos afasta do cerne das questões, porque como é «normal», ou pelo menos assim o consideramos, temos de zelar pelos interesses mesquinhos, que nos dão alguma relevância sócio-profissinal, e eventualmente nos proporcionam, algumas benesses económicas e materiais, as quais usamos para cobrir de prendas e bugigangas várias, tais como roupas de marca, e «didácticos» jogos de computador (que iniciam os nossos filhos no universo competitivo dos desportos -- futebol, automobilismo, etc...-- e também aguçam o apetite pela violência, inspirada nas lutas que lhes vão povoar a imaginação e ajudar a construir o seu arquétipo cultural e humano. Maravilhoso!).
Um século, não é assim tanto tempo como isso, mesmo à escala humana, mas ao ritmo que a degradação ambiental avança, as consequências do aumento da temperatura serão catastróficas, com repercussões extremamente negativas na produção agrícola, na submersão permanente de cidades costeiras, etc... também neste caso, a realidade superará o potencial ficcional da imaginação.
A honestidade intelectual, quando a há, nada pode, se não recebe apoio estratégico e logístico da consciência moral, onde julgamos nós que o ser humano vai beber a coragem, que o leva a lutar contra as maiores adversidades, quando está consciente do que está em jogo? Só existem duas formas de coragem: a primeira e mais comum, é incitada, não pelo sentido da realidade, mas por uma dependência mórbida, de algum processo de alienação individual, ou colectiva. A segunda, mais rara, e em certas circunstâncias, muito rara, depende da consciência que é consciência de ser, porque não é a integridade física que está em causa, mas a identidade de um ser humano que já compreendeu, que há momentos, cruciais, no decurso de uma vida, em que não é possível agradar a gregos e troianos, ou se é corajoso, ou se recolhe, na frágil concha da cobardia.
O que está em causa é o comportamento ambíguo, que caracteriza a forma de viver do cidadão comum, cuja mentalidade, não mudou o suficiente, os perigos espreitam, mas não conseguem desalojar com os velhos e presunçosos conceitos onde a sua conduta se alicerça.»
Rodrigo Ribeiro
(os bold são nossos)
As questões levantadas pelo Rodrigo, particularmente o tal comportamento ambíguo que caracteriza o cidadão, não são exclusivas quando está em causa a degradação ambiental.
Temos a coragem de nos empenhar fortemente na defesa de valores quando a nossa vida, e a nossa “vidinha”, não estão seriamente comprometidas (ainda que aparentemente)? Não seguimos frequentemente o lema “com o mal dos outros posso eu bem”?
Por uma questão de mentalidade e de educação, não será que a maioria das pessoas se acomoda no seu canto, toma uma atitude passiva e tenta safar-se o mais airosamente possível da situação?
Mesmo com alguma contestação pelo meio, todos parecem aguardar pelo “messias” que conduzirá as “massas” contra o mal que o próprio homem gerou.
Esta atitude, algo passiva, faz parte de alguma “herança genética”?
Porque somos frequentemente inertes a estas questões, como as do ambiente, que poderão condicionar o futuro bem próximo? Porquê?
Comodismo?
Conformismo?
Medo?
Indiferença?
Falta de consciência social?
O que nos faz ter estas atitudes, perante previsíveis tragédias que irão afectar os nossos filhos?
Esta foto é para sorrir!!!
Agora pense nas noticias que temos vindo a ouvir nos últimos dias (meses).
Os acidentes de trabalho estão a tornar-se cada vez mais frequentes.
Onde está o culpado? É só o empregador? E a fiscalização? E a segurança no trabalho, depende de quem?
A quem pedir responsabilidades?
Na hora de apurar responsabilidades todos “sacodem o capote”.
Vamos chorar?
Ou vamos dizer: Basta!
A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (Antral) considerou hoje que os taxistas do aeroporto devem poder cobrar um suplemento tendo em conta que prestam um serviço com maiores requisitos de qualidade.
Florêncio de Almeida, o presidente desta associação, disse ainda que "Estes taxistas são obrigados a prestar um serviço de maior qualidade, que não é compensado se estiverem à espera de clientes uma hora e depois fizerem um transporte de três euros".
O que é que os taxistas definem por qualidade?
Onde está a maior qualidade do serviço?
Qual a diferença entre um serviço que começa no aeroporto ou noutro local qualquer?
Noutras praças não há filas de espera de clientes?
Alguém os obriga a ir para o aeroporto?
Porque é que não se pega o boi pelos cornos? Explicando melhor, porque não se discute a verdadeira questão?
Não é verdade que no aeroporto há dinheiro “mais fácil”?
«A subida dos preços do petróleo beneficia o povo muçulmano», é a mensagem de um comunicado da “al Qaeda” divulgado esta sexta-feira na Internet.
Esta é uma visão simplista, de gente simplista!?!
Será que eles julgam que a economia mundial não vai repercutir o preço do petróleo em todos os produtos que consumimos diariamente (não esquecer que muito do que os árabes consomem vem do exterior).
Será que eles não sabem que as recessões afectam mais duramente as economias fracas e os países menos desenvolvidos?
Acreditam eles, verdadeiramente, que as mais valias ganhas com este aumento do crude vão beneficiar as populações árabes mais desfavorecidas?
Não sabem estes iluminados quem é que mais ganha com a alta do petróleo?
Os fabulosos lucros do petróleo têm contribuído fortemente para o desenvolvimentos dos países árabes? Tem sido usado para o desenvolvimento da sua agricultura, industria, comercio e serviços? O desenvolvimento dos países árabes é proporcional às receitas do petróleo? O povo árabe vive com níveis decentes de conforto? Têm a maioria da população bons níveis de escolaridade? Como tem sido aproveitado o dinheiro do petróleo?
É bom que tenham isso em conta, pois dentro de poucas décadas o ouro negro vai acabar. E depois? Vão viver de quê? Comem pedras?
Quais os verdadeiros interesses da “al Qaeda?
Defender os interesses do povo árabe?
Ou defender os interesses ocultos de uma minoria incógnita?
Acabei de ler no Público algo que me surpreendeu.
Alguns extractos da notícia:
«O crescente número de mulheres a entrar nas faculdades de Medicina está a causar apreensão entre alguns sectores da classe médica e das próprias instituições de ensino. Há mesmo quem defenda a criação de quotas para homens, numa tentativa de travar a presença maioritária das universitárias nestes cursos.»
«António Sousa Pereira, médico e presidente do conselho directivo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), no Porto, é taxativo: se o modelo de ingresso nos cursos de Medicina não for alterado, "terão de ser criadas quotas para os homens nestas faculdades".»
«Germano de Sousa, o bastonário da Ordem dos Médicos, diz mesmo que, se a situação não se alterar, prevê "muitos problemas" para os próximos anos. O facto de haver áreas da Medicina pouco escolhidas pelas mulheres (como a Urologia e a Ortopedia) não quer dizer que elas não sejam maioritárias em quase todos os colégios de especialidades médicas.»
«O bastonário considera que, para além de homens e mulheres terem formas diferentes de trabalhar, "a maternidade afasta as mulheres do serviço e tira-lhes alguma da capacidade de doação à profissão" .»
«A médica Isabel do Carmo começa por sublinhar que “nunca ninguém se lembrou de quotas quando a situação era inversa”. E recorda a experiência vivida durante a guerra colonial, uma altura em que os homens deixaram algum “espaço” para as mulheres se afirmarem na medicina e em que elas se “mostraram capazes em todas as especialidades e foram tendo filhos”.
O que continua a preocupar Isabel do Carmo é que, havendo hoje tantas médicas, apenas cheguem homens a directores de serviço. O número de mulheres à frente dos serviços dos grandes hospitais, a nível nacional, “é mínimo”, lamenta.»
«A “conversa” das quotas “não faz nenhum sentido”, desvaloriza Carlos Arroz, do Sindicato Independente dos Médicos, sublinhando que não vê qualquer risco ou problema nesta invasão da medicina pelo sexo feminino. Quanto à questão do eventual embaraço sentido pelos homens quando consultam uma urologista, Carlos Arroz contrapõe: “E as mulheres que vão a um ginecologista?” O sindicalista também não vê grandes inconvenientes nas licenças por maternidade, até porque existem “programas de reciclagem e readaptação contínua”. “Que se discuta o ‘numerus clausus’ e a forma de entrada nos cursos de Medicina, tudo bem; agora esta questão não me parece lógica nem pertinente”, defende igualmente Merlinde Madureira, do Sindicato dos Médicos do Norte, para quem este fenómeno traduz apenas “um equilíbrio natural”.»
Nota: os bold são da minha responsabilidade.
Deste breve resumo sobre questões que atormentam a classe médica masculina apraz-me concluir (partindo do princípio que este é o sentimento generalizado por parte da classe médica masculina):
- Os médicos (homens) são machistas
- Estão aflitos porque sentem em perigo as suas regalias dentro da classe
- A classe médica quer continuar a ser gerida num perspectiva masculina
- A fim de não perder regalias, os Senhores Doutores Homens começaram a usar justificações demagógicas
- Onde está a liberdade e a igualdade de direitos e oportunidades consagrados na Constituição e tão apregoados neste nosso Portugal que se pretende moderno e positivo?
Alguma coisa vai mal nestes diagnósticos médicos!
É imperioso realizar alguns exames complementares!
Com dados falseados jamais se chegará a um diagnóstico correcto!
E diagnóstico incorrecto é muitas vezes fatal!
O índice de leitura e compra de livros dos portugueses desceu dois pontos percentuais, revela um estudo sobre os hábitos de leitura e compra de livros encomendado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) em Março.
Por outro lado a afluência à Feira do Livro de Lisboa tem sido diminuta, o que levou ao seu prolongamento até 10 de Junho. As vendas de livros (off record), parece que estão significativamente abaixo de anos anteriores.
Independentemente dos hábitos de leitura dos portugueses que são baixos em relação à média comunitária, há um factor que está a condicionar fortemente o sector cultural e o livreiro em particular, o poder de compra da população. Em tempos de crise os bens não essenciais são os primeiros a ser riscados do livrinho de compras.
O conceito de “essencial” poderá ser discutível, alguns produtos poderão ou não entrar no cabaz de produtos essenciais, conforme o tipo de família. Uma coisa é certa, penso eu, para a família tipicamente portuguesa (quero dizer, a maioria da população portuguesa), o livro não é um bem essencial.
Estarei errado?
Cada trabalhador independente apenas entregou ao Estado 49 Euros de IRS por mês ao longo do ano passado, um valor que contrasta significativamente com os 140 Euros por mês entregues a título de imposto por cada trabalhador dependente, em termos médios.
Será esta uma das farsas a que se referia José Mourinho recentemente?
Ministra dá prémio máximo aos cobradores de impostos
A Manuela Ferreira Leite vai conceder aos funcionários do fisco um prémio de produtividade, mesmo reconhecendo que estes tiveram baixos níveis de produtividade em 2003.
É um mau princípio, premiar quem não desempenhou satisfatoriamente as sua funções. A fundamentação da decisão assenta, contudo, na necessidade de motivar esta classe para os desafios da cobrança coerciva de impostos em 2004.
Apesar de muito discutível, poder-se-ia aceitar a decisão.
Levanta-se porém uma questão muito importante.
O resto do funcionalismo público!
O resto dos funcionários públicos, ainda que com baixos índices de produtividade, não precisam de ser motivados? O que está previsto para estes trabalhadores?
As contestações, manifestações e greves de sectores do funcionalismo publico não dizem nada ao governo?
Os profissionais das forças de segurança não precisam de ser motivados?
Os trabalhadores da justiça não precisam de ser motivados?
Os profissionais da saúde não precisam de ser motivados?
Onde está o funcionário público que dispensa motivação (excepção ao novo director geral da DGCI)?
Ou a motivação, para além dos trabalhadores do fisco por razões obvias, só abrange as cúpulas da administração pública, com especial destaque para as requisições feitas no sector privado?
O festival Rock in Rio Lisboa e o Campeonato Europeu de Futebol vão ser aproveitados por alguns proprietários de estabelecimentos de restauração da cidade para aumentar os preços, em valores entre os dez e os 15 por cento. É a forma, como justificam alguns comerciantes, de contornar a crise no sector.
"É natural que se aumentem os preços em alturas como estas, no estrangeiro faz-se exactamente o mesmo sempre que há um evento internacional", afirma Mário, proprietário de um restaurante na zona de Alfama. Afinal, como sublinha, são apenas as leis do mercado - "se aumenta a procura, os preços sobem".
"Se eles estão habituados a pagar muito mais no país deles, por mais que nós subamos os nossos preços, eles ainda vão achar tudo muito barato", defende ainda. Quanto aos clientes nacionais, "esses são sempre os que se tramam mais, mas o que é que se há-de fazer?", questiona Luís Manuel, também ele dono de um restaurante no Bairro Alto. "Cada um que se safe conforme pode, se vamos estar a pensar nos coitadinhos dos clientes portugueses qualquer dia não nos resta mais do que fechar as portas", confessa, sem rodeios.
O Rock in Rio está aquém das expectativas.
As contas desta restauração também sairão furadas?
E quando acabar “a festança”, quando os Euros estrangeiros e os Dólares acabarem, descem os preços ou fecham a porta?
Anda por aí muita gente que, teimosamente, parece continuar a viver nos tempos das vacas gordas de 98.
No primeiro trimestre, a economia portuguesa produziu menos que em 2003, menos que em 2002, e corre o risco de ter produzido menos que no primeiro trimestre de 2001, se a queda homóloga chegar aos 0,4%. Desde que há estatísticas que o PIB não caía durante tantos trimestres consecutivos. A recessão dura há sete trimestres, contra quatro na crise de 93 e cinco na de 1983.
Uma recessão longa demais.
Estes dados não são promessas, são realidades!
O Congeminas é um chavalo bué da fixe.
Enquanto curtia a cena enjericada pelo mano resolvi dar-lhe a palmada à dita.
Como não entro numa nice com a melga do rato não consegui carregar a cena e passei-me dos carretos. Portanto é melhor a maralha passar pelo estaminé do Congeminas e curtir a cena.
Começa hoje o Rock in Rio de Lisboa.
Dentro de dias começa o Euro 2004.
As férias estão à porta.
«É muita “fruta” para uma cambada de “tesos”». Foi este o lamento que ouvi hoje a alguém que, por acaso, até vive um bom bocado acima do salário mínimo. «É que não são 53 Euros, mas sim 106 Euros – a mulher não ia ficar em casa, não é?».
E continuando: «além dos vinte e um contos ainda temos de contabilizar transportes, comida e algum extrazinho.»
Lamentos similares podem ser escutados um pouco por todo o lado.
«A festa não é propriamente barata, para tempos de crise», continuava o sujeito «eu até gostava de assistir a alguns espectáculos, mas não há condições»
Será que o governo não poderia ter criado algum subsídio para os adeptos da música?
Os portugueses já estão habituados aos subsídios......
E como o futebol teve subsídios....
Bahhh!!! Deixemo-nos de tretas.
Pensamento positivo!!!
O ministério da Saúde está a estudar a redefinição da fixação dos valores das taxas moderadoras. A alteração assenta em critérios de proporcionalidade e em função do rendimento dos utentes, a fim de proteger os grupos mais carenciados e desfavorecidos.
Luís Filipe Pereira pretende vir a introduzir a diferenciação positiva em 2005, o que implicará a introdução de um novo cartão de utente com informação sobre os seus rendimentos. Este projecto é complementar de outro, que projecta que o preço dos medicamentos possa variar consoante os rendimentos do utente.
Esta ideia é defendida pel